Já percebeu que, se rolar o feed por 5 minutos, parece que vê a mesma mulher em 10 perfis diferentes? O "rosto de vitrine" virou o novo normal.

Aos 24 anos, confesso: às vezes me sinto em um episódio de ficção científica onde a individualidade foi proibida. Sobrancelhas, bocas e narizes... todos iguais.

Eu quase caí na armadilha. Fiquei obcecada por um filtro que afinava meu rosto. Eu já estava com o orçamento da cirurgia na mão para "corrigir" minha genética.

O despertar veio num almoço de domingo. Olhei para minha avó e vi nela a mesma bochecha cheia que eu queria apagar. Minha linhagem estava ali.

Percebi que mudar meu rosto seria dizer que a história da minha família não era boa o suficiente. Eu estaria matando minha conexão com minhas raízes.

Deletei os apps de edição e as contas de "antes e depois". Decidi que recomeçar e confiar em mim era mais importante do que ter o queixo da moda.

Sua identidade não está à venda. Você é a única versão de você que o mundo terá. Não nos prive da sua raridade. Vamos resgatar sua luz?