Já percebeu que passamos a vida tentando nos "apagar"? Depilando cada centímetro para parecer que somos feitas de plástico.
Aos 24 anos, olhei para os pelos do meu braço como algo que precisava ser silenciado. Eu gastava energia tentando caber em um padrão que me irritava.
A virada veio com a memória das mulheres da minha família: o cheiro de descolorante e o sol transformando o comum em fios de ouro.
O erro: Na adolescência, apliquei química na pele seca e com pressa. O resultado? Ardência e pele em carne viva. Respeito não se apressa.
A percepção: Minha pele é um órgão vivo, não um objeto. Percebi que o Banho de Lua é um ritual de Luz de Prata, não um "vapt-vupt" de farmácia.
O ajuste: Troquei a agressão pela reverência. Hoje, unjo meu corpo com óleos ancestrais antes de qualquer alquimia. Ouro onde antes via "defeito".
Transformei minha pele em um manto de luz. Você está pronta para celebrar sua natureza em vez de escondê-la?