Durante anos, meu guarda-roupa foi um monólogo silencioso. Eu admirava cores vibrantes nas outras, mas em mim? Eu sentia pânico.

Eu me dizia "minimalista", mas era medo. Medo de parecer ridícula, de errar, de ser vista. A neutralidade era meu porto seguro — e minha prisão.

A virada veio com um erro épico. Tentei copiar um look de revista (roxo e verde) e acabei parecendo uma "berinjela radioativa". O Barney teria inveja!

O mundo não acabou. Ninguém riu. O desconforto era 100% meu. Ali, entendi que o "mau gosto" é só o nome que damos ao medo do novo.

Arrisquei o "proibido": Rosa e Vermelho. O que meu cérebro chamava de brega, meu reflexo chamava de vitalidade.

Descobri que cores vibrantes ocupam espaço. Vestir amarelo é dizer: "Eu estou aqui". Foi o maior exercício de vulnerabilidade que já fiz.

Hoje, minhas cores são minha armadura. O erro me libertou da aprovação alheia. E você, do que está se escondendo atrás desse look preto?