Eu acreditava que luxo era couro rígido e logos metálicos. Comprei uma bolsa de grife caríssima achando que ela me daria "status".

O erro: a bolsa pesava 2kg vazia e eu vivia em pânico de arranhá-la. Eu não usava a bolsa; ela me usava. Eu andava tensa.

Numa viagem, comprei uma bolsa de carnaúba de uma artesã local. Leve, dourada, com cheiro de fibra seca.

De volta à cidade, recebi mais elogios com a palha do que com a grife. As pessoas notaram minha leveza, não o meu cartão de crédito.

Percebi que a elegância Nutraglow é sobre humanidade. Ver o nó no crochê é ver a assinatura de quem teceu aquela peça.

Troquei o "frio" do industrial pelo calor do artesanal. O luxo agora é ter uma peça que conta uma história e respeita a natureza.

Hoje, minhas bolsas de palha são as peças mais sofisticadas do meu closet. Elas me lembram de respirar e ser real.