Em 2021, minha prateleira era um orgulho: 10 passos, frascos de vidro fosco e as maiores concentrações de ácidos. Eu achava que o luxo traria a perfeição.

O que as embalagens não dizem é que a pele tem limite. Foquei tanto em "atacar" imperfeições que destruí o alicerce de tudo: minha barreira cutânea.

Eu buscava uma "pele de filtro", mas acabei me afastando da pele que habito. Tive uma dermatite de contato que me ensinou, na marra, sobre limites.

O erro? Acreditar que "estalar de limpo" era sinônimo de eficácia. Se a pele repuxa, ela não está limpa; ela está pedindo socorro.

Troquei a obsessão por mérito químico pela compaixão. Entendi que uma pele saudável não é a que brilha de ácido, mas a que consegue se proteger sozinha.

Desaprendi a pressa e aceitei minhas marcas sob a luz do sol. O minimalismo não foi apenas uma escolha estética, foi um manifesto de aceitação.

Hoje, meu skincare é um diálogo, não uma guerra. Minha pele finalmente parou de se defender de mim e começou a brilhar de verdade. Você também vive nessa "vitrine"?