Este mês não foi uma caminhada no parque; foi uma maratona sob o sol do meio-dia. Eu, que sempre me vi como uma "mulher solar", me vi prestes a derreter.
Existe uma linha tênue entre ser iluminada e estar incendiada. Tentei dizer "sim" para tudo, achando que produtividade era sinônimo de luz. O resultado? Meu corpo travou.
No escuro de um quarto com enxaqueca, entendi: a sombra não é o oposto do sucesso. Ela é o que permite que a luz continue existindo sem queimar o motor.
Comecei a usar o protetor solar como um gatilho mental. Ao passar o creme, eu decreto: "Isso é minha barreira. Vou brilhar lá fora, mas não vou deixar o caos queimar minha paz".
Aprendi que até o sol se põe. Por que eu, na minha prepotência humana, achei que poderia ignorar minhas fases de recolhimento?
A sombra é o lugar da regeneração. É onde nossas células se recuperam e nossa pele — física e emocional — se cura das queimaduras do cotidiano.
Hoje, respeito meu balanço. Se você está exausta, não tenha medo de apagar os holofotes. Sua intensidade só é sustentável se você souber quando descansar.