Por muito tempo, tratei a palavra "limite" como um muro de concreto: algo frio e cinza que me impedia de chegar a algum lugar. Eu via minhas bordas como uma falha de sistema.
Eu operava na lógica do motor superaquecido. Aceitava tudo, tentava ser a melhor em cada papel e acreditava que "querer é poder". Eu tentava hackear minha biologia ignorando o cansaço.
O colapso não foi cinematográfico. Veio como uma apatia profunda. Eu me sentia um processador rodando em 100%, mas sem entregar resultado ou alegria. Eu era menos útil tentando ser tudo.
A virada: entendi que limites não são sobre o quanto você aguenta antes de quebrar, mas sobre o espaço necessário para você funcionar com criatividade e saúde.
Precisei perdoar minha versão exausta do passado. Entendi que eu não colocava limites porque não achava que merecia ter espaço. Perdoar meus erros foi o que abriu caminho para a soberania.
Hoje, uso a Regra do Espaço Vital. Se não tenho energia para estar presente, o limite está estabelecido. Se eu não digo "não" para nada, eu não sou ninguém; sou apenas um reflexo do mundo.
Entender meus limites não me tornou menos capaz, me tornou potente. Porque agora eu sei exatamente onde colocar minha energia. Você já descobriu o prazer de ser uma mulher inteira?