Por muito tempo, eu me senti como um camaleão social. Moldava meu vocabulário e minha roupa para caber em cada grupo. No fim do dia, a exaustão não era física, era espiritual.
Eu vivia para agradar, como se tentasse preencher um balde furado. Tinha um medo paralisante de ser "demais" para uns e "de menos" para outros. Eu estava apenas encenando minha própria vida.
Tudo mudou em uma tarde chuvosa. Eu buscava dicas de produtividade, mas um livro me entregou algo muito maior: um espelho limpo para a minha alma.
"A autenticidade não é algo que você possui, é uma prática diária de abandonar quem você acha que deveria ser para abraçar quem você realmente é." Essa frase parou meu tempo.
Entendi que o custo de me esconder era muito mais alto do que o custo de ser vista. Coragem não é falta de medo, é caminhar com ele para não morrer de sede de ser quem se é.
Deixei o modo "Mulher de Ferro" para trás. Descobri que as pessoas não se conectam com a perfeição, mas com a verdade. Minha maior força nasceu da minha transparência.
Hoje, não peço desculpas por existir. Ser "mal interpretada" é um risco que aceito em troca da minha paz. Você está pronta para deixar sua máscara cair e finalmente respirar?