Você já passou anos construindo um castelo onde, no fundo, nem queria morar? Eu vivi para alimentar a imagem da "mulher que eu deveria ser".

Aos 24 anos, eu acreditava que recomeçar era fracasso. Segurava minha identidade antiga com tanta força que minhas mãos viviam tensas e o coração acelerado.

Eu não começava o meu dia; eu reagia ao mundo. O resultado? Uma sensação constante de estar sempre "atrás" de metas que eu nem tinha definido.

O erro: trabalhava 12h por dia em algo que detestava, tentando provar para a "Ada do passado" que eu era boa naquilo. Ignorei a insônia e a ansiedade.

Minha pele entrou em colapso. Uma crise de dermatite que maquiagem nenhuma escondia. Percebi que viver uma mentira estava me corroendo fisicamente.

O ajuste não foi um creme novo, foi uma demissão emocional. Me demiti do cargo de "mulher que agrada a todos" para deixar minha versão real respirar.

O luto da identidade foi necessário para a liberdade chegar. O seu brilho hoje vem da sua verdade ou da sua conveniência?