O verão chegava e, com ele, minha ansiedade. O sol não era calor; era um juiz implacável sobre cada poro e mancha de melasma no meu rosto.

Naquela viagem de Ano Novo, usei camadas de corretivo pesado a 38°C. Eu não queria que vissem a "verdadeira Ada". Queria ser de porcelana.

O desastre: a maquiagem derreteu, acumulou nas dobras e sufocou minha alma. Eu estava na praia, mas não podia mergulhar com medo de "perder a cobertura".

Ali percebi: a máscara era muito mais pesada do que as marcas que tentava esconder. Minha pele não é um erro; é um registro de risadas e batalhas.

Lavei o rosto e deixei a brisa entrar. Descobri que poros são janelas de respiração e linhas de expressão são os caminhos das minhas histórias.

Troquei a "cobertura total" pela "saúde total". Hoje, minhas manchas são apenas detalhes em uma pele que brilha porque finalmente está em paz.

Aceitar a pele que você habita é o ato mais revolucionário de beleza. Você está pronta para deixar o sol entrar sem medo?