Você também cresceu ouvindo que olho castanho é o "básico", o "comum", o "sem graça"? Eu passei anos acreditando nisso — e tentando compensar com drama, peso e muito preto.
Eu era a rainha do esfumado preto e cinza. Achava que, quanto mais escuro, mais profundo e sofisticado seria meu olhar. O resultado? Eu parecia sempre exausta — e estava apagando a minha própria luz.
Em uma foto de família, percebi: meus olhos pareciam dois buraquinhos pretos no rosto. Nenhum brilho, nenhuma vida. Eu parecia dez anos mais velha. Toda aquela tinta escura estava me escondendo, não me revelando.
O Erro: Por anos, lápis preto na linha d'água todo dia. Para trabalhar, para eventos, para tudo. Eu achava que era sofisticação. Era, na verdade, uma armadilha que diminuía o meu olhar e apagava o castanho.
O Despertar: Num final de tarde, o sol bateu nos olhos da minha amiga Juliana — também castanhos — e eu vi faíscas de ouro, mel e cobre que nunca tinha notado antes. O castanho não é fechado. Ele é uma mistura vibrante que só precisa do combustível certo para incendiar.
O Ajuste: Joguei fora o lápis preto rígido. Troquei a sombra cinza pelo terracota. Coloquei dourado no canto interno. As pessoas começaram a perguntar se eu usava lentes de contato. Era só a minha própria luz finalmente aparecendo.
O castanho é a cor da terra, do fogo quando bem alimentado, do aconchego. Não esconda o seu olhar atrás de camadas de drama. Use os tons certos e permita que o mundo veja a profundidade da sua alma.