Você já acordou, olhou no espelho e sentiu que seus poros eram "defeitos" que precisavam ser corrigidos a qualquer custo? Eu vivia assim. Camadas e camadas de primer siliconado para tentar parecer um filtro do Instagram.
Eu acreditava que pele saudável era sinônimo de pele lisa como mármore. Um cravo, um poro dilatado, uma linha fina — qualquer coisa assim me fazia sentir que estava falhando no autocuidado. E aí eu colocava mais uma camada de base.
O resultado dessa busca insana? Uma pele sufocada, opaca e muito mais irritada do que quando eu comecei. Eu estava tão focada em apagar a minha textura que acabei apagando o meu brilho real. A "correção" estava me destruindo.
O Erro: Em 2024, eu usava três tipos de ácidos diferentes por semana e fazia limpezas de pele agressivas a cada 15 dias. Eu queria que meu rosto fosse um espelho — sem uma única irregularidade. Estava tratando minha pele como parede que precisava de lixa.
O Despertar: Minha pele começou a descamar, arder e ficou com um aspecto cinzento, sem vida. Foi aí que entendi: eu estava tratando o meu rosto como um obstáculo a corrigir, e não como um órgão vivo que precisava de carinho.
O Ajuste: Joguei fora os esfoliantes físicos. Reduzi os ácidos. Comecei a "Semana da Pele Nua" — um dia por semana sem maquiagem, só hidratação e protetor. Para aprender a observar e, aos poucos, amar cada poro da minha pele.
O filtro apaga a sua textura, mas também apaga a sua alma e a verdade da sua expressão. O que eu chamava de "imperfeição" é o que me torna interessante. A pele de plástico é monótona. A pele real é vibrante, cheia de nuances e luz própria.