Ao meio-dia, eu sentia que podia fritar um ovo na minha testa. kkk Minha lógica era simples: se a pele está oleosa, eu preciso "esturricar" tudo o que vejo pela frente.
Usei tônicos que cheiravam a álcool puro e sabonetes que deixavam a pele repuxando. Eu achava que a ardência era o sinal de que a "limpeza" estava funcionando. Erro feio!
O resultado foi um paradoxo: meu rosto brilhava de óleo por cima, mas descamava e ardia por baixo. Eu tinha transformado minha pele em um campo de batalha.
Foi quando entendi o mistério: Óleo não é Água. Acreditar que para tirar a gordura temos que tirar a umidade é o caminho mais rápido para o efeito rebote.
Minha pele estava gritando por socorro. Ela produzia mais sebo para tentar se proteger da agressão que eu mesma cometia todos os dias com a desculpa de ser "limpa demais".
Troquei o ataque pelo carinho. Abandonei a punição e comecei a hidratar. Pela primeira vez, vi minha pele se acalmar e as espinhas cicatrizarem de verdade.
Hoje, o brilho não me assusta. Ele é o sinal de que minha pele está viva. Aprendi a tratar meu rosto como um aliado, não como um inimigo a ser combatido. Vamos fazer as pazes com o espelho?