Por muito tempo, acreditei que precisava falar mais alto e gesticular mais para não ser invisível. Eu ligava o "personagem extrovertido" no volume máximo.

O resultado? Saía de cada evento me sentindo como um celular descarregado: quente, travada e totalmente vazia por dentro. Tentar se encaixar drena a alma.

No auge do desespero para ser notada, interrompi conversas e contei piadas para estranhos. No dia seguinte, ninguém lembrava de mim além de "aquela moça agitada".

Foi o meu momento de maior vulnerabilidade que me ensinou: quem não ouve, não conecta. O networking real não nasce do barulho, mas da presença real.

Decidi mudar a estratégia. Em vez de falar com 50 pessoas por 2 minutos, escolhi falar com apenas 3 pessoas por 20 minutos cada. Focar em profundidade mudou tudo.