Existe um som que marca o início da minha sanidade: o borbulhar da cafeteira. São 3 minutos e meio de espera que eu costumava desperdiçar no celular.

Eu checava e-mails e rolando o feed, o que só me dava "cara de tela": olhos semicerrados e testa franzida antes mesmo do primeiro gole.

Percebi o erro: gastava fortunas em séruns tecnológicos, mas negligenciava os 50 músculos que sustentam meu rosto. Minha expressão era puro estresse acumulado.

Decidi que a cozinha seria meu laboratório. Sem rituais de uma hora, apenas eu, o aroma do café e o controle dos meus próprios músculos faciais.

A yoga facial não é mística; é presença. É entender que o tônus muscular preenche a pele melhor do que qualquer pote de creme milagroso.

Aprendi a abraçar o "ridículo" de fazer caretas para o reflexo do micro-ondas. A liberdade de se movimentar é o primeiro passo para aceitar suas marcas.

Hoje, quando dou o primeiro gole no café, sinto meu rosto "vivo" e pronto para o mundo. Vamos trocar o scroll pelo biquinho para o teto?