Você já sentiu que virou a gerente de logística da sua própria existência? Eu, Ada, por muito tempo acordava sentindo que o meu dia era uma planilha de Excel que precisava ser preenchida com o máximo de eficiência.
Eu entrava no "modo otimização total": acordar às 5h da manhã, ler 50 livros por ano e ter o skincare milimetricamente calculado. Eu estava me tornando uma versão otimizada de mim mesma, mas perdendo a minha alma no processo.
O Erro: Eu amo fazer cerâmica. Comecei como um hobby para relaxar, mas logo meu cérebro focado em metas assumiu o controle. Comecei a cronometrar quanto tempo levava para fazer um vaso e a postar tudo para "gerar conteúdo".
O Despertar: Em um sábado, olhei para o barro nas minhas mãos e senti ansiedade em vez de paz. Percebi que tinha transformado meu refúgio em mais uma aba da minha planilha de cobranças. Eu estava tentando ser uma ceramista produtiva em vez de apenas uma mulher brincando com lama.
A Virada: Decidi que nunca venderia uma peça de cerâmica. Parei de levar o celular para o ateliê e me dei permissão para fazer peças feias, tortas e completamente inúteis.
O Ajuste: Criei a "Hora do Inútil". Pelo menos três vezes por semana, me dedico a algo que não tem nenhum retorno financeiro, profissional ou de autoaperfeiçoamento. Eu apenas sou.
O luxo de ser "desnecessária" de vez em quando é a maior prova de liberdade que você pode se dar. Pare de tratar sua vida como uma planilha e deixe sua personalidade voltar a brilhar!