Meu ritual matinal não era autocuidado; era uma perícia criminal. Eu colava o rosto no espelho em busca de cada mancha ou inflamação.
Eu acreditava que o amor-próprio só viria com a "fórmula mágica". Condicionei minha felicidade ao desaparecimento de uma pápula.
A Guerra das Mãos: Eu achava que "limpar" era espremer e agredir. Minha pele estava em alerta constante, reagindo ao meu próprio ódio.
O grande erro? Focar tanto na "imperfeição" que ela ocupava todo o espaço de quem eu era. Eu não via a Ada, só via a acne.
A virada de chave: Minha pele não é um erro; é um órgão vivo em diálogo comigo. Se eu me estresso, ela reflete. Se eu mudo, ela sente.
Mudei a motivação: do ódio para a preservação. Aceitar não é desistir de tratar, é cuidar porque você se ama, não porque se odeia.
Hoje, o sol revela minhas texturas, mas não tira meu brilho. Minha pele conta minha história e eu finalmente fiz as pazes com ela.