Você já se pegou escaneando o espelho em busca de falhas? Como se a pele fosse um projeto de engenharia e não a casa da nossa alma? Eu, Ada, por anos tentei apagar cada poro e linha do meu rosto.
Eu era escrava da luz perfeita. Usava um espelho de aumento potente e ficava obcecada com detalhes microscópicos que ninguém via. Perdia um tempo precioso que poderia estar usando para viver.
O Despertar: Tudo mudou em um café comum. Vi uma mulher de sessenta anos rindo alto, com rugas à mostra e um brilho indescritível. Ela estava inteira ali, sem pedir desculpas por existir.
O Erro: Eu estava perdendo a floresta por causa de uma única folha seca! Minha amiga Juliana me deu o choque de realidade: "Ninguém te vê com uma lupa. Eu te vejo inteira, e você está radiante".
A Virada: Guardei o espelho de aumento no fundo do armário e troquei a luz branca do banheiro por algo mais acolhedor. Percebi que a busca pela perfeição era só um mecanismo de defesa.
O Ajuste: Comecei a praticar a "Regra dos Três Passos". Se eu não consigo ver algo na minha pele estando a três passos do espelho, aquilo não é um problema. Isso me devolveu horas de paz!
A perfeição é estática, sem vida e muito chata. O que a gente chama de imperfeição é, na verdade, a nossa assinatura. Você é uma mulher real vivendo uma vida real. Honre a sua história!