Eu achava que quanto mais lotado meu armário, mais "bem-cuidada" eu era. Mas por trás dos séruns de 500 reais, minha pele gritava por socorro.
Era uma ressaca de consumo. Eu tentava compensar com produtos o que eu não entregava em equilíbrio. Minha barreira cutânea estava sendo destruída por "excesso de cuidado".
Resolvi fazer um detox radical. Não foi só sobre o lixo; foi sobre entender que minha pele não é uma esponja infinita, mas um órgão que precisa de estabilidade.
O exercício do silêncio: guardei tudo numa caixa. Por 15 dias, usei apenas o básico. Foi libertador parar de tratar meu rosto como um experimento de laboratório.
Aprendi a ouvir o "pinicar" da pele. Se ardeu, não está funcionando — está agredindo. O minimalismo virou meu maior ato de amor-próprio.
Hoje, minha prateleira tem pouco, mas minha pele tem tudo o que precisa para respirar e se regenerar sozinha. Menos é, de fato, muito mais.
O seu "Ano Novo" pode começar hoje. Que tal pedir desculpas para o seu próprio rosto e dar a ele o espaço que ele precisa para brilhar?