Durante muito tempo, eu vi o meu ciúme como um sinal de que o outro não era confiável.

Eu vigiava passos, analisava curtidas e criava roteiros de cinema na minha cabeça sobre traição e abandono.

O resultado era um clima de tensão constante. Eu estava exausta de ser a "detetive" da minha própria infelicidade.

Até que um dia, no auge de uma crise, eu parei e olhei para o espelho. O medo não era sobre o que ele fazia, mas sobre o que eu sentia por mim.

Entendi que o ciúme é um alarme de incêndio. Ele não aponta necessariamente para o erro do outro, mas para uma ferida aberta em nós.

Eu percebi que não confiava neles porque, no fundo, eu não me sentia boa o suficiente para que alguém quisesse ficar.

O ciúme é a insegurança gritando por socorro. Ouça o grito, mas não culpe o mensageiro.