Eu estava em uma cafeteria, com um roteiro importante para escrever, mas só conseguia pensar em uma coisa: o cós da minha calça jeans me esmagando.

Era uma peça cara, "o corte do momento". Mas, na prática, ela estava roubando o oxigênio do meu cérebro. Eu me sentia travada, irritada e, ironicamente, burra.

Foi ali que a ficha caiu: Como ter ideias expansivas se eu estou fisicamente comprimida? A beleza não deveria exigir o sacrifício da minha paz mental.

Aos 24 anos, decidi que não tenho mais tempo para roupas que me pedem para segurar a respiração. Meu corpo é a casa da minha mente, e essa casa precisa ter espaço.

– Trocar o jeans rígido pelo linho fluido não foi apenas uma mudança de estilo; foi um ato de desapego de uma "Ada idealizada" que não cabia mais em mim.

– Quando parei de lutar contra o espelho e contra as etiquetas, liberei um espaço mental que eu nem sabia que estava ocupado por desconforto sensorial.

Hoje, visto o que me pertence. A estética do conforto é meu manifesto de liberdade. E você? Já se permitiu desabotoar as expectativas hoje?