Eu era a "coruja" oficial dos sábados. Dormir até o meio-dia era meu prêmio, mas eu acordava com um tédio que nada curava.
O choque de realidade: vi minha mãe voltar do parque às 10h, com os olhos brilhando e uma energia que eu não tinha.
No sábado seguinte, fiz o impensável. Venci o cobertor, coloquei o pé no chão às 7h e fui encarar o dia.
O café "raiz" na barraca favorita não era só comida; era um ritual de presença. O sol suave no rosto parecia um abraço quente.
– De repente, a "névoa" mental sumiu. Senti uma clareza que horas extras de sono nunca me deram.
Sentada naquele banquinho com quem amo, percebi: o sol não ilumina só a pele, ele ilumina nossos sonhos e planos.
Troquei o escuro do quarto pelo dourado da manhã. Hoje, recarrego minhas células e minha esperança a cada sábado.