Você abre o celular e vê: casas brancas, roupas sem um vinco, vidas simétricas. A perfeição é linda, mas é exaustiva, né?

Eu acreditava que se meu visual fosse impecável, eu provaria que tinha a "vida sob controle". Eu era a guardiã de uma vitrine, não a dona da minha história.

O dia do estalo: Em um jantar, percebi que não ouvia a conversa. Minha mente só pensava: "Não amasse a saia". Eu era uma armadura vazia.

– Ali eu entendi: a perfeição é uma tirania que nos impede de ocupar nossos próprios espaços. Se a roupa aperta, a criatividade não flui.

Escolhi o "despojado chique" como um manifesto. Troquei o cetim engomado pelo linho que amassa conforme a gente vive.

Prefiro um cabelo bagunçado pelo vento (que tem história!) do que um penteado fixo que parece plástico. A alma respira na imperfeição.

Hoje, não busco o impecável; busco o autêntico. E você? Já parou de prender a respiração para caber num padrão hoje?