Eu me olhei no espelho e disse: "Tenho que vencer!". Mas uma voz sábia sussurrou: "Ada, o que adianta vencer se você não tiver saúde mental?"

Percebi um preconceito interno: a crença de que parar era sinal de preguiça. Eu estava glorificando a ocupação e confundindo "estar ocupada" com ser produtiva.

O choque de realidade: o Teste de Associação Implícita (IAT) me mostrou que eu tinha vieses que nem admitia. Inclusive o de julgar quem desacelera.

Outro tombo no ego: achei que um colega mais velho teria dificuldade com tecnologia. Ele deu uma aula de domínio técnico e eu tive que engolir meu preconceito.

Entendi que desaprender exige mais coragem do que aprender. É preciso admitir que nosso "mapa mental" antigo está nos limitando e criando barreiras.

Hoje, entendo que o descanso é uma necessidade biológica, não um luxo. O cérebro, como um músculo, só cresce e cria durante a pausa.