Eu vivia em uma corrida onde estava sempre atrasada. Queria o sucesso agora, a cura agora, o florescer imediato. A pressa era meu carrasco.
Tentei construir um "carvalho" em seis meses. O resultado? Um projeto oco, sem alma, que desmoronou no primeiro vento de crítica.
– Frustrada, sentei-me à sombra de uma árvore velha. Ela não tinha pressa. Ela apenas era. Ali, o silêncio me ensinou o que a rotina escondia.
Percebi que eu queria a "flor" sem ter a "raiz". Estava tentando vender sombra antes mesmo de ter plantado a árvore no meu coração.
Aceitar meu "Inverno" foi o mais difícil. Largar as folhas, ficar vulnerável e sem metas visíveis. Mas as árvores me ensinaram: o Inverno é preparação.
Como a amendoeira, o florescer só vem para quem suportou o frio com confiança silenciosa. O descanso não é falha; é sobrevivência.
Hoje, não me comparo com a árvore ao lado. Honro minhas raízes e confio no meu próprio tempo. E você, qual semente está regando hoje?