Tudo bem?" "Nossa, na correria!". Amiga, já percebeu como a exaustão virou nossa resposta automática? Eu, aos 24 anos, usava o cansaço como um troféu de ouro.
Eu vivia na "Olimpíada do Cansaço". Se uma amiga dormia 6 horas, eu precisava dizer que dormi 4. Se ela tinha 3 reuniões, eu tinha que ter 5. Eu era uma lista de tarefas ambulante.
A verdade dói: eu usava essa agenda lotada como uma armadura para não olhar para o vazio. Quando me perguntavam quem era a Ada, eu respondia com o que eu fazia, não com o que eu sentia.
O choque de realidade veio num jantar. Uma amiga parou de contar um problema sério porque eu não parava de reclamar da minha agenda. Percebi que minha "ocupação" estava me isolando das pessoas.
Meu cérebro parecia um liquidificador ligado no máximo. O cortisol constante criava uma névoa mental que me impedia de sentir alegria genuína ou de ter um hobby real.
Decidi tirar a armadura. Banir a palavra "correria" foi o primeiro passo. Entendi que eu sou o suficiente, mesmo nos dias em que não faço nada de extraordinário.
Quem sobra quando a sua agenda esvazia? Eu descobri uma Ada que eu finalmente adoro a companhia. Vem ler como eu puxei a tomada desse liquidificador!