Em 2021, eu acreditava que o brilho da minha pele era proporcional ao valor da nota fiscal da farmácia. Eu investia em promessas e nomes em francês.
O resultado? Eu terminava a noite com a conta bancária mais vazia e a pele mais irritada, tentando entender por que o tal "sérum milagroso" pinicava tanto.
O erro: em um mês de muito cansaço e pele opaca, comprei uma máscara esfoliante caríssima achando que o preço compensaria minhas noites mal dormidas.
Em cinco minutos, meu rosto estava em chamas. Eu não precisava de renovação celular forçada; precisava de barreira. O luxo me cegou para o básico.
Lavei o rosto com água fria, escondi os potes tecnológicos e fui para a cozinha. Misturei mel e aveia. Foi o meu primeiro passo de volta para casa.
Minha pele não queria química pesada, ela queria calma. O autocuidado mais caro do mundo é aquele que te desconecta de quem você é.
Hoje, meu melhor spa faz um pouco de sujeira na pia e cheira a café da manhã. Pronta para trocar o marketing pelo ingrediente real?