Oi, amiga! Deixa eu te contar um pouco da minha história com a cozinha. Eu sou a Ada e comecei a cozinhar bem cedo – lá pelos meus 12 anos. Minha avó Célia (saudosa!) me ensinou o básico: como preparar aquele bolo de chocolate simples que, até hoje, é minha paixão. Foi ali que me apaixonei de vez pela cozinha. Sabe, eu já era “chef” de arroz e feijão naquela época – e que época boa foi aquela! Na cozinha da vovó a gente aprendia que cozinhar não era obrigação, e sim algo gostoso de fazer. Hoje, com 24 anos, entendo por quê. Quando estamos em cima do fogão, mexendo panelas e temperos, é fácil esquecer do mundo lá fora. É quase terapêutico: se você se distrair, o arroz queima, o feijão fica sem sal ou aguado, né? Risos! 🍳🔥
Mas olha, ninguém está aqui para te obrigar a cozinhar se você não quiser – imagina! Só quero mostrar que, além de ser uma tarefa diária, cozinhar pode ser um ato de amor consigo mesma. Não é apenas juntar ingredientes: é dedicar tempo e carinho para nutrir o seu corpo e sua alma. Quando você pega uma receita que ama, ou inventa algo novo do seu jeito, você está demonstrando cuidado. É esse cuidado consigo mesma que transforma um simples prato em um verdadeiro gesto de amor próprio.
Minha jornada na cozinha

Lembro bem dos meus primeiros experimentos culinários. Com 12 anos, eu já me sentia meio chefão no preparo do arroz e feijão (olha eu sendo ambiciosa!). Minha avó Célia sempre estava por perto, ensinando um pouquinho a cada vez. Desde cuidar do fogo até medir o tempo do cozimento, foi com ela que aprendi que cozinhar podia ser divertido. Certa vez, enquanto assávamos juntas um bolo de chocolate, ela me disse algo que ficou marcado: “Cozinhar não é só uma tarefa, é um jeito de mostrar amor.” Naquele dia ficou claro pra mim que a cozinha era muito mais que panelas e fogões – era onde a gente celebrava a família e criava memórias doces.
A época em que aprendi isso foi especial. Era um tempo em que ninguém mandava nada pra gente além de aproveitar. Hoje, olhando pra trás, entendo que aprendi cedo que cozinhar pode ser prazeroso. Quando estamos ali, concentradas na receita, nada mais importa – você e a comida que está criando viram o mundo. Isso é um sinal de como cozinhar pode nos trazer paz. Eu descobri que cada receita finalizada me dava uma alegria enorme: parecia que eu tinha feito algo especial só para mim mesma. 🥘💕
Mas conforme fui crescendo, percebi algo ainda mais importante: a cozinha pode ser minha terapia. Quando abro o caderno de receitas ou invento algo novo, foco apenas no momento presente. Se eu me distraio, já vi: arroz queimado, feijão empapado e aquela gargalhada nervosa de dar errado! Mas esse processo todo – escolher os ingredientes, mexer a panela, sentir os aromas – faz a cabeça parar. Como diria uma nutricionista do Holmes Place, “cozinhar em casa está ligado a uma grande relação com a saúde mental: dá sensação de realização, ajuda a eliminar o estresse, melhora sua capacidade de organização e desenvolve uma relação mais saudável com a comida”.
Hoje eu sei que ninguém precisa me pedir pra cozinhar – faço isso porque amo. E quero que você também descubra esse prazer, sem pressão externa. A sociedade às vezes pinta a cozinha como um dever – principalmente para a gente, mulheres. Mas a verdade é que a opinião alheia não vale nada diante do que sentimos. Quando você perceber que os comentários dos outros não passam disso, você vai se olhar no espelho e saber: “eu amadureci”. Você vai decidir cozinhar o que der vontade: aquele docinho que lembra a infância ou o prato salgado do fim de semana. Quando der vontade de comer aquela farofa com carne saborosa, pergunte a si mesma: “Será que eu consigo fazer isso para mim?” A resposta é sim, você consegue – do seu jeito, sem se cobrar o que os outros esperam. É assim que a magia acontece: você aprende e se diverte fazendo o que gosta na cozinha.
Cozinhando para si: um ato de amor e autocuidado

Cozinhar para si mesma é, antes de tudo, um grande gesto de amor-próprio. É reservar um tempo só seu e usar esse tempo para cuidar do próprio corpo (e da alma!). Preparar sua comidinha favorita, sem pressa, é como dar um abraço em você mesma. Você escolhe ingredientes que nutrem e sabores que confortam. Ao final, quando saboreia o que fez, sente orgulho de ter cuidado de si mesma. Parece simples, mas esse gesto reforça sua autoestima e autonomia. De fato, pesquisas em nutrição comportamental mostram que preparar sua própria comida faz você se sentir capaz de cuidar de si e reforça o amor-próprio.
Existe até um termo bacana pra isso: cozinhaterapia. É essa ideia de que a cozinha vira um espaço de terapia e conexão. Em outras palavras, cozinhar pode ser mais que só preparar alimentos; pode ser uma forma de lidar com as emoções e encontrar equilíbrio. Quando eu coloco a mão na massa – seja sovando pão ou picando legumes – sinto minha mente acalmar. O bulir dos alimentos nas panelas me dá foco. Você presta atenção só no agora: morder uma carioquinha, mexer o molho lentamente, cheirar o aroma de alho dourando… tudo isso ajuda a esquecer as preocupações externas. Como um blog de bem-estar contou, “cozinhar é uma forma de cuidar de si, expressar criatividade e até transformar como lidamos com nossas emoções”. E olha, não precisa ser chef profissional pra isso! Basta ter curiosidade e intenção de aproveitar o momento.

A beleza dessa “cozinha terapêutica” é que ela não te julga. Diferente do que muitas mulheres aprendem – que cozinha é lugar de serviço ou que tudo deve ser perfeito – aqui você pode errar sem culpa. Você pode inventar na receita, improvisar temperos, que ninguém vai reclamar. É um espaço livre de julgamento, onde só importa como você se sente. O próprio conceito de cozinhaterapia diz isso: na cozinha você pode “experimentar, criar e até errar sem culpa”. Não é libertador? Nesse cantinho aí, você se permite ser criativa e se dá o cuidado que merece.
Preparar algo gostoso também mexe com o nosso psicológico de um jeito incrível. Sabe quando você finaliza uma receita e dá aquela super sensação de missão cumprida? Pois é: a ciência explica que ver um prato pronto gera conquista e autoestima. A cada receita concluída você pensa: “eu consegui!” – e isso aumenta sua confiança. Além disso, enquanto cozinha você fica totalmente focada na tarefa (o famoso mindfulness). Tarefas repetitivas da culinária – como picar, mexer, sovar – ajudam a liberar a tensão acumulada. É quase como meditar em movimento: enquanto você faz o molho, o coração vai se acalmando. Quando eu cozinho, sinto exatamente isso: entro num modo zen na cozinha e problema nenhum me alcança naquele momento. Como descreve um artigo de nutrição, cozinhar alivia o estresse “porque o tempo que a gente passa cozinhando é totalmente dedicado à comida e não aos problemas do dia a dia”.
E tem mais: cozinhar em casa ajuda até na organização da vida! Quando planejamos receitas e almoços, a gente acaba olhando a despensa, pensando no mercado, organizando o dia. Isso nos ensina a planejar melhor e até economizar. No fim das contas, esses cuidados geram uma relação saudável com a comida. Cozinhar em casa aumenta nossa autoconfiança, ajuda a aliviar ansiedade e incentiva escolhas alimentares melhores. Em outras palavras, você cuida da mente enquanto cuida do corpo. É um ciclo virtuoso!
Dicas práticas para cozinhar com carinho

Agora que você já sabe o quanto cozinhar pode ser maravilhoso, que tal algumas dicas para trazer mais alegria à sua cozinha? Essas sugestões são bem simples e fáceis de fazer no dia a dia:
Crie um ambiente acolhedor: Antes de tudo, deixe sua cozinha agradável. Organize os utensílios, limpe a bancada, acenda uma vela perfumada ou incenso se gostar, e coloque uma música que você ame. Isso já muda todo o clima. Música animada ou relaxante, depende do seu humor, mas evita som alto e estressante, né? Quando a cozinha fica convidativa, subir no banquinho vira um prazer.
Comece com receitas que você gosta: Não invente moda logo de cara. Escolha pratos que você adora ou aprendeu desde pequena – pode ser aquele bolo de chocolate da vovó, ou o arroz e feijão do fim de semana. Fazer algo familiar dá confiança. Depois, vá experimentando variações: adicione uma erva diferente, mude o modo de preparo. Assim você aprende no seu ritmo, sem pressão.
Planeje sem neuras: Não precisa passar horas planejando. Mas ter um cardápio simples para a semana ajuda muito. Reserve um tempinho, talvez no domingo, pra anotar algumas receitas fáceis que quer fazer. Faça lista de compras com o básico: arroz, macarrão, molho, verduras, proteínas. Ter temperos essenciais à mão (sal, pimenta, alho, cebola, orégano, ervas secas) faz qualquer prato ganhar sabor sem complicação. Isso evita o estresse de “o que vou cozinhar hoje?” quando a fome bater.

Seja criativa e cuide de si: Sinta-se livre pra inventar na cozinha. Se não tiver algum ingrediente, improvise (troque aquele legume por outro, misture temperos no olho mesmo). Às vezes erro vira feliz surpresa! Enquanto cozinha, pense em como cada gesto é só seu: sinta a textura da massa, o aroma do alho, o crepitar do óleo. Está na hora do seu momento: você & sua comida. Isso deixa tudo mais significativo.
Cozinhe com calma (sem pressa): Mesmo no meio da correria, tente dar ao menos um tempinho tranquilo pra cozinhar. Desligue o celular ou coloque pra tocar música que descontraia, em vez das notícias estressantes. Lembre-se: não é competição. É um ato de amor, não uma corrida contra o relógio. Quanto mais leve você estiver, melhor vai ser o resultado (e seu humor!).
Convide alguém pra ajudar (se quiser): Às vezes, dividir o momento é gostoso também! Chame uma amiga, filha, mãe ou até seu amor para te fazer companhia na cozinha. Enquanto uma corta e a outra mexe a panela, vocês podem conversar ou rir juntas. Compartilhar a cozinha vira um momento de conexão – vocês vão ter história pra contar pra sempre!
Seguindo essas dicas, você vai ver como cozinhar se torna um momento especial. Talvez um dia, no meio da receita, você pare, inspire fundo e pense: “Uau, estou fazendo isso por mim.” E isso, minha amiga, é lindo.
Curiosidades saborosas da cozinha

Ei, e falando em amor pela comida, sabia que muitos dos nossos pratos favoritos têm histórias curiosas? Olha só:
Brigadeiro nasceu em campanha política: Aquele docinho tão brasileiro, o brigadeiro, nem sempre foi só pra festa. Ele foi inventado por um grupo de mulheres que apoiavam o Brigadeiro Eduardo Gomes na campanha presidencial de 1946. Elas criaram o doce para vender e arrecadar fundos. Quem diria, né? Um dos símbolos da nossa infância começou como propaganda política!
O pastel veio da China: Talvez você não saiba, mas o pastelzinho que a gente ama tem origem nos rolinhos primavera chineses. Imigrantes chineses trouxeram uma receita parecida no século XX, e os brasileiros adaptaram dando aquela fritada gostosa. Ou seja, a cada mordida crocante, você está provando uma mistura cultural incrível!
Chocolate é “alimento dos deuses”: Pense no bolo de chocolate da vovó… Sabia que cientistas chamam o cacau de alimento dos deuses? É que comer chocolate libera serotonina no cérebro, a substância química ligada ao bem-estar. Em termos simples: a cada pedaço doce, nosso humor pode subir um pouquinho. Melhor que chá de camomila, né? 😉

Pão de queijo além do Brasil: Se você ama pão de queijo mineiro, vai curtir saber que nossos vizinhos latinos também criaram versões próprias desse quitute (em Colômbia, Paraguai, Argentina…). A diferença? Cada lugar dá um toque especial. Mas é sinal de que gostinho de queijo assado conquista corações mundo afora.
Açaí e lenda indígena: Uma curiosidade linda é sobre o nome do açaí. Reza uma lenda indígena que numa tribo, para acabar com a fome, uma jovem chamada Iaçã pediu ajuda aos deuses. Certa noite, ela vislumbrou frutinhas roxas em uma árvore – era o açaí (que, lido de trás pra frente, é Iaçã). Desde então, o açaí simboliza vida e esperança para nós brasileiros.
Cada um desses fatos mostra que nossa comida vai muito além do prato. Ela conta histórias, memórias e cultura. E você, leitora, agora faz parte dessa história: cozinhe suas próprias curiosidades na panela do dia a dia!
saboreie o amor e compartilhe

Você viu só quantas descobertas deliciosas saem de uma simples ida à cozinha? Cozinhar para si mesma é mais do que preparar uma refeição: é um ritual de amor, cuidado e aprendizado. Cada vez que você acende o fogo e mexe a colher, está dizendo “eu me amo” para si mesma. É como Martina (minha amiga imaginária) sempre diz quando liga pra mim: “Poxa, Ada, cozinhar tem mesmo um poder de cura, né?” E eu respondo que sim, é verdade.
Então, querida leitora, quero te motivar a testar as dicas que conversamos aqui. Na próxima vez que sentir vontade de uma comida gostosa, pense: “Eu faço pra mim”. Coloque aquela música favorita, separe uma receita simples e mãos à obra. Experimente sem medo de errar e celebre cada sucesso (e até o “fracasso engraçado” – sim, aqueles bolos que murcham e até picadinhos de legumes na testa são parte da história!).
E olha, sei que cada pessoa é única, então adapte o que conversamos ao seu jeito. Talvez começar aos poucos, com um prato que te lembra alguém especial, ou tirar um sábado pra preparar um almoço caprichado só pra você. O importante é curtir o processo. Afinal, cozinhar com amor não tem receita fixa: tem o seu jeitinho.
Por fim, faço um convite carinhoso: compartilhe aqui nos comentários as suas experiências! Tem alguma lembrança gostosa de quando você cozinhou? Qual foi a última receita que você fez com todo cuidado e sorriu vendo o resultado? Conte pra gente! Vamos adorar saber e inspirar outras leituras. E se gostou desse artigo, sinta-se à vontade para compartilhar com as amigas – afinal, amor quentinho de panela só melhora quando dividido, não é mesmo?
Obrigado por ter lido até aqui. Cozinhar para si mesma é um pequeno grande ato de amor e cura. Agora é a sua vez: entre na cozinha, sinta os aromas, experimente e cozinhe algo que alimente o corpo e aqueça o coração. Você merece cada colherada de carinho! ❤️🍲





