Querida leitora, hoje quero conversar com você sobre algo que você já deve ter ouvido por aí: dietas milagrosas, receitas mirabolantes, contagem obsessiva de calorias. Você já cansou disso? Eu já. Por anos, percebi que o que a mídia e as pessoas falam sobre “dieta” serve mais para nos controlar e vender produtos do que para nos fazer felizes de verdade. Eu me chamo Ada, tenho 24 anos, e meu foco é autenticidade, experiência real e simplicidade. Hoje quero te contar a minha verdade: minha dieta sem dieta – por que decidi parar de contar calorias e começar a ouvir o meu corpo.
Por que eu cansei das dietas tradicionais

Eu era uma daquelas meninas que cresceu ouvindo os conselhos clássicos de emagrecimento. “Vai, só mais um pouquinho, você é magra!”, ou “Se quiser emagrecer, conte cada caloria do seu prato”. Quando tinha uns 10 ou 12 anos, era completamente viciada em chocolate. Sério, levava chocolate pra todos os cantos. Teve até vez que cheguei em casa tremendo e com taquicardia, porque não tinha comido aquele quadradinho marrom que tanto amava. Foi aí que comecei a perceber que algo não estava certo: eu não estava controlando o chocolate, o chocolate me controlava.
Você, leitora, já deve ter sentido algo parecido. Eu sim.
Me sentia cansada de seguir regras que não faziam sentido pra mim. As dietas vinham com soluções rápidas, mas me deixavam com frio na cabeça e sem forças. Por muitas vezes, depois de seguir dietas restritivas, me sentia ainda mais ansiosa, incapaz de comer algo sem culpa. Eu sabia que precisava de algo diferente, algo que fizesse sentido pra mim. Descobri que a solução não era procurar mais receitas mirabolantes, mas sim ouvir o que meu corpo tinha a dizer.
Aos 16 anos: descobrindo receitas saudáveis
Quando completei meus 16 anos, resolvi buscar informações pra entender melhor o que eu comia. Folheando revistas antigas, encontrei um caderno gigante cheio de receitas saudáveis. Era uma espécie de livro de receitas com mais de mil ideias deliciosas e nutritivas, desde doces que dá pra comer todos os dias até pratos principais simples. Fiquei tão animada! Peguei aquele caderno e passei a estudá-lo. Em casa, todo dia na hora do lanche eu experimentava uma receita diferente: aprendi a fritar ovo do jeito certo, a fazer omelete, a preparar frango sem molhos milagrosos.
Foi incrível sentir que eu mesma estava no comando da minha alimentação. Eu não precisava mais ficar preocupada em contar cada pedacinho de comida – bastava escolher ingredientes bons e cozinhar com gosto.
Marmitas feitas com amor

Minha mãe viu minha empolgação e se ofereceu para ajudar. Juntas, começamos a fazer marmitas cheias de comida de verdade. Uma vez por semana, organizávamos a cozinha: cozinhávamos um arroz integral soltinho, preparávamos feijão fresquinho, cortávamos legumes coloridos e grelhávamos pedaços de carne, frango ou peixe. Enquanto cozinhávamos, a cozinha ficava com aquele cheirinho de comida gostosa de casa: alho dourando na panela, orégano aromático, cenoura e abobrinha saltando no azeite.
Cada marmita ia para a geladeira e, nos dias seguintes, eu só precisava pegar uma porção na hora de comer e esquentar no micro-ondas. Aquilo foi uma libertação enorme! Eu sentia que estava no controle da minha alimentação e não havia sacrifício. Era só comida caseira, simples e saborosa, sempre à mão.
Ajudar na cozinha com a minha mãe virou um momento especial. Enquanto mexíamos o arroz ou colocávamos temperos na salada, conversávamos sobre o nosso dia, embalando um pouquinho de amor junto com cada refeição. Minha mãe sempre dizia: “Comida feita em casa com carinho é remédio pro corpo e pra alma”. E é verdade! Cada vez que eu pegava minha marmitinha, sentia uma satisfação enorme em saber que estava cuidando de mim.
Quatro refeições limpas por dia

Pela primeira vez, eu sentia que meu corpo estava recebendo tudo o que precisava. De repente, eu tinha uma estrutura clara para o dia inteiro: café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar. Eu comia quatro refeições limpas por dia e percebi que aquilo era libertador. Essas refeições equilibradas davam energia e não me deixavam passar fome. Por exemplo, meu dia começava cedo, mas eu nunca mais saia de casa com fome no meio da madrugada.
Geralmente, o meu dia ficava assim:
Café da manhã: pão integral com ovo mexido ou cozido, sempre com um cafezinho com leite quentinho para acordar com energia. Amo sentir o cheiro do pão recém-saído do forno e do café fresco pela manhã; isso me dá um gás incrível para enfrentar o dia. Com aquela refeição reforçada, ficava bem disposta logo de manhã.
Almoço: sempre arroz soltinho, feijão saboroso, uma salada colorida (alface, tomate e cenoura) e uma fonte de proteína, como frango grelhado, peixe assado ou carne magra. Decorava o prato como um arco-íris de cores e nutrientes. Era uma comida simples, mas cheia de sabores e nutrientes, que me deixava com aquele gostinho de comida de verdade na boca.
Lanche da tarde: era o meu momento de alegria! Preparava aquela tigelinha de mingau proteico com frutas e chocolate amargo que falei. Era um festival de texturas: bananas macias, mamão doce, pedaços de chocolate meio amargo levemente derretido e aveia quentinha. Às vezes até polvilhava um pouquinho de canela por cima. Essa combinação me deixava completamente saciada — juro, ficava horas sem sentir fome ou vontade de beliscar porcaria! Era minha recompensa doce saudável do dia.
Jantar: caprichava numa refeição mais leve, mas ainda nutritiva. Por exemplo, uma porção de peixe bem temperado com limão ou um peito de frango desfiado, acompanhado de legumes cozidos ou arroz integral. Às vezes até fazia uma sopa de legumes cheirosa. Eu acreditava que ir dormir sem o estômago muito cheio me ajudava a descansar melhor.
Adotar essas quatro refeições não custava nada de mais caro ou complicado. Tudo era feito em casa, com ingredientes que eu já tinha. E, acredite, o meu corpo agradecia: dormia bem, acordava com energia de sobra e ia ficando cada vez mais forte. Sem precisar cortar nada radical, percebi meu peso ajustando de forma natural. Cada dia eu notava minhas roupas ficando um pouquinho mais folgadas, como se o meu corpo estivesse reencontrando sua forma certa de maneira leve e natural.
Como escutar o seu corpo no dia a dia

Depois de organizar minhas refeições, percebi que o próximo passo era aprender a realmente escutar o meu corpo. Isso significa prestar atenção nos sinais que ele dá: saber a hora de comer com fome de verdade e parar de comer quando estiver satisfeita. No começo, isso parece complicado, né? Mas foi só praticar um pouquinho que ficou natural.
Uma dica que sempre dou pra mim mesma (e para minhas amigas) é: antes de tomar qualquer decisão radical, pergunte ao seu corpo o que ele precisa. Às vezes a gente sente vontade de comer não porque está com fome, mas por ansiedade, tédio ou cansaço. Nesses momentos, eu procuro fazer algo antes de ir pegar comida: beber um copo grande de água, dar uma caminhada curta pelo apartamento, respirar fundo e ouvir o que estou sentindo. Muitas vezes a vontade de comer passa assim.
Quando bate uma fome de verdade — aquela fome que não passa com nada — eu não espero. Se meu corpo pede comida no horário do almoço ou até um pouquinho antes, eu paro e como sem culpa, mesmo que seja um pouco mais cedo. Não existe horário “proibido” para comer quando se trata de fome natural. Eu já pulava o café da manhã pensando que estava economizando calorias, mas sempre acabava numa falta de energia danada mais tarde. Agora entendo: pular refeições só piora a ansiedade. Então, quando sinto fome antes do almoço de fato, eu como o que tenho disponível, sem culpa. Percebi que não adianta muito contar hora ou calorias — o importante é nutrir o meu corpo quando ele pede. Para mim, foi libertador perceber que não precisava de horários rígidos. Quando a fome apertava de verdade, eu comia o que tinha à mão — fruta, iogurte ou um pãozinho com queijo. A cada vez que fazia isso eu me sentia mais forte e confiante. Esses passos simples mudaram totalmente o meu dia a dia.
Dicas práticas da Ada

Para ajudar nesse processo de escutar o corpo e comer de forma intuitiva, anotei algumas dicas práticas que funcionam pra mim. São simples e você pode começar hoje mesmo:
Prepare suas refeições em casa: reserve um tempinho para planejar e cozinhar. Pode ser preparando algumas marmitas para a semana, como eu fazia com minha mãe. Assim você tem sempre uma opção caseira à mão e evita fast food na correria.
Inclua proteína e fibras: em cada refeição, procuro ter sempre uma fonte de proteína (ovo, frango, peixe, carne magra, iogurte natural) e alimentos ricos em fibras (arroz integral, feijão, aveia, frutas e vegetais). Isso ajuda a manter a sensação de saciedade por mais tempo e evita aquela fome repentina.
Permita-se um docinho: um dos segredos que mais gosto é incluir um pouco de doce de verdade na rotina. Eu, por exemplo, como um quadradinho de chocolate 70% por dia, sem culpa. Assim quebro qualquer competição com a vontade de doce. Comer um docinho de forma consciente é totalmente diferente de comer por compulsão.
Beba bastante água: às vezes meu corpo confunde sede com fome. Eu sempre levo uma garrafinha e bebo água ao longo do dia. Beber um copo de água antes de comer faz a gente sentir se está com fome real ou se era sede mesmo. Água também dá energia, ajuda na digestão e ainda deixa a pele mais bonita!

Não pule refeições: por mais que o dia esteja corrido, evite pular o café da manhã ou o lanche da tarde. Eu sei que parece que você está ganhando tempo, mas no fim acaba comendo muito mais depois. Quando como direitinho de 3 em 3 horas, meu corpo não fica desesperado por comida e meu humor não despenca de forma dramática.
Mexa-se todos os dias: encontre algum exercício que você goste, mesmo que seja algo simples. Pode ser uma caminhada no quarteirão, dançar a música que você ama em casa ou fazer uma série de alongamentos. Mexer o corpo ajuda a liberar hormônios do bem-estar, dá mais energia e ainda regula o apetite. Eu descobri que treinar cedo na academia me faz muito bem, mas até uma dança animada na sala de casa já ajuda demais!
Respeite seu ritmo: cada corpo é único. Não adianta comparar sua jornada com a de outras pessoas ou seguir o mesmo cardápio da amiga. Se você precisa de um café reforçado, coma; se precisa de uma soneca depois do almoço, durma um pouquinho. O importante é descobrir o que faz você se sentir bem. Eu, por exemplo, percebi que em alguns dias meu corpo pedia um lanche extra e tudo bem. Conheça suas próprias necessidades e seja gentil consigo mesma no processo.
Lidando com a compulsão alimentar

Deixa eu falar com sinceridade: eu também já tive muitas crises de compulsão em certos momentos da vida. Principalmente quando me sentia estressada, triste ou até entediada, acabava descontando a ansiedade na comida. Lembro de uma fase em que, logo depois de terminar o ensino fundamental, eu chorava sozinha ouvindo música enquanto devorava barras inteiras de chocolate. Era um ciclo sem fim de culpa e arrependimento.
O que me ajudou naquela época foi perceber que proibir o doce de vez só me deixava ainda mais desesperada. Foi aí que decidi fazer diferente: inseri um pedacinho de chocolate no meu dia, sem medo, sem culpa. Ter o meu chocolatezinho garantido no fim da tarde quebrou o ciclo de compulsão. Eu sabia que ele estava lá me esperando, então não precisava comer tudo de uma vez. Aprendi que o segredo é equilíbrio e permissão, não restrição absoluta.
Outro exemplo: uma amiga minha estava passando por um período difícil no trabalho e só queria comer bolo. Ela me chamou pra um café e sugeri que nós duas fizéssemos uma fatia de bolo juntas, devagar, prestando atenção no sabor. Enquanto dávamos mordidas pequenas, conversávamos sobre o dia. Assim ela percebeu que podia sim cuidar da alimentação sem precisar cortar tudo de vez. Às vezes só mudar o jeito de encarar a comida já ajuda a controlar a compulsão. Cada vez que resisto ao impulso de comer sem necessidade, sinto uma força interior crescendo. É um sinal de que estou no caminho certo.
Resultados e transformação

Com o tempo, percebi mudanças incríveis no meu corpo e na minha mente. Minha saúde foi às alturas! Eu tinha muito mais disposição para brincar, estudar e até trabalhar. Subia as escadas da faculdade sem ofegar, e conseguia correr pra pegar o ônibus sem dor nenhuma. Meu humor ficou muito mais estável: as crises de ansiedade e a irritação diminuíram bastante. Passei a ter uma sensação de equilíbrio interno que eu nem lembrava que existia. Minha pele ficou mais clara, minhas unhas mais fortes, e meu cabelo mais saudável. Tive o sono mais tranquilo de todos os tempos. E sim, emagreci de forma natural sem nem perceber. Não era o foco principal, mas foi uma consequência feliz de todo esse cuidado: cada dia eu percebia minhas roupas ficando um pouquinho mais folgadas.
Mas sabe o que foi mais importante? Eu recuperei a minha confiança com a comida e comigo mesma. Olhar no espelho e me sentir bem com quem eu sou, por dentro e por fora, foi libertador. Percebi que eu podia sim viver uma vida plena sem precisar viver no controle das calorias. Minha relação com a comida mudou completamente: ela deixou de ser uma vilã e virou minha amiga. Eu podia comer uma pizza na sexta à noite ou um brigadeiro no fim de semana e logo em seguida voltar pros meus hábitos saudáveis, sem me sabotar. Nada disso foi uma “dieta temporária”: tornou-se um estilo de vida que eu gostava de seguir. Eu me sentia tão segura no meu caminho, tão feliz com as escolhas que fazia, que só queria dividir essa sensação boa. Hoje tenho orgulho das minhas refeições e de como cuido de mim. E torço para que você também sinta essa vitória!
Minha querida leitora, espero que a minha história tenha te mostrado que você não está sozinha nessa jornada. Não existe fórmula mágica, mas existe autenticidade e escutar seu próprio corpo. Cada uma de nós tem um caminho único, mas acredito que todas nós merecemos viver com saúde e sem culpa. Se eu consegui encontrar um equilíbrio real na minha vida, você também consegue!
Lembre-se: o processo não precisa ser perfeito, e sim gentil e acolhedor com você mesma. Dê a si mesma permissão para errar e aprender. Comece pequeno: escolha uma das dicas acima para colocar em prática hoje mesmo. Pode ser comer bem no café da manhã, preparar uma fruta para o lanche ou simplesmente ouvir seu corpo. O importante é dar um passo de cada vez e celebrar cada vitória, por menor que pareça.
Agora quero saber de você: qual foi a maior lição que você tirou dessas experiências? O que você vai tentar primeiro na sua rotina? Deixe nos comentários a sua dúvida, dica ou até uma receita simples que você adora. Vamos trocar histórias e inspirar umas às outras. Compartilhe essa história com quem você ama e não esqueça de contar suas conquistas nos comentários.
Obrigada por ler até aqui. Você merece viver feliz no seu corpo, sem culpa. Juntas, somos mais fortes! Estou aqui por você.






