A Verdade Sobre Ser Imperfeita e o poder do mais ou menos
Você já sentiu que tudo precisa sair perfeito, de estalar os dedos? Eu já. Olhando para blogs bonitos e perfis impecáveis nas redes sociais, pensei: “Meu Deus, como vou chegar lá?”. Por muito tempo, acreditei que só seria feliz quando tudo no meu mundo fosse perfeito: casa arrumada, carreira de sucesso, corpo desenhado, e nem pensar em errar em público. Eu sou a Ada de Azevedo, tenho 24 anos, e carrego minhas imperfeições com orgulho! Sou falha, chorona, insegura e medrosa, e, adivinha só? Está tudo bem…
Tantas vezes eu me cobrei demais. Horas preparando o almoço, ansiosa pra servir tudo na hora certa; pilhas de roupas no varal, uma atrás da outra, porque eu só me sentia tranquila quando tudo estava perfeito. Eu cheguei a perder noites de sono pensando que cada detalhe errado podia estragar a festa. Mas sabe o que aconteceu? Eu percebi que essa busca pela perfeição era uma grande mentira. Eu estava tentando me igualar a fantasias que nem existiam de verdade. Era como fingir ser outra pessoa, e eu não queria mais isso. Eu queria ser livre para viver sem máscaras e abraçar cada parte de mim.
O Mito da Perfeição nas Redes Sociais

Vivemos numa era em que rola uma “curadoria da vida”: só vemos o melhor de cada pessoa. Na internet, muita gente mostra a casa limpa, o almoço gourmet, o resultado final na academia, o sorriso impecável na foto. Mas raramente aparece o sufoco do dia a dia: o chão manchado, a sobremesa que queimou, o desânimo matinal. Eu mesma já passei por isso. Lembro de uma manhã em que acordei atrasada para o trabalho e tudo parecia dar errado. O café caiu na blusa branca novinha, o trânsito estava um caos, e eu nem tinha conseguido tomar banho direito antes de sair. Entrei no escritório parecendo um desastre (sério, parecia uma bagunça total), mas sabia que não era o fim do mundo.
Então decidi fazer diferente. No fim do dia, postei no meu Instagram um vídeo bem-humorado contando como o café me derrubou de manhã. Para minha surpresa, minhas amigas adoraram! Elas deram risada, contaram histórias parecidas, e de repente parecia que nos conhecíamos há anos. Percebi que as histórias imperfeitas criam laços sinceros. A mentira da perfeição é achar que devemos esconder tudo que deu errado. Mas sabe? É justamente nas histórias reais e imperfeitas que nos conectamos de verdade.
Minha História Real: O Blog Que Nasceu do ‘Mais ou Menos’

Deixa eu te contar direitinho como foi o começo do meu blog. Eu estava trabalhando na minha rotina CLT, mas sempre gostava de escrever sobre dicas de nutrição e bem-estar. Num entardecer gostoso de outono de 2024, minha amiga Alice e eu estávamos num café da tarde. Imagina só: eu, ela e um lanche delícia com pão quentinho e queijo derretido, e claro, um bolo de chocolate gordo (divino!). Enquanto conversávamos, ela virou pra mim e perguntou: “Ada, por que você não cria um blog seu?”.
Eu ri (daquelas risadas nervosas) e respondi: “Alice, não faz o menor sentido, amiga! Eu sou tão normal, não sou dessas blogueiras glamourosas que tudo parece fácil, sabe?”. Ela insistiu: “Menina, para com isso! Cria logo! Você tem muito a dizer.” Fiquei pensando nisso o dia todo. Cheguei em casa sexta-feira, desliguei o celular e decidi: vou tentar.
Passei a sexta, sábado e domingo inteiros trabalhando nisso. Lembro de ir dormir tarde, mas de manhã acordar animada de novo. Quando comecei a desenhar as primeiras ideias do blog, vi algo mágico: existia espaço pra falar do meu jeitinho, da minha vida real. Eu tinha a chance de trazer algo que nunca vi antes – um conteúdo feito de verdade, sem glamour. A Alice ria comigo enquanto ajeitávamos as páginas: “Você devia ter começado isso antes, Ada!” Ela percebeu o brilho no meu rosto e sabia que eu estava no caminho certo.
E sabe o que foi o melhor? Eu percebi que aquele blog era meu próprio jeitinho de ver o mundo, era minha cara. Era tão meu que decidi ser eu mesma ali. Escolhi o nome do blog – algo que me representava – e cada postagem era um pedacinho do meu dia a dia. Nada de ser perfeita. Em cada receita eu colocava uma foto de mim com cara de quem acabou de acordar; em cada dica eu falava dos perrengues que passei antes de aprender. Era eu de verdade, do jeitinho que sou, sem esconder nada.
Descobertas ao Longo do Caminho

Conforme eu ia postando e compartilhando coisas simples, algo incrível começou a acontecer. No final de 2024, começaram a chegar comentários e mensagens (no privado do Telegram) de várias mulheres que me seguiam. Lembro de sentar ali, olhando a tela do computador, e quase cair da cadeira de tanta surpresa.
“Ada, me identifiquei tanto com você!” escreveu uma leitora.
“Amei seu conteúdo, não pare, por favor!”, me mandou outra.
Na hora, meu coração se encheu. Cada comentário era como um abraço apertado dizendo: “Você não está sozinha”. Eu percebi que minhas falhas, meus textos sinceros e simples, estavam ajudando outras pessoas de verdade. Que alívio! Tinha gente que me entendia e não me julgava por ser só “mais ou menos”. Isso foi a prova de que eu estava no caminho certo. A mentira da perfeição acabou de vez pra mim: eu aprendi que ser única e estar ok sem ser perfeita era o que realmente importava.
Exemplo de Vida Real: O Look do Dia ‘Mais ou Menos’

Quer saber outra coisa prática que me fez enxergar que o ‘mais ou menos’ é suficiente? Uma vez eu estava me arrumando pra sair, querendo fazer um look arrasador. Coloquei aquela blusa linda, calça justinha, salto alto, tudo perfeito na minha cabeça. Só que nada combinou entre si, e eu fiquei tão desconfortável que não conseguia aproveitar a noite. (Sério, parecia que eu estava vestindo uma fantasia!)
No dia seguinte, tentei algo diferente. Escolhi uma calça jeans normal, uma camiseta básica e uma sandália confortável. Meu cabelo ficou meio bagunçadinho e acabei nem passando batom. Sabe o que aconteceu? Minha amiga me parabenizou pelo look, dizendo que eu tava linda de um jeitinho simples e natural. Eu percebi ali: mais vale me sentir bem do que sair igual boneca. A sinceridade do meu estilo conversou muito mais do que qualquer produção chique. E, no final, eu mesma adorei ter ficado ‘mais ou menos’, sentindo-me leve e autêntica. Percebi que não precisava de produções elaboradas para ser feliz.
Exemplo de Vida Real: A Comida Caseira Imperfeita

Outra situação real foi na cozinha. Eu adoro cozinhar, mas não sou nenhuma chef de alta gastronomia. Uma vez, quis impressionar meus familiares com um almoço de domingo: uma galinha recheada com legumes. No fundo eu sabia que seria complicado, mas pensei “Por que não tentar algo mais elaborado?”. Passamos horas na cozinha: eu tentando picar legumes de forma bonita, medir temperos com mil detalhes… E acabou que o arroz passou do ponto e o recheio ficou um pouco seco. As caras na mesa antes da primeira garfada estavam meio nervosas e curiosas, sem saber o que esperar.
Então algo aconteceu que me ensinou muito: meu pai saboreou o almoço e disse: “Tá, a apresentação não tá lá essas coisas, mas olha, tá muito gostosa mesmo assim!”. Minha mãe riu, abraçou-me e falou: “Querida, olha, tá tudo bem errar. O importante é que você fez com amor”. Aquilo me marcou. Percebi que criar momentos juntos – mesmo que com uns errinhos – foi mais importante do que ter feito tudo perfeito. Nos dias seguintes, repetimos aquela receita algumas vezes, e cada vez que cozinhávamos juntas sobrava um montão de comida deliciosa e muitas risadas. O almoço perfeito foi o amor em cada detalhe e as histórias compartilhadas.
Exemplo de Vida Real: Tarefas e Estudos no Ritmo Certo

No trabalho e nos estudos também vi que fazer as coisas “mais ou menos” me ajudou. Eu costumava querer passar horas lapidando cada detalhe de um projeto, fazer resumos lindos com letra impecável e decorar cada definição até a última. Era tanto perfeccionismo que acabava ficando exausta. Uma vez deixei um relatório pra última hora e acabei digitando correndo umas ideias não tão polidas. Pra minha surpresa, a chefe elogiou meu esforço e me deu nota alta. Ela disse que gostou do jeito direto e claro que eu escrevi, achou minhas ideias consistentes mesmo no improviso. Isso me deixou aliviada. Eu percebi ali: o conteúdo e a intenção valem mais do que um trabalho com letra desenhada ou fontes bonitas. O importante era transmitir a mensagem com sinceridade e o esforço de ter tentado. Desde então, trato todos os meus projetos dessa forma: foco no essencial, sem me cobrar extras que só me deixavam cansada.
Exemplo de Vida Real: Meu Primeiro Vídeo Caseiro

E tem mais: quando comecei a falar de nutrição em vídeos, também tive meu momento “mais ou menos”! Lembro da primeira vez que decidi gravar um vídeo falando sobre meu café da manhã favorito. Eu escrevi um roteiro simples e me soltei em frente à câmera. Durante a gravação, troquei palavra aqui e ali, fiz algumas caretas sem querer, e até dei uma risadinha no meio (porque, olha, eu tava sem tomar café mesmo!). No começo pensei: “Nossa, isso vai ficar péssimo de assistir!” Mas, pra minha surpresa, esse foi um dos vídeos mais assistidos e comentados que já fiz! Ver isso me deu um gás: a partir dali decidi ser sempre eu mesma na frente da câmera, mesmo com algumas trapalhadas. As pessoas adoraram ver a Ada “de verdade” falando de algo simples, sem precisar editar cada segundo. Eu aprendi que cada vídeo, cada slide, nem tudo precisa ser obra de arte. Ao deixar de lado essa perfeição exagerada, descobri um jeito mais humano de seguir em frente. E sabe o que é mais legal? Isso vale pra tudo na vida.
Exemplo de Vida Real: Uma Viagem Imperfeita

Naquele verão, eu e duas amigas planejamos uma viagem de fim de semana. Quis deixar tudo perfeito: escolhemos trajes de praia combinando, definimos horários exatos para cada passeio e até planejamos as refeições mais saudáveis do mundo. Mas nada saiu como o combinado! Esqueci o protetor solar em casa e acabei torrando a pele ao sol, começou a chover bem quando entrávamos num jardim bonito e, pra fechar com chave de ouro, derrubei sorvete no vestido favorito. A cada imprevisto, nós caíamos na gargalhada. Percebi que aquela viagem imperfeita foi um dos momentos mais divertidos que já tive. Entendi que relaxar e adaptar o plano, sem me cobrar perfeição, rende histórias incríveis. No fim das contas, a nossa lembrança mais gostosa não foi o roteiro certinho, mas sim as risadas e o companheirismo diante dos imprevistos.
Por Que o ‘Mais ou Menos’ é o Segredo

Acho que você já percebeu um padrão aqui: quando a gente para de buscar perfeição, a porta se abre para sermos nós mesmas. É aí que o verdadeiro “sucesso constante” acontece. Quando aceito que estou em processo, que posso errar, o peso na minha cabeça diminui, e sobra energia para o que realmente importa.
No meu caso, cada vez que eu era “mais ou menos”, acontecia algo positivo:
Mais leveza: Parei de estressar com detalhes que ninguém ia notar. Se o post no blog sai com foto de celular meio tremida, paciência. Se um texto tem alguns errinhos de digitação, releio depois com carinho. Percebi que as pessoas nem notam essas coisas tanto quanto eu pensava, e, na real, elas se conectam mais com a verdade, não com a perfeição.
Mais autenticidade: Eu passei a mostrar quem eu sou de verdade. Se tô cansada, eu falo. Se errei, eu conto. As leitoras se enxergaram nisso. Isso criou uma relação de confiança e intimidade. Quem não ama saber que existe uma Ada de carne e osso ali por trás da tela, rindo do próprio tropeço?
Mais consistência: Nada de ficar parando tudo porque alguma coisa não deu certo. Antes, se algo não saía perfeito, eu desistia. Agora, se sai “mais ou menos”, eu vejo como um degrau. Continuo tentando, melhorando aos poucos. Assim o blog cresceu de forma constante. Cada post que eu publicava, cada dica que eu compartilhava, é resultado da soma de todos esses “mais ou menos”.
Menos medo de falhar: Quando a gente aceita o “mais ou menos”, o medo de errar diminui. Eu acabei descobrindo que, quando não me importo tanto em ser perfeita, fico mais corajosa: testo ideias novas e enfrento desafios. Por exemplo, me inscrevi num curso online de longo prazo achando que ia abandonar na semana 1… Mas decidi que, mesmo que minhas anotações não fossem impecáveis, eu ia seguir em frente. E terminei o curso, mais rica em conhecimento e confiança. Cada falha virou um passo pra melhorar.
Sabe de uma coisa? Eu aprendi que tudo isso serve pra qualquer área da nossa vida: seja um novo projeto no trabalho, uma meta de saúde, um hobby antigo, até na forma de se maquiar ou falar em público. Se você permite ser imperfeita e encara a jornada “mais ou menos”, tudo flui melhor. Sua confiança vai crescendo e aquele sentimento de sucesso constante – de estar no controle do próprio caminho – se torna presente o tempo todo.
Dicas Práticas: Como Abraçar o ‘Mais ou Menos’ no Dia a Dia

E como eu faço isso na prática? Vou te dar umas dicas básicas que mudaram meu jeitão de levar a vida:
Aceite pequenos erros: Toda vez que algo não sai como você planejou, respire fundo e diga pra si mesma: “Tá tudo bem, amiga.” Me perdoo, corrijo o que der e sigo em frente. Eu erro muito, mas cada erro virou aprendizado; hoje sou mais sábia por causa disso.
Defina o que realmente importa: Nem todo detalhe é crucial. Quando organizo um evento ou planejo um projeto, separo o que é essencial do que é supérfluo. Se a decoração ficar meio simples, quem liga? O importante é que as pessoas estejam juntas. Quando faço um vídeo, não passo horas mudando cada luz; faço o básico e foco no conteúdo. Isso economiza tempo e energia para mim.
Celebre as pequenas vitórias: Ao longo do caminho, comemore cada passo dado. Escreveu aquele post? Comemora! Tomou a decisão de ser mais fácil consigo mesma? Ganhou! Cada tarefa concluída, mesmo “mais ou menos”, é motivo de festa. Compartilhe com as amigas, dê um zoom nos detalhes bons da sua vida.
Reduza a comparação: Sempre que o fantasma da comparação surgir, pare e respire. Lembre-se de que, por trás de cada perfil perfeito, existe alguém com medos e inseguranças. Pense no que você já viveu, no seu percurso único. Você é incrível à sua maneira.
Pratique a empatia consigo mesma: Seja sua melhor amiga nos momentos difíceis. Use palavras gentis quando errar, incentive-se. Eu falo comigo mesma tipo: “Amiga, tá tudo bem aprender no seu ritmo.” Isso me acalma e me dá confiança para tentar de novo.
Conecte-se com quem te entende: Compartilhe suas histórias de “mais ou menos”. Escreva nos comentários do seu blog, do seu Instagram ou do seu diário. Vai vendo: quando a gente troca experiências, percebe que não está sozinha. E só de ler que você também vive isso, posso apostar que outras leitoras vão se sentir abraçadas.
Acredite em você: Reconheça sua força. Mesmo que algo não saia perfeito agora, você tem a capacidade de melhorar no próximo passo.
Reserve momentos para relaxar: Às vezes, nada precisa acontecer. Se um dia não render, tudo bem tirar uma pausa. Eu adoro, de vez em quando, tirar um tempo pra ler um livro ou tomar um café sem pressa. Esses momentos me recarregam e me lembram que tudo pode esperar.
Não busque agradar a todos: É impossível ser perfeita e ainda agradar todo mundo. Se alguém não curtir seu jeito, não se preocupe. O que importa é você estar feliz e autêntica. Eu aprendi a valorizar quem me aceita como sou, e isso me trouxe paz.
Aplicando Agora: Um Pequeno Desafio

Para fechar essa conversa, te lanço um desafio simples: esta semana, faça algo da vida real “mais ou menos” de propósito. Pode ser cozinhar um prato sem receita exata, pintar as unhas sem um esmalte perfeito ou postar um texto falando de um erro que cometeu. O que importa é experimentar a sensação de não ser perfeita e observar como se sente depois. Garanto que você vai descobrir algo novo sobre você mesma!
A verdade é que a perfeição é inatingível — é como uma miragem no deserto. Mas o “mais ou menos” é real e está ao alcance de todo dia. Entregar para o mundo a tua versão autêntica (com todos os seus pedacinhos imperfeitos) é o que constrói conexões reais. Cada passo, cada riso e cada tropeço vai compondo a história da mulher incrível que você é.
Então, minha amiga leitora, abrace as suas falhas! Elas não te enfraquecem, pelo contrário: te tornam única e cheia de experiência. No meu caso, perceber que não preciso ser perfeita fez toda a diferença no meu sucesso, porque me permitiu ser livre e genuína. E eu te digo de coração: tem muita gente precisando ouvir e se inspirar pela sua verdade também. Lembre-se: mesmo os pequenos passos contam muito! Você é incrível exatamente do seu jeitinho, e cada momento “mais ou menos” constrói uma jornada única e cheia de significado.
Agora eu te convido: não guarde essa conversa só pra você. Conte nos comentários qual foi um momento em que você deixou de lado o perfeccionismo e se surpreendeu. Vamos criar uma rede de apoio umas para as outras, trocando histórias e aprendizados. Tenho certeza de que, juntas, vamos multiplicar ainda mais esse segredinho poderoso do “mais ou menos”.
Bora conversar? Deixe seu comentário aqui embaixo – mal posso esperar pra saber da sua experiência!





