Minha Linguagem do Amor Próprio: Como Eu Me Nutro e Me Sinto Amada por Mim Mesma.

Minha amiga leitora, hoje vamos ter aquela conversa profunda que todas nós deveríamos ter com nós mesmas. Já parou para pensar como podemos viver a vida com mais consciência? Observar mais o ambiente ao nosso redor, ouvir o coração e falar menos? Rir, chorar e entender que tudo isso faz parte da vida.

Quando falo em nutrir a mim mesma, é como se eu estivesse conversando com o universo: que tipo de criatura sou eu? Eu vivo de verdade ou apenas existo sem perceber? Parece que muitas pessoas hoje em dia só existem mecanicamente, sem realmente viver de verdade. Um dia desses, eu parei para refletir sobre isso enquanto estava sentada no escritório do meu trabalho olhando para o nada.

Foi então que minha colega gritou: “Ada, acorda mulher!” (KKK). Eu sorri e disse: “Caramba, eu apaguei!” (KKK). Às vezes a gente precisa mesmo parar e refletir sobre o que queremos ser e onde queremos chegar na vida.

Naquele dia, eu voltei para casa com uma certeza na cabeça: precisava dividir essa experiência com você. Quero mostrar que existe um outro lado da moeda, uma forma de viver muito mais rica do que passar horas grudada na tela do celular. A partir de hoje, te convido a cultivar esse lado também, nutrir a si mesma e se amar de verdade.

O que significa nutrir e amar a si mesma?

Nutrimos a nós mesmas quando escutamos nossas emoções e damos atenção às coisas que nos fazem bem. Para mim, amar a si própria não é sobre egoísmo ou excesso: é um convite a cuidar do que vive dentro da gente. É acordar e se tratar como a pessoa mais especial do mundo, mesmo que, às vezes, a vida nos lembre de que somos pessoas comuns. Se nutrir é prestar atenção no que a nossa alma precisa – pode ser um silêncio no final do dia, um abraço apertado em si mesma ou mesmo arriscar aquele sonho esquecido que mora no coração.

Para mim, o amor próprio também se revela em pequenas alegrias do cotidiano. É rir sozinha lendo uma página engraçada de um livro, sentir o café quentinho confortando as mãos nas manhãs frias de Curitiba. É olhar o céu nublado antes da chuva e agradecer por estar viva para sentir a vida pulsando ao nosso redor. Meu coração percebeu que se nutrir pode ser tão simples quanto dançar ao som daquela música que nos faz cantar alto enquanto lavamos a louça. São gestos simples que alimentam a alma e enchem nossa mente de luz.

Eu gosto de imaginar meu interior como um jardim secreto. Em alguns dias ele está florido e colorido, e em outros precisa de cuidados extras. Quando dedico um tempinho para mim, é como se estivesse regando e adubando esse jardim. Dou risada sozinha, escrevo em um caderno, respiro fundo olhando para o céu e, aos poucos, vejo novas flores surgindo: a confiança, a alegria e até mesmo a paciência comigo mesma.

Minhas histórias de amor próprio

Eu tenho muitas histórias de amor próprio para contar, cada uma simples e verdadeira. Nesses momentos do meu cotidiano descobri maneiras de me nutrir e sentir amor por quem sou. A cada episódio que compartilho, espero que você enxergue que o amor por si mesma é algo possível para qualquer pessoa.

No parque ao entardecer

Naquele dia em que saí do meu CLT, peguei o ônibus lotado e desci em uma pracinha perto da minha casa. Do alto do busão eu via as pessoas do outro lado de Curitiba distraídas no celular e pensei: “Por que ninguém olha para o que está à volta?” Pareciam todos absorvidos pela luz fria das telas, andando sem notar as cores lindas ao redor. Na pracinha, sentei sobre a grama molhada e olhei para um lago tranquilo à minha frente enquanto o sol descia, pintando o céu de tons alaranjados e lilases. A brisa leve trouxe o cheiro da terra úmida – aquele cheiro de mato que Curitiba, com sua chuva constante, nos oferece. Perceber a grama fria sob as mãos, ver o céu mudar de cor e ouvir o canto dos pássaros me fez sentir mais viva do que em muitos dias. Aquela tarde no parque me ensinou o valor de estar presente em cada momento simples da vida.

O espelho e minhas afirmações

Certa manhã de segunda ainda meio dormindo, olhei para meu reflexo no espelho do banheiro e não gostei do que vi. A luz suave do início do dia, que entrava pela janela, só destacava minhas olheiras e a pele apagada. Naquele momento parecia que eu encontrava uma pessoa estranha no lugar de mim mesma: uma Ada cansada e sem sorriso.

Decidi que não queria continuar assim. Fechei os olhos por um instante e respirei fundo. Quando olhei de novo, comecei a me encarar nos olhos e a falar coisas boas para mim mesma: “Você é linda, forte, corajosa”. No começo minha voz tremia, mas a cada frase um novo sentimento surgia. Algumas lágrimas de alívio rolaram pelo rosto, limpando o resto daquelas inseguranças antigas.

A tensão foi embora aos poucos. Percebi que precisava ser minha melhor amiga e não minha pior crítica. Daquele momento em diante, prometi a mim mesma que cada dia teria um momento dedicado a me encher de palavras gentis. Não demorou muito para eu perceber que o reflexo no espelho começava a corresponder ao jeito que eu me tratava por dentro.

O ritual do café da manhã na janela

Às vezes o amor próprio se revela nos pequenos rituais do dia a dia. Numa manhã fria de Curitiba, resolvi acordar um pouco mais cedo só para mim e preparar algo especial. Peguei aquele moedor de café que ganhei da minha avó, moa alguns grãos escuros e senti o cheiro delicioso invadir a cozinha. A cada giro da manivela eu me lembrava das manhãs em que ela acordava cedo para fazer café, e uma nostalgia quentinha me envolvia.

Depois, sentei numa cadeira perto da janela, pés descalços sentindo o frio do piso. Experimentei o primeiro gole e deixei o vapor quente me abraçar o rosto. O sol começava a surgir, pintando o céu de laranja e dourado, enquanto os pássaros cantavam lá fora. Naquele momento era só eu, o café quentinho na caneca que ela me deu de presente, e a suave certeza de que eu merecia todo esse carinho.

Uma conversa silenciosa entre minha alma e o universo me dizia: “Você merece esse cuidado e carinho”. Senti um calor gostoso no peito e soube que, mesmo nas coisas simples, podia demonstrar amor a mim mesma.

Enfrentando um revés no trabalho

Teve uma vez em que eu esperava muito por uma promoção no trabalho. Eu me preparei, ensaiei o que diria e fiquei ansiosa por aquele feedback. Quando chegou a resposta, foi um balde de água fria: não era a notícia que eu esperava. Tive um nó na garganta e acabei chorando sozinha no banheiro por alguns minutos.

Naquele momento de tristeza e frustração, eu poderia ter me criticado muito. Mas respirei fundo e tentei ter compaixão por mim mesma. Olhei no espelho e disse em voz alta: “Você fez o seu melhor, Ada. Isso não diminui o quanto você é talentosa e dedicada.” Aquelas palavras suaves me deram um alento. Percebi que, mesmo diante de uma decepção, eu merecia ser tratada com carinho.

No dia seguinte, mesmo ainda um pouco abalada, voltei ao trabalho com a cabeça erguida. Não deixei que aquele revés definisse meu valor. Continuei aprendendo e me esforçando, sabendo que cada passo conta no meu caminho. Essa experiência reforçou em mim a importância de ser gentil nos dias ruins – mais uma forma de amar a mim mesma.

Celebrando a sua singularidade

Eu costumava me pegar olhando para as pessoas ao meu redor e pensando que elas tinham algo que eu não tinha. Certa vez estava conversando com uma amiga que tem uma autoestima lá nas alturas, e naquele dia me peguei fazendo comparações bobas em minha cabeça. Olhei para o meu próprio reflexo e pensei: “Por que eu não tenho o cabelo dela? Por que meu sorriso não é igual ao da minha amiga?” Naquele momento, percebi como a gente pode ser dura consigo mesma. Cada pessoa tem suas características únicas e especiais, e cada uma merece ser amada exatamente como é.

Resolvi mudar esse jogo. Em vez de comparar, comecei a celebrar minhas peculiaridades: meu jeito de rir alto, minhas sardas tímidas, o gosto por dançar no meio da sala. Passei a falar comigo mesma como falaria com uma amiga querida: dizendo que adoro o detalhe diferente dos meus olhos e a determinação que carrego. Percebi que, quando eu reconheço a minha própria beleza, automaticamente deixo de cobiçar a dos outros. Ser eu mesma me faz sentir muito mais livre e feliz.

Práticas simples para nutrir seu amor próprio

Aqui vão algumas sugestões práticas e fáceis de incluir no seu dia a dia. Lembre-se: amor próprio é um hábito cultivado nas pequenas atitudes diárias.

  • Observe o que está ao seu redor: Dedique alguns minutos para olhar pela janela ou passear no quarteirão. Perceba a natureza, sinta a brisa, ouça o canto dos pássaros ou o barulho da rua. Respirar fundo e estar presente onde você está ajuda a acalmar a mente e a sentir mais conexão com o momento.

  • Pratique a gratidão: Todos os dias, antes de dormir ou ao acordar, pense em três coisas pelas quais você é grata. Podem ser muito simples, como o café quentinho que você tomou hoje ou o abraço de alguém querido. Reconhecer essas pequenas bênçãos faz o coração ficar quentinho e lembra que há muito de bom em nós e ao nosso redor.

  • Afirmações positivas: Olhe para você mesma no espelho e diga palavras gentis. Afirme algo como: “Eu sou capaz”, “Eu mereço coisas boas”, “Eu me aceito como sou”. Pode parecer engraçado no começo, mas logo você vai sentir a energia dessas palavras mudando o seu humor e fortalecendo sua autoestima.

  • Mexa o corpo: Coloque sua música favorita e dance na sala, dê uma volta no quarteirão ou estique o corpo. Alguns minutos de movimento liberam hormônios do bem-estar e mostram que você cuida de si mesma. Além disso, esses pequenos exercícios aumentam a confiança e ajudam a espantar pensamentos ruins.

  • Mime-se com gestos simples: Prepare uma xícara de chá com capim-cidreira, tome um banho quentinho iluminando o ambiente com velas, use aquele pijama gostoso. Pequenos mimos do dia a dia, sem precisar gastar muito, lembram seu corpo e coração de que eles merecem carinho.

  • Desconecte-se um pouco: Reserve períodos curtos longe do celular ou redes sociais. Desfrute de momentos de silêncio ou acompanhe suas redes sociais com moderação. Sentir o próprio ritmo e diminuir as distrações eletrônicas permite que você se concentre em si mesma e em como está se sentindo.

  • Permita-se errar e aprender: Quando algo não sai como você planejava, não se julgue dura demais. Todo mundo erra e acerta em partes da vida. Em vez de ficar se cobrando, pergunte-se: “O que posso aprender com isso?”. Assim você transforma cada tropeço em crescimento pessoal e vê que se amar inclui abraçar nossas imperfeições.

  • Celebre suas pequenas conquistas: Não espere grandes feitos para se parabenizar. Ao terminar uma tarefa, por menor que seja, pare um instante para perceber seu esforço. Escreva suas vitórias num caderninho ou apenas sorria no espelho dizendo “Estou orgulhosa de mim”. Esses pequenos reconhecimentos acionam um ciclo positivo de amor próprio.

  • Durma bem: Jamais subestime o poder de uma boa noite de sono. Dormir as horas que seu corpo e mente pedem é um ato de amor e cuidado consigo mesma. Se estiver cansada, tente relaxar, colocar música calma ou tomar um chá, e permita-se repousar. Acorde lembrando que uma mente descansada nutre autoestima e criatividade.

  • Mantenha-se hidratada: Às vezes a gente se esquece de beber água no meio da correria. Ter uma garrafinha por perto e dar goles regulares é um jeito simples de cuidar do seu corpo e mente. Sentir o corpo bem hidratado dá mais energia e ajuda a clarear os pensamentos – mais um sinal de que você está cuidando de si mesma.

  • Ria sempre que puder: Permita-se sorrir e encontrar alegria nas pequenas coisas. Rir libera as tensões e ajuda a lembrar do lado bom da vida. Coloque um filme engraçado, brinque com alguém que te faz feliz ou simplesmente ria de uma lembrança boa. Cada gargalhada fortalece seu bem-estar e reforça que você merece momentos de alegria.

Levando o amor próprio para o dia a dia

Amor próprio não é só para momentos especiais: ele se fortalece nas pequenas atitudes de todo dia. Por exemplo, comecei a deixar lembretes carinhosos no meu próprio celular. Quando terminava uma tarefa difícil, tocava o alarme que eu mesma tinha marcado com um bilhete positivo, lembrando-me: “Você consegue, Ada! Estou orgulhosa de mim”. Essas mensagens simples me davam um abraço por dentro, como se eu mesma me desse um tapinha nas costas por cada conquista.

Também transformei coisas corriqueiras em atos de carinho. Antes eu comia apressada durante o almoço, só para ganhar tempo. Agora, procuro saborear cada garfada, prestar atenção nos sabores e agradecer por ter algo gostoso no prato. Uma simples refeição virou um ritual de amor. Eu me elogio por ter preparado algo nutritivo e celebro o fato de poder cuidar de mim mesma. Até as minhas tardes de trabalho ganharam luz quando decidi arrumar minha mesa com uma foto alegre. Aquele pequeno gesto iluminou meu humor e me fez lembrar que eu mereço atenção também.

Seguindo esse pensamento, adotei outro hábito simples: caminhar um pouco ao ar livre todos os dias. Um dia, após o almoço, achei um tempo e fui até uma pracinha perto de casa. O sol estava suave naquela manhã e eu andei devagar pelo gramado verde, sentindo o cheiro das flores e a brisa leve no rosto. Foi um momento de paz só meu, que me fez lembrar que mereço esses minutos de cuidado. Voltei para casa revigorada e grata por ter dedicado um tempo assim para mim mesma.

Um passo de cada vez: o amor próprio como um processo contínuo

É importante entender que o amor próprio não surge da noite para o dia. Ele vai crescendo aos poucos, nos dias bons e também nos dias difíceis. Às vezes tudo parece fácil e eu me sinto cheia de energia, outras vezes aquela insegurança conhece um cantinho do meu peito. E tudo bem, porque eu sei que cada passo conta. Um passo de cada vez, vou construindo o amor que tenho por mim. Não existe um caminho único: cada conquista e cada obstáculo vencido regam minhas raízes.

Eu percebo que, aos poucos, pequenos hábitos vão se encaixando naturalmente na minha rotina. O café da manhã carinhoso que mostrei virou um ritual quase automático. Quando passeio no parque ou danço na sala, nem preciso mais pensar se vale a pena – eu simplesmente me permito aproveitar. E quando aparece um obstáculo, me lembro de todas as vezes em que me superei antes. Isso me dá força para continuar tentando, com a certeza de que cada experiência difícil me faz crescer e torna o amor próprio ainda mais forte.

Por isso, não precisa ter pressa nem ser perfeita. Basta começar agora, onde você está, com o que tem. Amanhã você terá um novo motivo para sorrir, outra pequena vitória para celebrar. Eu me sinto cada dia mais confiante caminhando por essa estrada de amor próprio – e você também pode seguir esse caminho ao meu lado.

Minha amiga, chegamos ao final dessa conversa com o coração quentinho, não é mesmo? Falamos sobre como amar a nós mesmas, nos nutrir e viver de forma mais consciente. Você viu várias partes da minha vida e sabe que não existe mágica: amor próprio é prática diária, um caminho que construímos passo a passo. Cada gesto de carinho que você se dedica, cada pensamento gentil que oferece a si mesma, constrói um futuro mais leve e feliz.

Eu sei que você é capaz de cuidar do seu próprio coração do mesmo jeito que eu cuido do meu. Você merece todo o amor que está pronta para dar, e talvez mais. A cada dia, lembre-se de que a sua voz interna pode ser sua melhor amiga, e que você tem dentro de si uma força incrível para superar qualquer dificuldade.

Quero encerrar dizendo que estou torcendo por você em cada passo desse caminho. Vai com calma, seja gentil consigo mesma e saiba que não há pressa. Nós estamos juntas nessa jornada, aprendendo sempre. E é por isso que eu te convido agora: compartilhe nos comentários como você pratica o amor próprio no seu dia a dia! Adoraria ler suas experiências e sonhar junto com você.

Eu acredito em você. Você merece todo o amor, cuidado e coisas boas do mundo. Nunca duvide do quão especial e capaz você é, sempre.

Obrigada por estar aqui comigo e por ouvir meu coração. Fico na expectativa de ler suas histórias de amor próprio; cada uma delas inspira outras mulheres incríveis. Até a próxima conversa, amiga. Muito amor para você!

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