Olá, amiga! Hoje quero conversar com você sobre o maior desafio que enfrentei neste ano: a autossabotagem. Sim, aquele monstro invisível que mora dentro de nós, sussurrando dúvidas e medos a cada passo. Vou compartilhar minha história de como a autossabotagem apareceu na minha jornada no blog e como eu fui vencendo cada etapa dela.
Sei que você também pode já ter sentido isso em algum momento: aquela vozinha que diz “mas será que eu sou capaz?”, ou “e se ninguém quiser ler?” É tão comum nos questionarmos quando nos lançamos em algo novo. Mas quero que você pense: você não está sozinha. Eu passei por isso também, e descobri algumas formas simples de lidar com esses pensamentos sabotadores.
Imagino você aí, talvez sorrindo com as lembranças das suas inseguranças de um tempo atrás. Acredite, também tive dúvidas no início. Quando conversava com minha melhor amiga Alice sobre criar o blog, ela me incentivava dizendo que meu conhecimento e minhas experiências podiam ajudar muitas meninas e mulheres. Por um lado, aquela ideia enchia meu coração de orgulho; por outro, meu cérebro pulsava com dúvidas: “O que eu vou escrever? Será que alguém vai ler? Será que posso ensinar alguma coisa?” Eu sei, essas perguntas passaram pela minha cabeça várias vezes.

Eu ainda me lembro de um almoço gostoso com ela, cheio de conversa mole e empolgação. Alice tomou um gole do suco natural, sorriu pra mim e disse: “Ada, você tem tantas histórias pra contar e tanta coisa boa na cabeça! Crie esse blog. Seu conhecimento e suas experiências podem ajudar muitas meninas e mulheres por aí.” Naquele momento, meu peito encheu de esperança, mas meu cérebro continuou pulando dúvidas engraçadas. Por dentro pensei: “É, mas o que vou escrever primeiro? Será que alguém vai ler algo que eu escrevi?” Foi aí que entendi: meu maior desafio estava prestes a começar. Criar o blog foi fácil com o incentivo da Alice, mas persistir, manter uma rotina e enfrentar a insegurança era o verdadeiro teste. Autossabotagem, para mim, era essa batalha interna: palavras negativas pulando na minha cabeça mesmo antes do blog existir. E sabe, amiga, essa batalha é comum pra gente que sonha em fazer algo diferente.
Nos dias seguintes daquele almoço, a ideia de começar de vez o blog não saía da minha cabeça. Fiquei empolgada montando meu cantinho: comprei um caderno especial de anotações, de capa estampada, para rabiscar ideias. Em um fim de semana ensolarado, sentei em frente ao computador com aquele caderno aberto ao lado. Brinquei até de escolher um nome provisório para o blog – algo com “Alegria de Viver” – só para sentir o clima gostoso do projeto. Escolhi mentalmente uma paleta de cores inspirada em flores do campo: fundo branco com detalhes em amarelo e rosa suave, para me lembrar sempre de manter o blog leve e autêntico. Cada detalhe parecia me aproximar do sonho de inspirar outras meninas com minhas histórias. Mas, amiga, quando finalmente fui colocar tudo em prática, aquelas dúvidas continuaram ali, esperando para me desafiar.
O Início do Blog: Medo de Começar e Autossabotagem

A Primeira Noite Insegura
Minha primeira semana de blog foi uma montanha-russa. Uma noite, depois de um dia longo de trabalho, sentei na escrivaninha com minha caneca de chá de camomila – aquela de estampa floral que eu adoro – e o notebook à minha frente. Ao meu redor, só o silêncio suave do final da noite. Mas dentro de mim, um turbilhão: o coração batia rápido, as mãos tremiam e a cabeça não parava de pensar ‘o que eu estou fazendo?’. Eu havia preparado algumas ideias, rabiscado assuntos no caderno, mas quando comecei a digitar, a mão travou.
Veio aquele pensamento agudo: ‘Será que alguém vai ler isso? Será que faz sentido o que estou escrevendo?’. Eu confesso que uma pontinha de medo apareceu. Ficar sozinha escrevendo naquele momento me fez sentir vulnerável. Cheguei a pensar em desistir algumas vezes.
Olhei para o relógio: já passava das dez da noite, e eu ainda estava ali, correndo os olhos sobre um texto que, na verdade, ainda não tinha cor. Respirei fundo. Lembrei do que a Alice havia me falado no almoço e sorri sozinha: “Caramba, olha quanta besteira a minha mente inventa!”. Naquele instante, decidi pisar fundo: não iria deixar essas inseguranças vencerem. Pus uma música calma, fechei os olhos e recitei para mim mesma: “Eu sou capaz, eu posso fazer isso”. Foi esse pequeno diálogo interno que me convenceu a continuar.
Eu me recordo de cada detalhe daquela noite. A sala estava silenciosa: apenas o suave ronronar do ventilador ao fundo e o brilho frio do monitor iluminando meu rosto ansioso. Até o cheiro do chá de camomila começou a desaparecer enquanto eu ficava parada, pensando em como começar. O ponteiro do relógio na parede movia-se lentamente, e cada segundo parecia demorar uma eternidade. Tentei dar mais um gole no chá para aliviar a tensão, mas o líquido amarelado já havia esfriado demais para ter gosto. Até as folhas do caderno que estava aberto ao lado do notebook pareciam impacientes: rabiscos confusos e desenhos de flores amassadas mostravam minhas dúvidas até naquele papel. Por um instante, olhei pela janela e vi que a lua brilhava lá no céu noturno, lembrando-me de que era madrugada. Em silêncio, emendei alguns rabiscos tentando desenhar ideias, mas a mão voltava a tremer. Levantei-me um pouco para alongar as costas e tentei espantar aquele frio na barriga pisando mais firme no chão gelado do quarto. Voltei e sentei de novo, determinada a enfrentar o parágrafo em branco. Mas o coração continuava batendo tão rápido que parecia querer sair pela boca.
Naquele momento, cada pequena sombra no cômodo parecia aumentar minhas inseguranças. Até os pensamentos bagunçados na minha cabeça ressoavam alto: “E se ninguém der atenção? E se eu não souber explicar direito? E se eu fizer papel de boba?” Eu me flagrei retrucando mentalmente com cada medo: “Você é mais que capaz! Vamos lá!” Mas as dúvidas continuavam ecoando, difíceis de dissipar.
Então, respirei fundo mais uma vez e tentei um truque simples: coloquei os pés descalços no chão gelado para me sentir presente. Foi só senti-los lá embaixo que minhas mãos pararam de tremer um pouco. Fiquei uns instantes parada, sentindo a respiração desacelerar. Foi suficiente para eu fechar os olhos por um segundo, me imaginar lá fora, sob o sol, sentindo que nada disso era um bicho de sete cabeças. Quando abri os olhos, senti um pequeno sorriso se formar no canto dos lábios. Pronta para tentar de novo, meus dedos voaram sobre o teclado e começaram a digitar o primeiro parágrafo do meu novo post, com uma sensação de determinação renovada.
Quando finalmente apaguei o último caractere e vi o cursor piscando após o ponto final, senti um misto de alívio e orgulho. Na tela do meu blog, o título do meu primeiro post brilhava sob a luz suave do monitor. Fechei os olhos por um instante, lembrando da coragem que eu acabara de mostrar para mim mesma. Sorri sozinha e até dei um pulinho de alegria – tinha acabado de viver uma pequena grande conquista pessoal. Pela primeira vez naquela semana, consegui dormir tranquila, sem aquele peso no peito. Acordei no dia seguinte com energia renovada e um sorriso no rosto, pronta para continuar. Foi incrível perceber que, só de ter começado, o “monstro” da autossabotagem havia dado lugar a um sentimento de orgulho simples e delicioso.
Dicas Práticas para Vencer a Autossabotagem

Algumas mudanças simples foram fundamentais para mim. Quero compartilhar dicas práticas que experimentei, na esperança de que elas possam ajudar você no dia a dia também:
Anote seus pensamentos. Quando aquela voz negativa aparece, pegue um caderninho e escreva tudo. Tirar o peso da cabeça ajuda a enxergar as ideias com mais clareza.
Estabeleça metas pequenas. Em vez de pensar no blog inteiro, proponha-se escrever só um parágrafo ou trabalhar em um tópico por dia. Isso faz cada passo parecer mais alcançável.
Comemore cada conquista. Pode ser algo simples, mas depois de publicar um post, comemore! Você pode se dar uma colherada extra do seu chocolate favorito ou anotar a vitória em um diário. Pequenas celebrações reforçam sua confiança.
Converse com pessoas de confiança. Compartilhar suas dúvidas com amigas ou familiares tira um peso enorme. Lembro sempre das palavras da Alice nos momentos difíceis.
Pratique a autocompaixão. Fale consigo mesma como falaria com sua melhor amiga. Quando algo der errado, diga: “Tudo bem errar, você está aprendendo”. Isso ajuda a afastar a autocrítica.
Mantenha em mente o seu propósito. De vez em quando releio o motivo pelo qual comecei o blog. Lembrar dos meus sonhos e do porquê de estar fazendo isso me dá força extra para continuar.
Como Coloquei as Dicas em Prática

Eu mesma experimentei uma dessas ideias na prática. Certa vez, decidi escrever apenas um parágrafo por dia, por menor que fosse. No começo, parecia um objetivo bobo, mas me ajudou a começar sem pressão. Quando terminava aquele pedacinho, eu me sentia aliviada e animada. No dia seguinte, escrevi dois parágrafos seguidos sem esforço. Logo percebi que, sem nem perceber, um texto inteiro estava pronto. Foi incrível perceber que, quando dividimos o caminho em passos minúsculos, nenhum objetivo parece tão intimidante.
A cada manhã seguinte, senti que aqueles minutos reservados à escrita viravam parte da minha rotina como escovar os dentes ou tomar café. Recordo-me de uma manhã em que, depois de acordar, preparei meu café com leite e me sentei perto da janela, escrevendo sobre como o céu azul me lembrava de que as possibilidades eram infinitas. Mesmo numa semana corrida, consegui manter o ritmo: um parágrafo por dia feito sob medida para o meu tempo. Com o passar dos dias, comecei a me surpreender: por mais que fossem parágrafos pequenos, as ideias começaram a fluir muito mais facilmente. Não demorou e, de repente, eu tinha montes de frases prontas para serem trabalhadas juntas em postagens completas. Foi incrível perceber que, quando dividimos o caminho em passos minúsculos, nenhum objetivo parece tão intimidante.
Além de escrever um pouco por dia, descobri que manter uma rotina ajudou muito a manter a motivação. Passei a anotar no meu calendário não só os prazos de publicação, mas também pensamentos soltos que surgiam enquanto eu fazia outras coisas. Se eu tivesse uma ideia no meio da aula (sim, até no meio da aula!), anotava rapidamente no celular. Se surgisse uma frase criativa enquanto tomava banho quente, já a repetia mentalmente para não esquecer. A organização tranquila tirava a pressão de ter que lembrar tudo de cabeça. Assim, quando chegava o momento de sentar para escrever, eu já tinha inspiração suficiente anotada para começar sem travar de novo. Essa prática simples fez os dias fluírem melhor e minhas postagens foram ficando cada vez mais frequentes – de um post por semana passei para dois, e às vezes três quando a criatividade estava a mil.
Descobrindo o Poder dos Pequenos Passos e do Feedback Positivo

Com as dicas em ação, começaram a surgir pequenas vitórias que me motivavam cada vez mais. Alguns dias após publicar meu segundo texto, aconteceu algo que eu não esperava: recebi um comentário carinhoso de uma leitora. Eu estava no sofá da sala com uma caneca de chá de baunilha, pronta para relaxar, quando o celular avisou: “Novo comentário no blog”. Meu coração deu um pulo. Abri a mensagem tremendo de emoção: uma menina dizia que se sentia tão insegura quanto eu já me sentira, mas que minhas palavras tinham dado a ela mais confiança. Ela escreveu: “Ada, suas dicas foram um alento nos meus dias difíceis. Obrigada por compartilhar sua história!”.
A Força de um Feedback Positivo
Eu quase chorei de alegria. Naquele momento, senti uma onda enorme de gratidão e orgulho. Alguém que eu nem conhecia disse que minhas palavras realmente importavam! Foi a certeza de que eu estava no caminho certo. A autossabotagem ainda podia tentar aparecer de vez em quando, mas algo em mim havia mudado para sempre. Percebi que nem todos os dias seriam fáceis, mas cada feedback positivo me dava energia para continuar.
A cada comentário desse tipo, sentia como se ganhasse combustível extra no meu foguete rumo aos meus sonhos. Cada pequena vitória me impelia a voar mais alto e manter o blog cada vez melhor.
Corri para contar a novidade para a Alice, que vibrava comigo do outro lado da linha. Aquele comentário não foi apenas um elogio; foi como um sopro de ar fresco na minha motivação. Ao longo da semana, percebi que conseguia dormir melhor e acordava mais animada. Cada vez que olhava para as estatísticas do blog e via que o número de visitas subia, eu sorria orgulhosa. O feed do Instagram também ganhou uma nova energia: minhas fotos agora vinham acompanhadas de legendas motivadoras que eu escrevia com mais confiança, porque sabia que tinha algo a compartilhar de valor. Percebi que toda a autossabotagem foi ficando para trás, substituída por um sentimento de gratidão e responsabilidade doce. Agora, quando estou na frente do notebook, já não sinto aquele frio na barriga como antes, mas sim uma centelha de felicidade esperando para ser colocada em palavras.
O alcance desse post cresceu mais do que eu esperava. Todos os dias, quando mexia no celular, sempre torcia para ver alguma notificação nova daquele blog que eu estava criando. Depois daquele comentário, passei a olhar as estatísticas com outros olhos. Cada pequena marca de visualização, cada curtida e cada compartilhamento me encheram de orgulho. Me divertia até enviando prints de cada curtida para a minha melhor amiga. Aquilo parecia um troféu silencioso, mostrando que meu esforço realmente importava para alguém. Com o tempo, a autossabotagem foi ficando de lado. Quando um pensamento ruim aparecia, eu pensava rapidamente no carinho daquela leitora e seguia em frente com mais leveza. Às vezes, quando falta a inspiração, releio as mensagens que recebo para lembrar da razão de toda essa caminhada. Cada palavra de apoio me faz sentir capaz de contornar novos bloqueios.
Hoje, perceber o quanto evoluí, cada dia um pouco mais, me deixa emocionada. Miro naquela Ada tímida do começo e não acredito no quanto ela cresceu: de quem quase não tinha coragem pra escrever algumas linhas, a quem agora se sente à vontade para bater um papo com você pelo blog. E sabe de uma coisa? Isso só aconteceu porque eu decidi persistir mesmo quando duvidava de mim mesma. E é essa mensagem que quero deixar para você, leitora: nós somos capazes de muito mais do que imaginamos.
Você sabia que, no começo, nem eu mesma tinha grandes expectativas? Se o blog recebesse uma visita por dia, já comemorava. Com o tempo, a cada mensagem de leitoras dizendo que minhas histórias as ajudaram ou fizeram companhia, eu sentia uma alegria imensa. Nunca imaginei viver esse momento de receber comentários carinhosos e saber que estou realmente fazendo diferença, só por ser eu mesma. Essa troca real, entre o que eu compartilho e o que você lê, é o que dá verdadeiro sentido a tudo.
Então lembre-se: cada pequena vitória, cada nova amiga que chega aqui, cada passo adiante nos fortalece e nos torna mais sábias. Continue seguindo em frente, compartilhe suas histórias e vamos juntas transformar dúvidas em motivação. Afinal, estamos todas nesse barco, e sua experiência importa demais para mim. Estou ansiosa para ler o que você tem a contar.
Voando Cada Vez Mais Alto

Ao olhar para trás, vejo o quanto cresci superando cada pedacinho de autossabotagem. Cada obstáculo que enfrentei me fez aprender algo valioso. Entendi que cada tropeço e erro só me deixou mais experiente e confiante para a próxima tentativa. Acredite, cada desafio vencido tornou a Ada mais sábia e forte, e a mesma coisa acontece com você. Então lembre-se: cada pequeno passo que você der, seja difícil ou não, é motivo para comemorar. Você também pode escrever a sua história de superação.
Às vezes, porém, ainda aparece aquela vozinha questionadora: ‘Você realmente merece isso?’. Em um fim de semana desses, cheguei a pensar em desistir de novo. Abri o blog no celular e vi que algumas postagens tinham poucas visitas – na verdade, naquele dia só eu e a Alice tínhamos lido cada texto. Aquele frio na barriga voltou, mas então eu fiz algo simples: respirei fundo e lembrei de onde comecei. Pensei em cada noite de folga que usei para escrever, em cada xícara de café que tomei enquanto rabiscava ideias, em cada conversa inspiradora com amigas. Lembrei de todo o esforço dedicado, e então percebi que até mesmo os dias de silêncio são parte da jornada rumo a algo maior.
Com essa certeza reconfortante de que tudo vale a pena quando estamos crescendo, voltei ao teclado com o coração tranquilo e a convicção de que estou no caminho certo. Obrigada por estar aqui, por ler até o fim e por fazer parte dessa história comigo. Está pronta para dar o próximo passo? Se este texto te tocou de alguma forma, volte aqui para deixar um comentário ou compartilhe também com quem precisa ouvir.
Estou com você nessa jornada. Vamos juntas celebrar cada pequena vitória e aprender com cada desafio. Compartilhe suas experiências nos comentários – sua voz é importante e pode inspirar muitas outras. Até o próximo post!





