Você já se pegou pensando “E se eu fracassar?” antes de começar algo novo? Eu também já passei por isso, amiga. Sentada na minha cadeira, de frente para o computador branco com canecas floridas ao redor, meu coração disparava só de imaginar o pior. Mas deixe eu te contar uma coisa: foi nessas horas de medo que descobri algo incrível.
Sou Ada de Azevedo, tenho 24 anos e crio conteúdo de forma superautêntica. Sei como é comum sentirmos aquele friozinho na barriga. Às vezes, o quarto fica silencioso demais, só ouvindo o barulho do ventilador, enquanto nossa cabeça ensaia mil cenários ruins. Mas descobri que cada erro carrega uma lição valiosa. Quando entendi isso, parei de me culpar e comecei a agir com mais confiança. Errar faz parte do caminho!
O medo do fracasso e da incerteza

Aquela sensação inicial de insegurança bate forte. Quando decidimos tentar algo novo, logo surge na cabeça aquela pergunta: “E se der tudo errado?”. O corpo estremece, a respiração fica curta. Eu lembro de tantas vezes em que meu coração parecia pronto para saltar pela boca só de pensar nisso. Foi assim, por exemplo, no primeiro dia de faculdade, na minha primeira entrevista de emprego e até quando fui tentar aprender a dançar uma coreografia nova. Em cada momento assim, senti aquele aperto no peito dizendo “calma, Ada”. Mas hoje percebo que esse aperto era um sinal: algo importante ia acontecer.
Na verdade, eu descobri que esse frio na barriga é o nosso corpo dizendo que algo novo e grandioso está prestes a acontecer. Sempre que esse medo aparecia, eu tentava encará-lo de outra forma: em vez de tentar correr para longe, eu respirava fundo e dizia pra mim mesma “Vamos lá, Ada, você consegue”. Aos poucos, o medo foi ficando menor. Ele virou um lembrete de que eu estava crescendo. Cada vez que ele se dissipava, eu crescia um pouquinho. Quando entendi isso, não quis mais parar de tentar.
Cada erro carrega uma lição
Com o tempo, descobri que, quando erramos, estamos recebendo um presente: a oportunidade de aprender algo novo. Descobri que errar é como aprender a andar de bicicleta: a gente cai, mas é caindo que aprende a manter o equilíbrio. Antes, eu gastava energia me culpando. Agora, começo todo desafio já sabendo que posso errar, e tudo bem. Assim, eu me sinto livre para tentar de novo com leveza. Cada novo erro virou um degrau escondido que me levou para cima. Em vez de vergonha, passei a sentir orgulho de cada tropeço, porque significava que eu estava me permitindo crescer. Cada ensinamento desses me fez lembrar que minha jornada é única e que cada experiência é um capítulo importante da minha história. Quantas vezes somos aprendizes antes de sermos mestres? Sempre que sinto medo de errar, repito pra mim: “Vai, Ada, você consegue!” e isso me dá a força necessária para seguir em frente.
Minhas experiências reais de fracassos e aprendizados

O vídeo que ninguém assistiu
Lembro do dia em que gravei meu primeiro vídeo para o canal. Meu computador cor-de-rosa estava no colo, eu tinha anotado tudo num caderno azul cheio de estrelinhas, a luz amarela do lampadário iluminava meu rosto, e eu ria enquanto contava a história que tanto queria compartilhar. Publiquei o vídeo com o coração na mão, ansiosa. Mas, para minha decepção, vieram só algumas visualizações e nenhum comentário. Naquele instante, senti uma pontada forte no peito. Meus olhos marejaram de tristeza. Me senti tão pequena, como se estivesse em meio a pessoas que sabiam exatamente o que faziam, menos eu. Tive vontade de chorar de desânimo e pensei seriamente em desistir antes mesmo de começar de verdade.
Mas respirei fundo e lembrei de algo: até os criadores mais famosos começaram do zero e erraram bastante no começo. Então sentei, olhei pro vídeo uma vez mais, e decidi analisar calmamente o que eu poderia melhorar. Anotei na minha cabeça cada detalhe: talvez meu texto não estava claro, eu podia sorrir mais ou falar devagar. Percebi que estava muito nervosa diante da câmera. Anotei no meu caderninho pontos como “sorrir mais”, “olhar direto pra câmera” e “ser eu mesma sem tanto roteiro”. Isso me deu um plano para uma segunda tentativa, agora com gentileza comigo mesma.
No dia seguinte, regravei tudo de novo. Desta vez era um dia ensolarado de tarde, o computador colorido estava ligado e havia um pano amarelo claro no fundo. Antes de começar, respirei fundo e sorri de verdade, como se estivesse falando com uma amiga querida. Contei a história de forma simples, como se estivéssemos conversando ao vivo. Quando terminei de editar e publiquei novamente, meu coração estava disparado. Sentei mexendo nos dedos enquanto esperava as reações. Aos poucos, começaram a aparecer comentários carinhosos dizendo que o vídeo era autêntico e inspirador. As visualizações subiram mais rápido. Até recebi algumas mensagens de amigas elogiando o vídeo sem eu nem pedir.
Foi aí que pensei “Nossa, sério que deu certo?” e senti um alívio enorme. Percebi que, às vezes, a primeira tentativa não dá tão certo, mas é ajustando os detalhes e persistindo que conseguimos surpreender até a nós mesmas. Ver aquele vídeo finalmente agradando foi como ganhar medalha de coragem: Eu tinha conseguido me reinventar com o mesmo material de antes. Me senti orgulhosa de não ter desistido no primeiro erro.
A meta de acordar cedo

Outro dia que ensinou muito foi quando decidi mudar um hábito antigo: começar a acordar às 6h da manhã para treinar e trabalhar melhor. No primeiro dia, levantei às 5h30, totalmente sonolenta. Meu despertador tocou, e pela primeira vez na vida abri os olhos, mas logo pensei “Ah, só mais cinco minutinhos…” e voltei a dormir. Quando finalmente abri os olhos bem tarde, já havia perdido a manhã inteira de treino. Me senti frustrada e culpada por ter desperdiçado a chance. Pensei comigo mesma que talvez acordar cedo não era pra mim, que meu corpo gostava mesmo era do cobertor quentinho.
No dia seguinte, tentei de novo, dessa vez usando algumas estratégias: deixei meu celular longe da cama e um copo de água ao lado. Mesmo assim, quando o despertador tocou, meu cérebro me contou a mesma história de novo: “só mais cinco minutinhos”. Eu quasi brinquei comigo mesma, imaginando o cobertor fofo como um ursinho gigante segurando forte minhas pernas. Mas então tive uma intuição: percebi que, se não dormisse melhor, nunca ia vencer a preguiça da manhã. Resolvi fazer algo diferente: naquela noite, coloquei o celular para carregar do outro lado do quarto, apaguei todas as luzes do celular e acendi apenas um abajur com luz bem suave (aquela luz azul que lembra madrugada). Fui para a cama cedinho, e li uma historinha leve para relaxar.
Nos dias seguintes, fui ajustando a rotina passo a passo. Antes de dormir, tomava um chá calmante e deitava sentindo o cheiro das travessas frescas da cozinha. Assim, fui notando uma mágica: cada dia eu estava ficando mais fácil de acordar. Meu corpo começava a se acostumar à ideia. E em uma manhã, acordei naturalmente alguns minutos antes do alarme, com o sol bem fraquinho entrando pela janela. Tive até um sorriso no rosto, sentindo que estava verdadeiramente descansada.
Finalmente, no quinto dia, consegui levantar sem apertar soneca. A sensação foi incrível: senti o vento fresco batendo no meu rosto assim que comecei a correr pela rua. Cada músculo do meu corpo reagia, como se acordasse junto comigo. Naquela manhã, me senti premiada – cada passo da corrida parecia uma comemoração silenciosa de ter vencido a minha própria preguiça. Voltei pra casa com o coração leve. Abri a porta e dei uma espreguiçada longa, me parabenizando no espelho por ter persistido. Eu finalmente entendi que aquele tropeço matinal não foi em vão: cada erro (apertar soneca) estava me ensinando a ajustar a rotina gradualmente. Descobri que mudar hábito leva tempo, paciência – e aprendizados que só vêm errando.
O bolo queimado da tarde de domingo

Então, tem aquela típica cena de domingo: sol brilhando pela janela, um dia perfeito para cozinhar. Num desses domingos, decidi fazer meu bolo de cenoura favorito. Minha cozinha estava cheia de detalhes felizes: panelas coloridas, um avental laranja que usei – quando misturava a massa, coloquei uma música suave, e até dançava de leve na cozinha. Tinha tudo pronto: o caderno de receitas cor-de-rosa aberto na bancada, cada ingrediente separado (cenouras raladas, ovos, café solúvel para dar um toque especial). O cheirinho de chocolate começava a tomar conta da casa enquanto o forno assava o bolo no fundo. Eu fui arrumando algumas coisas na sala, achando que só iria demorar mais alguns minutinhos.
De repente, um cheiro forte de queimado invadiu o ar. Corri para a cozinha e abri o forno – o meu coração quase saiu pela boca! O topo do bolo estava todo marrom escuro, quase preto, e uma fumaça leve ainda saia. “Ah não, estraguei tudo!” pensei na hora. Meu peito apertou e senti minhas mãos suarem. Foi como se meu projeto de domingo tivesse desmoronado de repente. Por um segundo fiquei paralisada olhando, incapaz de acreditar naquilo. As lágrimas ameaçaram aparecer, mas respirei fundo antes de me desesperar. Eu sabia que me desesperar não iria consertar nada.
Peguei o bolo com cuidado. Vi que o centro dele ainda estava fofinho. Respirei fundo e tomei uma decisão: não ia jogar tudo fora. Com uma faca grande, cortei cuidadosamente a parte queimada, que estava dura demais para comer. Percebi que, por dentro, o bolo ainda estava macio e quentinho. Imediatamente preparei minha calda de chocolate caseira (aquela receita secreta no meu caderno rosa), e despejei sobre o bolo cortado, cobrindo as imperfeições. Quando minha família veio para a sala e sentiu o cheiro doce, ninguém sequer notou o que havia acontecido. Eu dei um pedacinho de bolo queimado ao meu pai às escondidas e ele elogiou, me dando uma piscadinha.
Ao provar o primeiro pedaço, senti uma surpresa boa: estava gostoso do mesmo jeito – macio e com sabor intenso de chocolate. Sorri baixinho, aliviada. A parte mais dura e queimada ficou de fora, e o resto do bolo era uma delícia. Naquele momento, percebi o que aquele bolo me ensinou: nem tudo está perdido só porque algo deu errado. Às vezes, basta cortar a parte ruim e seguir com o restante. Quem diria que um simples bolo queimado me faria rir de mim mesma e ver a vida de outra forma? Ali, entre risos sobre meu “bolo resiliente”, entendi que seguir tentando é mais importante do que achar que falhar é o fim. Se um bolo errado ainda pode virar um lanche gostoso, imagine as surpresas que o nosso futuro guarda quando a gente insiste em melhorar em vez de desistir.
Dicas práticas para aprender com os erros no dia a dia

Por tudo isso que contei, selecionei algumas dicas que costumo usar sempre que erro em algo. Elas são simples e você pode começar hoje mesmo, sem precisar gastar nada.
Pare e respire: Quando algo não sai como você esperava, respire fundo antes de reagir. Isso ajuda a acalmar o coração e a pensar melhor sobre o que fazer em seguida.
Pergunte-se o que aprendeu: Em vez de se culpar, pergunte: “O que isso está querendo me ensinar?”. Se transformarmos cada erro em informação, ficamos mais preparadas para a próxima vez.
Anote seus aprendizados: Mantenha um caderninho (ou nota no celular) onde você registra o que funcionou ou não. Escrever nos ajuda a lembrar de não cometer o mesmo erro de novo.
Divida o desafio em passos menores: Se um objetivo grande está dando errado, tente quebrá-lo em metas pequenininhas. Cada vez que você completar um passinho, vai ganhando confiança para seguir o próximo.
Visualize seu sucesso: Antes de tentar de novo, feche os olhos um minuto e imagine a cena boa de dar certo. Pensar em você sorrindo com o resultado ajuda a deixar o medo de lado e a clarear a mente.
Seja gentil consigo mesma: Erros acontecem com todo mundo. Em vez de se punir, trate-se com carinho. Diga: “Tudo bem, eu aprendo isso hoje”. Com calma e abraço no coração, fica bem mais fácil levantar.
Planeje o próximo passo: Depois de refletir no que aprendeu, trace uma ação concreta para ir adiante. Um mini-roteiro, algo tipo “amanhã vou tentar X”, dá motivação e organiza as ideias.
Comemore cada conquista: Cada pequeno avanço merece ser celebrado. Conseguiu corrigir um erro? Aplauda isso! Celebre com um sorriso ou um agrado pra você mesma. Ver suas próprias vitórias (mesmo pequenas) dá aquele gás para continuar.
Compartilhe e peça apoio: Você não precisa enfrentar tudo sozinha. Conversar sobre seus erros com amigas ou familiares de confiança pode aliviar o peso. Às vezes, ouvir outra pessoa que também já fracassou e superou dá novas ideias e força extra para tentar de novo.
Descanse e se cuide: Se um erro te deixou exausta ou chateada, dê um tempo. Tome um chá, ouça sua música favorita, faça algo que te faça bem. Um breve descanso ajuda a clarear a mente e recarregar as energias para voltar com tudo.
Aceite que você é humana: Lembre-se: todo mundo erra. Em vez de ficar brava consigo mesma, permita-se até rir da situação. Cada erro é um lembrete de que estamos aprendendo e crescendo.
Use essas dicas simples no seu dia a dia. Elas custam zero e podem fazer a diferença quando você errar.
Por que sou grata pelos meus erros mais difíceis

Agora entendo que cada obstáculo que vivi me faz agradecer. Olhando para trás, vejo quantos momentos difíceis eu venci e como cada erro me conduziu para algo maior. Não trocaria nada do que vivi, porque aprendi muito com cada queda. Sabe, eu sinto uma gratidão infinita por cada pequena queda, pois sem elas eu não seria quem sou agora. Cada vez que me levanto mais forte de um erro, descubro uma parte nova de mim: uma Ada mais corajosa e criativa.
Por exemplo, sem aquele vídeo que ninguém assistiu, talvez eu não teria aprendido a ser tão autêntica na câmera. Sem as manhãs em que peguei pesado demais no “soneca”, talvez eu não saberia como ajeitar minha rotina de forma mais gentil comigo mesma. E mesmo aquele bolo queimado me ensinou a não desistir tão fácil, a buscar novas soluções de improvável. A cada falha, encontrei um caminho alternativo que eu nem sabia que existia.
Cada vez que eu caí, levantei-me mais forte. Cada vez que errei, descobri algo novo. Foi assim que entendi: somos aprendizes antes de sermos mestres. Hoje, olho para minhas falhas com orgulho e afeto, porque nelas encontro as marcas do meu crescimento. Além disso, cada falha me ensinou a ser mais criativa: a procurar jeitos diferentes e até toques únicos de criatividade em tudo que faço. Agora, sempre que algo não sai como o esperado, digo pra mim mesma “Isso já aconteceu antes, e eu superei”. Essa certeza virou uma amiga que me dá ainda mais força para seguir.
É por tudo isso que hoje agradeço pelos meus erros mais difíceis. Eles provaram que sou capaz de superar os desafios mais duros e me mostraram caminhos que eu nem sabia que existiam. Graças a eles, eu continuo aprendendo todo dia.
Amiga, espero que lendo estas histórias você lembre que não está sozinha nessa jornada. Cada uma de nós já sentiu aquele friozinho na barriga e já vacilou em alguma tarefa. Se hoje você está enfrentando um fracasso ou um erro difícil, respire fundo e lembre: há uma lição preciosa escondida ali, só esperando para ser descoberta por você. Cada tropeço é um passo adiante disfarçado – você já provou para si mesma várias vezes o quanto é capaz.
Quero que guarde cada história deste texto no coração e lembre: você também já venceu desafios e se tornou uma versão ainda mais forte de si mesma. Nunca duvide da sua força, porque ela mora aí dentro, mesmo quando o medo grita mais alto. Nós duas estamos juntas nessa jornada de aprendizados e vitórias. Eu acredito em você!
Muito obrigada por ter me acompanhado até aqui. Agora quero saber de você: qual foi o erro que mais ensinou algo importante na sua vida? Deixe aqui nos comentários e vamos inspirar umas às outras com nossas histórias. Lembre-se sempre: você é capaz de transformar qualquer erro em sucesso. Estou aqui, torcendo por você. Juntas somos mais fortes! ❤️





