Oi, amiga querida! Eu sou a Ada e hoje quero conversar com você sobre algo que me consumiu por muito tempo. Você já sentiu aquele frio na barriga só de pensar em não conseguir realizar seus sonhos? Eu também já. Para mim, o meu maior medo era exatamente esse: sentir o peso de querer algo de verdade e não chegar nem perto de conquistar. Às vezes, ele aparecia como um sussurro de insegurança quando eu desenhava no meu caderno o que gostaria de ser no futuro. Outras vezes, ele me invadia no meio da noite e me despertava, fazendo o coração disparar com mil “e se” em sequência.
Além disso, eu observava nas redes sociais aquelas pessoas que pareciam ter tudo planejado: formadas, viajando, felizes. Pensava que elas não tinham medo de nada. Muitas vezes me comparava e sentia que algo em mim faltava. Eu caía na armadilha de acreditar que elas tinham uma chave secreta e eu não. Isso só aumentava o medo, porque achava que nunca teria a mesma sorte. Era como se um filme de terror rodasse na minha mente, onde eu era a protagonista que fracassava, enquanto o mundo continuava girando feliz.
Lembro-me de tardes ensolaradas no meu quarto, rodeada de pôsteres dos meus sonhos, livros espalhados na cama e corações desenhados no meu caderno. Eu passava horas olhando um quadro de inspirações que fiz na parede, tudo recortado de revistas: lugares que sonhava visitar, palavras de motivação, fotos de pessoas felizes realizando sonhos parecidos com os que eu imaginava. Mas lá no fundo, tinha um nó na garganta que me dizia: “E se eu não conseguir?” Você também já sentiu isso? De repente todo aquele cenário lindo parecia escurecer, e a única coisa que eu conseguia enxergar era o medo.
Meu Medo de Não Alcançar Sonhos

Eu sei, é terrível quando esse medo se instala na nossa cabeça. Para mim, ele era como uma sombra que espreitava cada vez que eu começava a sonhar grande. Imagina só: eu sempre quis escrever um livro de verdade, ou tocar violão na frente de um palco iluminado. Mas assim que esses pensamentos surgiam, o frio na barriga também vinha, fazendo meu coração acelerar.
As imagens do fracasso vinham à tona. Eu pensava em mim mesma, sentada no chão do meu quarto, chorando porque não tinha sido boa o suficiente. Era uma cena cinza, como num dia de chuva pesada. Meu quarto ficava escuro, só o som da chuva batendo na janela e a minha ansiedade me dizendo para desistir. Nessas horas, eu queria correr para debaixo dos cobertores e fingir que nada daquilo importava.
Eu me sentia até sufocada em dias assim. Era como se eu tivesse um elefante sentado no meu peito, me impedindo de respirar fundo. Eu andava devagar, cheia de medo de levantar a cabeça, pensando em todo mundo me olhando e me julgando. Às vezes o pânico vinha do nada, me fazendo suar frio e palpitar o coração quando lembrava das minhas metas. Nessas horas, até as tarefas mais simples pareciam montanhas impossíveis de escalar.
Mas você sabe o que era mais estranho? Quanto mais eu pensava nessas cenas, mais sentia que aquele medo tinha vida própria. Parecia uma amiga chata, sussurrando no meu ouvido que eu não conseguiria. Você já teve essa vozinha chata falando “você não é capaz” no fundo da mente? Ela era implacável comigo. Eu confesso que cheguei a pensar que era normal ter um medinho assim, porque todo mundo sente, né? Mas, pouco a pouco, comecei a perceber que tinha algo de errado nessa história.
Como Percebi que Meu Medo Não Existia

A verdade é que o medo, do jeito que a gente sente, não é algo concreto, não é um fantasminha real que vai entrar na nossa casa e roubar nossos sonhos. Ele existe na nossa mente, nas nossas emoções. E foi aos poucos que percebi isso.
O teste da apresentação
Tudo começou numa tarde de primavera. Eu tinha preparado uma apresentação para a faculdade, com slides falando dos meus sonhos e dificuldades. A sala estava iluminada pelo sol de fim de tarde e todo mundo me observava atenta. Eu tremia por dentro, mas de repente bateu uma curiosidade: e se, por um segundo, eu fingisse que aquele medo não existisse? Respirei fundo, olhei nos olhos dos meus colegas e comecei a falar. No começo a voz saía meio trêmula, mas a cada frase eu sentia a minha confiança crescendo. A sala ficou tão silenciosa que só dava para ouvir minha própria respiração, que parecia ecoar mais forte no peito. A apresentação fluiu, meus lábios formaram um sorriso aliviado, e, quando terminei, recebi aplausos espontâneos. A sensação de vitória foi intensa e um alívio quentinho encheu meu peito. Saí daquela sala me sentindo leve, como se uma nova Ada tivesse nascido.
Um jantar cheio de música
A partir daquele dia, comecei a notar outras situações assim. Sabe aquele medo de se expor? Eu mesma, quando era adolescente, tinha pavor de tocar violão na frente das pessoas. Mas um dia me desafiei a tocar a minha música preferida para a minha família durante um jantar. Meu coração batia forte, mas encarei as notas uma de cada vez. Errei algum acorde aqui e ali e até ri de mim mesma no meio da música. Aquela noite foi especial: tínhamos comido lasanha caseira, a cozinha cheirava a manjericão, e a luz pendia baixa, criando uma atmosfera acolhedora. Senti minha família reunida em amor e apoio, e o medo foi se reduzindo a cada sorriso que recebia. Foi aí que entendi: o meu medo gostava de brincar de esconde-esconde! Ele aparecia quando eu menos esperava, mas toda vez que eu encarava a situação, era como se eu dissesse a ele “agora não”. E assim ele se escondia, dando lugar a uma versão minha mais livre e confiante.
Desafio no estágio
E não foi só em apresentações. Quando comecei a estagiar no meu primeiro emprego, achei que jamais conseguiria lidar com tanta responsabilidade. Todos os dias, no metrô lotado a caminho do trabalho, eu pensava em tudo o que poderia dar errado. Mas a cada tarefa cumprida e cada problema resolvido com calma, eu via que o medo ia ficando pequenininho. O chefe elogiava, o colega agradecia, e a minha confiança se fortalecia. No metrô, a luz neon piscava e eu segurava firme a barra, tentando controlar o nó na garganta. No começo foi difícil, mas percebi que já estava me virando bem. Cada tarefa cumprida era um pequeno triunfo, e ao final do dia eu voltava para casa com um sorriso de orgulho. Foi assim que entendi de vez: aquele medo gigantesco era, na verdade, como fumaça – quando eu parava de dar atenção a ele, ele se dissipava no ar. Cada pequena conquista fazia ele perder força. Percebi que, no fundo, ele só existia porque eu o alimentava. E quando decidi ignorá-lo e seguir em frente, ele sumiu de vez, deixando apenas espaço para a minha autoconfiança florescer.
Desejo Verdadeiro ou Vontade da Emoção?

Às vezes a gente acha que quer uma coisa, mas o que está por trás disso é outra história. Eu mesma já me peguei desejando algo que nem era o meu verdadeiro sonho, mas a pressão das redes sociais, dos amigos e da minha própria insegurança me empurravam para aquela ideia. Você já teve essa sensação? Querer algo tão intenso e depois descobrir que não era bem aquilo que o seu coração buscava?
Vivendo na cidade grande
Lembro de uma fase da minha vida em que eu achava que precisava ter um certo estilo de vida para me sentir feliz. Queria morar sozinha numa cidade grande, viajar todos os finais de semana e postar fotos incríveis. Mas, aos poucos, descobri que, por trás desse sonho, o que eu queria mesmo era me sentir independente e amada. Eu percebi isso quando consegui um emprego remoto e passei a trabalhar de casa. De repente, não era mais o apartamento sozinho nem as viagens que me faziam feliz, era aquela sensação de liberdade e a satisfação de cuidar de mim mesma. Cada nova manhã era mais calma; entendi que eu mesma posso criar a vida que amo, não importa onde esteja.
Aprendendo a me amar
Outra história que me marcou foi a fase em que eu queria muito um amor perfeito. Imaginava que um namorado ideal ia salvar todos os meus dias ruins. Mas depois de alguns relacionamentos, percebi que o que eu realmente queria era aprender a me amar primeiro, para só depois compartilhar a vida com alguém. O medo de ficar sozinha às vezes me fazia buscar companhia no lugar errado, mas no fundo eu queria era segurança emocional e carinho – coisas que eu mesma poderia cultivar em mim antes de encontrar alguém. Quando percebi isso, foi como tirar um peso dos ombros. Entendi que, no fundo, o que eu precisava era de amor-próprio, e não de um príncipe encantado. A ideia de “amor perfeito” perdeu a força, e aquela insegurança foi ficando pequena enquanto eu crescia.
Aprendi, então, que devemos questionar nossos desejos: será que é mesmo o que eu quero, ou é só a emoção me empurrando? Às vezes a ansiedade grita mais alto, fazendo a gente confundir “preciso” com “desejo de verdade”. É normal sentir esses impulsos, mas o segredo é não deixar o medo e a emoção definirem nossa rota. Com calma e auto-observação, a gente descobre o que realmente faz o coração bater mais forte. E aí, minha amiga, todo o medo fica menor, porque o caminho que você traça é realmente seu, alinhado com o que o seu coração deseja de verdade.
Dicas Práticas para Vencer o Medo no Dia a Dia

Liste seus medos e sonhos: Pegue um caderno ou post-it e escreva tudo o que te assusta e tudo o que você quer conquistar. Eu costumo anotar no meu caderno sempre que me sinto travada. Assim, vejo que muitos dos meus medos vêm de crenças e não da realidade. Ao escrever, consigo perceber padrões e sei por onde começar a mudar.
Estabeleça metas pequenas e diárias: Você não precisa conquistar tudo de uma vez. Separe seu grande sonho em passinhos simples. Por exemplo, se seu objetivo é aprender inglês, comece assistindo a vídeos curtos no idioma por alguns minutos ao dia. Eu costumava fazer isso e, com o tempo, vi como essa rotina pequenininha me levava cada vez mais perto do meu objetivo.
Aprenda com cada errinho: Errar não é fraqueza; é parte do processo. Cada vez que eu fracassava, eu anotava a lição aprendida. Isso me ajudava a não ter medo de recomeçar. Quando erramos, aprendemos uma nova forma de fazer melhor da próxima vez. Eu percebi que cada “não” que ouvia só me deixava mais preparada para o próximo desafio.
Busque apoio em quem te entende: Conversar com pessoas que confiam em você dá uma força enorme. Eu compartilhei meus planos com amigas de infância e, sempre que o medo batia, elas lembravam que eu era capaz. Às vezes um simples “você consegue, amiga!” bastava para levantar meu astral e me mostrar que eu não estava sozinha nessa jornada.
Celebre cada vitória, por menor que seja: Não espere só pelo prêmio final. Quando você dá um passo à frente, mesmo que seja pequenininho, comemore! Tome seu café favorito como recompensa, dê um tempo para dançar uma música feliz ou faça algo que você gosta. Eu sempre fazia uma “dança da vitória” depois de cada conquista, e isso me lembrava que estava indo bem. Cada festa que fazemos por nós mesmas faz o medo perder um pouco do poder.
Seja gentil consigo mesma: A autocrítica exagerada só alimenta o medo. Trate-se com carinho, como trataria uma amiga. Se tiver um dia difícil, faça algo que você ama: leia um livro colorido, dê um abraço em alguém querido, vista uma roupa que te faça sentir bem. Eu sempre coloco uma música animada no fim do dia para lembrar que sou humana e que tudo bem ter altos e baixos.
Cuide do seu autocuidado: Reserve um tempinho para você mesma, sem culpa. Tome um banho quente antes de dormir, se esparrame nos travesseiros com uma música suave ou faça um lanchinho gostoso só para comemorar pequenos avanços. Eu, por exemplo, começo o domingo com uma máscara facial caseira e meu pijama favorito. Esses pequenos mimos me lembram que mereço carinho, e fazem o medo dar uma trégua.
Fale para si mesma: Todos os dias, diga uma frase positiva olhando no espelho, como “eu sou capaz” ou “eu mereço o melhor”. Pode parecer bobo, mas essa afirmação fortalece sua coragem. Eu comecei a treinar essa gentileza comigo mesma e vi o medo sorrir de canto enquanto a minha autoconfiança crescia.
Visualize seu sucesso: Antes de dormir, imagine você alcançando seu objetivo. Visualize detalhes como o lugar, as pessoas comemorando e o cheiro da nova conquista. Eu fazia esse exercício simples e, com o tempo, meu cérebro passou a acreditar nisso, deixando cada passo do dia mais fácil.
Não desista: Quando o medo fala alto, parece a maior verdade do mundo, mas lembre-se: ele mente. Eu já perdi a conta de quantas vezes tentei algo e, no final, consegui. Vi muitos planos se concretizar aos poucos. Se algo não deu certo de cara, segure firme. A próxima tentativa pode ser a decisiva.
Mantendo a Motivação e a Alegria

Hoje em dia, eu tiro um tempo todas as manhãs para me conectar com a minha motivação. Logo ao acordar, gosto de abrir as janelas para deixar o sol dourado entrar devagar. Sabe aquela sensação boa quando o céu está bem azul e a casa fica cheia de luz? É um momento simples, mas que me lembra que cada dia novo traz novas oportunidades. Com uma caneca de chá na mão, me sento à mesa da cozinha — às vezes com uma toalha colorida por baixo, outras vezes com um arranjo de flores que pintei sozinha em tons vibrantes de amarelo, laranja e rosa. Essas pequenas coisas me dão uma injeção de cor e confiança para o dia.
Às vezes, quando a manhã fica difícil, eu brinco de uma coragem interativa: ligo meu playlist favorito e danço no meio da sala antes mesmo do café da manhã. Naquele momento, esqueço de todo o resto e só sinto o ritmo alegre me abraçando. Até o meu gato fica curioso e começa a miar como se quisesse brincar. É bobo, mas ajuda muito!
Também gosto de escrever num diário duas coisas que me deixaram feliz antes de dormir. Às vezes é o cheiro do café no dia, outras vezes uma mensagem carinhosa de alguém querido. Essas anotações simples me lembram do quanto já conquistei e deixam o medo de lado.
Antes mesmo de ver o celular, eu escrevo três coisas pelas quais sou grata. Isso me mantém firme e positiva. Hoje pode ser um dia cheio de desafios, mas eu lembro: já enfrentei muito mais antes, e posso encarar hoje também. No final do dia, cada meta que cumpro parece mais um passo na direção dos meus sonhos. E sabe o que é mais especial? Quando a gente olha para trás e vê que deu um passo a mais, isso é uma vitória, amiga. Isso faz a rotina parecer mágica.
E assim, minha amiga, a verdade é que meu medo de não conseguir me deixou mais forte do que eu imaginava. Ele me empurrou para descobrir que eu podia muito mais do que eu achava. Hoje em dia, eu caminho com a certeza de que posso conquistar meus sonhos, mesmo que às vezes eu ainda sinta um frio na barriga antes de começar algo novo. Mas agora sei que esse frio é apenas sinal de que estou vivendo de verdade, não de que estou falhando.
Nunca esqueça: o medo é apenas um capítulo da sua história, não o livro inteiro. Você tem o poder de virar a página. Acredite em mim, amiga, vai dar tudo certo!
Você também pode fazer o mesmo. Acredite em você e nas suas forças, amiga. Cada passo, cada ensinamento, cada esforço vale a pena. Não deixe o medo decidir por você. Construa sua confiança com pequenos atos de coragem, como um tijolinho de cada vez, e logo verá que pode erguer o castelo dos seus sonhos.
Obrigada por estar comigo nessa leitura. Significa muito para mim.
Juntas, somos imbatíveis. Cada passo seu vira inspiração. Lembre-se: não há medo que resista a uma mente determinada. Continue sempre, amiga! Eu tenho muito orgulho de cada uma de vocês.
Gostou de ler sobre a minha história? Quero muito conhecer a sua também! Compartilhe aqui nos comentários o que você aprendeu sobre os seus medos ou me conte uma conquista sua recente. Vamos formar uma corrente de apoio, porque juntas somos mais fortes. Um beijo enorme e um abraço bem apertado em você, sempre!
Fica bem!





