Conviver com picos de calor em Curitiba me fez repensar minha rotina de pele. Em vez de torturar a pele com mil produtos, percebi que o segredo no verão é simplificar. Numa viagem a Manaus, vi minha amiga Débora passar calorão igual a mim – mas com a pele tranquila. Eu, cheia de produtos, acabei com espinhas por usar sabão muito forte. Na prática, aprendi duas coisas: primeiro, limpar com cuidado; depois, proteger direito. Compartilho aqui a rotina simples que deu certo pra mim, passo a passo.
1. Limpeza Suave e Eficaz

No calor, a pele sua mais e fica oleosa fácil. É tentador usar sabão super adstringente, mas isso só piora: a pele fica “repuxando” e, em seguida, reage produzindo ainda mais óleo como defesa. Por isso meu primeiro erro foi usar um sabonete agressivo em Manaus: achei que limpar muito significava pele perfeita. Resultado? Efeito rebote e cravos aparecendo. Hoje sei que o correto é limpar bem sem abusar.
Gel ou espuma gelada, 2 vezes ao dia: uso um gel de limpeza suave de manhã e à noite (já experimentei espumas também). Gosto de fórmulas com niacinamida em baixa concentração, porque regulam a oleosidade sem ressecar. Outro ativo amiga da pele oleosa é o ácido salicílico em concentração baixa: ele age como um “desentupidor” de poros, removendo óleo e células mortas. Isso ajuda a prevenir cravos e espinhas típicos do verão.
Evite sabão muito alcalino: sabonetes comuns (pH entre 8 e 10) desestabilizam a barreira da pele. É como se a pele ficasse “desprotegida” após a limpeza agressiva, voltando a superproduzir óleo. Prefiro géis de limpeza específicos para pele oleosa (ex.: loções em gel da CeraVe ou Bioderma) que limpam sem deixar a sensação de “pele esticada”. Esses géis costumam ter pH balanceado e tensoativos suaves, que removem as impurezas sem derrubar a barreira natural da pele. No meu caso, o Gel de Limpeza da CeraVe (com niacinamida e ceramidas) funciona bem: limpa a oleosidade do dia sem irritar nem ressecar.
Não pule a hidratação leve (se necessário): muitas pessoas com pele oleosa acham que pular hidratante vai reduzir a oleosidade. Na prática, a falta de hidratação pode piorar o rebote e até irritar a pele. Se a sua pele repuxar depois da limpeza, aplique um hidratante leve oil-free após secá-la. Eu uso um gel hidratante à base de água, só nos dias mais secos ou à noite. O importante é repor um pouquinho de umidade que a limpeza retira.
Em resumo, aprendi da forma difícil que menos produtos = menos danos no calor. Deixar a pele limpa, mas não pelando de seca, foi essencial. Como disse a dermatologista Mayara: niacinamida “diminui a produção de sebo, reduzindo cravos e espinhas”. E o ácido salicílico remove o óleo em excesso direto dos poros. Esses ativos fazem parte das fórmulas gentis que uso e ajudam a equilibrar a pele nos dias quentes.
2. Proteção Solar com Benefícios Extras

Sério, nunca subestime o protetor solar – nem em dias nublados. Aprendi com Débora que raios UV atravessam as nuvens, então um dia fresco pode danificar a pele tanto quanto um dia de sol forte. Hoje, o filtro solar é meu passo mais caro de manhã. Não quero agredir a pele com maquiagem pesada, então escolho um protetor multifuncional que resolva tudo de uma vez.
FPS 30 ou acima, amplo espectro: uso diariamente um protetor solar de amplo espectro (protege contra UVA e UVB) com FPS mínimo 30. Para mim, até 50 em dias de sol muito forte ou se vou ficar muito tempo fora. Segundo dermatologistas, esse hábito diário “reduz significativamente o risco de câncer de pele, incluindo melanoma, e evita o envelhecimento precoce” – mas o que me importa mesmo é manter minha pele longe de queimaduras e manchas.
Textura fluida, oil-free ou gel: nada de cremes pesados no calor. Prefiro texturas fluidas ou em gel, oil-free, que dão aquele toque seco sem pesar. Conforme especialistas, pessoas com pele oleosa devem optar por protetores em gel ou sérum oil-free. Isso ajuda a manter o controle do brilho ao longo do dia. Minha amiga Débora, que já superaoi a umidade da Amazônia, recomenda até protetor em pó compacto para retoques – quando o dia é muito difícil, carrego um stick FPS na bolsa para reaplicar.
Protetor com cor = menos maquiagem: a cereja do bolo: protetor solar com cor. Em vez de passar base e depois filtro, escolho um filtro tonalizante. Além de proteger, ele uniformiza o tom da pele e serve como base leve. Isso simplifica tudo: menos passo no espelho e menos chance de derreter na testa suada. Marcas como La Roche-Posay e Vichy têm filtros fluidos com cor, enriquecidos com ativos como niacinamida ou ácido hialurônico. (Mesmo sem lembrar exatamente os nomes, sei que esses produtos continuam me hidratando levemente enquanto protegem.) A niacinamida no protetor, aliada ao filtro, ajuda a combater radicais livres e a manter a pele menos sensibilizada.
Reaplicar quando necessário: não adianta só passar de manhã e esquecer. Em dias de muito suor, repito o protetor a cada 2 horas ou após secar o rosto. No entanto, minha rotina ”Menos é Mais” quer praticidade, então tento me manter em locais frescos ou com sombra e beber água para não suar demais – assim preciso menos repor.
Na prática, este segundo passo de fato foi a mudança que mais me deu paz. Eu costumava esquecer o filtro em casa e só lembrava no carro; quando aplicava, via que ela já não bastava. Agora nunca saio sem. Aprendi pela experiência (e pela bronca de Débora) que mesmo um dia “sem sol” pode causar vermelhidão ou manchas lá na frente. Dr. Paula Albuquerque, da H.F.O.A., reforça: é um mito pensar que não precisamos de protetor em dias nublados – os raios UV continuam lá. Portanto, a cada manhã meu cuidado final é esta camada protetora. Sem pressa, bem 20 minutos antes de sair de casa, para garantir eficácia.
A opção por um produto de uso diário que resolva tudo mostra o poder do “menos é mais”: um filtro com ingredientes antioxidantes ajuda a proteger de danos extras (poluição, luz visível), e a cor incorporada elimina a etapa de base. Não é uma solução milagrosa – você ainda pode ficar oleosa ou precisar de algum retoque – mas deixou minha vida muito mais fácil.
No fim, percebi que menos produtos não significa menos cuidado – pelo contrário, significa usar só o que realmente importa. Minha pele agradeceu a rotina enxuta: como prometido, não houve milagres imediatos nem soluços dramáticos, apenas menos irritações, menos espinhas e a sensação de não estar entupindo o rosto de químicos. Se você está sofrendo com calor intenso e não sabe como acomodar tanta oleosidade e suor, experimente essa filosofia simples. Duas etapas básicas, mas bem-feitas, podem bastar para dar aquela sensação de pele limpa e protegida no dia a dia.
E você, já tentou simplificar sua rotina de verão? Conte aqui nos comentários sua experiência ou dúvida – pode ser sobre limpar, proteger ou qualquer outro truque que tenha funcionado para você nos dias quentes.





