A Coragem de Ser Iniciante: O que aprendi ao começar um novo hobby do zero aos 25 anos.

Em um dia comum, percebi que meus 25 anos não eram barreira para explorar algo novo. Eu, Ada, sempre fui curiosa, mas confesso que sentir aquele frio na barriga ao entrar em uma sala de aula depois de muito tempo me deixava nervosa. Não faltavam amigos dizendo que eu já estava atrasada; alguns até riram da ideia. Por dentro, porém, entendi que aquela era a hora certa para tentar. Minha família apoiou a ideia — ouvi que o mais importante era simplesmente começar. Eu trabalhava em um escritório comum e via colegas treinando novos hobbies nas horas vagas. Me perguntei: por que eu deixei passar tanto tempo sem tentar? Percebi que, se não desse esse primeiro passo, continuaria estagnada em velhos padrões. Decidi então aprender inglês do zero.

Essa decisão simples se tornou uma jornada surpreendente. A verdade é: ser iniciante nunca foi tão libertador. A seguir, compartilho o que descobri errando e aprendendo pelo caminho, e como isso mudou minha visão sobre aprender algo novo em qualquer idade.

Nunca é tarde para começar

Assim que marquei minha primeira aula de inglês, percebi que carregava o velho medo de estar atrasada. Tinha aquela voz interna questionando: “Aos 25 anos? Já não seria hora de saber inglês?”. Mas bastou o primeiro encontro com os colegas para entender que esse pensamento era equivocado. Respirei fundo e decidi que não ia me esconder por medo do que os outros pensassem.

Na segunda aula, reparei em uma colega muito especial: dona Maria, com 87 anos, sentada dedicada à frente da sala. Ela sorria cada vez que acertava um som novo na lição. Eu não pude deixar de pensar: se ela pode, por que eu deveria me sentir atrasada? Essa experiência me ensinou que a coragem não tem idade — cada recomeço cabe em qualquer fase da vida, basta ter disposição. Conversando com os colegas, percebi que cada um vinha com seu próprio medo — e que, desde o primeiro dia, já estávamos aprendendo uns com os outros. Respirei aliviada ao notar que não estava sozinha na vulnerabilidade inicial.

Fui inspirada a viver cada etapa sem pressa: se minha colega de 87 anos ia ali todos os dias, por que eu deixaria o medo segurar meu passo? Aquilo provou, para mim, que nunca há uma idade limite para recomeçar.

Errando e aprendendo todos os dias

Aprender algo novo significa aceitar que os erros vão acontecer. Foi o que pensei quando, logo na terceira aula, tropecei nas palavras. Na tentativa de fazer exercícios em grupo, engasguei e deixei todos tentando me ajudar. Senti vergonha? Sim. Mas foi aí que entendi o primeiro grande aprendizado prático: rir dos próprios erros pode ser o melhor remédio. Não levei tudo tão a sério, e percebi que os colegas me apoiavam em vez de me julgar.

Certa vez, precisei fazer uma apresentação simples em inglês para a turma. Meu coração quase saiu pela boca quando comecei a falar. Esqueci conjugações, troquei ‘beach’ por ‘bitch’ e acabou em risada geral. Poderia ter ficado vermelha de vergonha, mas em vez disso aceitei a gargalhada dos colegas e, no final, todos deram aplausos pela coragem de tentar. Esse momento me mostrou que o erro não é um obstáculo imenso: é apenas mais um passo para acertar na próxima. Hoje, sempre que aprendo uma palavra nova sem tropeços na aula, sou capaz de seguir em frente.

Nos meus dias de estudo em casa, cada pequeno erro virou prática. Quando errava ao pronunciar uma frase, passei a gravar minha voz no telefone e ouvir depois, corrigindo o que precisava. Quando confundia as regências em português ao traduzir para o inglês, fazia exercícios extras. Ou seja, coloquei em prática o que eu ainda não conseguia. A recompensa veio aos poucos: hoje consigo ler em voz alta sem travar, falo sobre minha semana mesmo com erros, e o melhor de tudo — aprendi a não me intimidar com meus erros e seguir em frente com confiança.

Fora da aula, decidi usar qualquer oportunidade real para praticar. Numa tarde pedi um café em inglês no supermercado e acabei dizendo ‘coffee’ quando deveria ter pedido ‘café’, fazendo as pessoas ao redor rirem. Ao perceber meu erro, pedi desculpas e agradeci pela correção imediata. Aqueles momentos mostraram que cada situação do cotidiano pode virar uma lição de verdade e que praticar fora da sala era tão importante quanto os erros em aula. Por exemplo, numa aula prática de conversação, tentei contar uma piada em inglês. Confundi o sentido das palavras e acabei contando algo sem graça, mas todo mundo riu junto. Foi outro aprendizado: percebi que até o ridículo se transformava em aprendizado, o que tornava mais leve a vontade de tentar de novo, sem medo de parecer boba.

Todo dia, antes de dormir, eu revisava todas as novas palavras e frases em um caderno especial. Essa rotina simples me deu mais segurança e mostrou que eu podia aprender até deitada na cama, transformando a vergonha inicial em motivação para seguir tentando. Essas estratégias mostraram a mim que, mesmo fora da sala de aula, eu estava sempre aprendendo — errando, corrigindo e avançando um pouco mais a cada dia.

Descobrindo novos horizontes

Ao me permitir ser iniciante, outras surpresas incríveis apareceram. Primeiro, descobri uma humildade prazerosa: aceitei que eu não sabia tudo e, com isso, me abri para aprender em vez de fingir que já sabia. Não foi como fracassar — foi mais como desbloquear um mundo de curiosidade. Cada nova palavra que aprendia me lembrava como tudo parecia mágico quando eu era criança, quando podíamos errar sem culpa. Lembrei do quanto éramos livres para errar quando pequenos, e aquela aula me fazia reviver essa sensação de descoberta contínua.

Além disso, percebi que todo especialista já foi iniciante um dia. Pensar nos meus mestres de inglês me deu energia positiva: até aquele professor que traduz com facilidade trava-línguas complicados na segunda língua também já cometeu gafes em sala de aula. Saber que existe um aprendizado contínuo por trás de quem “sabe mais” me tirou um peso das costas. Nessas conversas, até descobri que alguns colegas já tinham histórias engraçadas de quando começaram uma atividade. Era impressionante como compartilhávamos risos e aprendizados — essas histórias aliviaram qualquer vergonha que eu sentia em começar do zero. O simples ato de perceber que todos tinham uma história parecida fez surgir confiança em mim mesma.

Aprender inglês foi só o começo: essa coragem de ser iniciante se espalhou para outros cantos da minha vida. Comprei um violão porque sempre quis tocar, mas deixava para depois achando que não conseguiria. Finalmente, comecei a dedilhar algumas cordas. Meu primeiro acorde saiu desafinado — o vizinho do lado até percebeu. Mas logo tratei de aprender um acorde de cada vez. Hoje toco uma musiquinha simples para os amigos, mesmo que esteja longe da perfeição. Cada pequeno progresso nesses novos hobbies virou motivo de orgulho e me manteve motivada.

Ainda motivada por esses primeiros progressos, me desafiei a fazer algo completamente diferente: me matriculei numa aula de dança de salão. No primeiro dia, fui tão desajeitada que tropecei, pisei no pé do meu par e quase caí no chão. Preferi rir de mim mesma, mas no fim da aula saí sozinha com um sorriso. Percebi que cada novo passo que eu aprendia tinha a mesma emoção de pegar um acorde ou entender uma frase em inglês. Essas experiências me mostraram que os hobbies têm muito em comum: o orgulho de aprender algo que antes parecia impossível.

Notei também algo curioso: essa jornada de iniciante me deixou mais empática. Quando vejo outras pessoas começando um hobby novo, automaticamente me disponho a ajudar — ou pelo menos torcer para que deem certo. Agora, se alguém se confunde durante uma aula, sou a primeira a oferecer um sorriso e apoio. Sinto que me tornei amiga dos novatos porque sei bem como eles se sentem: aquela mistura de animação e medo ao mesmo tempo.

Dicas práticas para iniciantes

  • Estabeleça metas pequenas: Quando comecei, não colocava pressão alta em saber inglês fluente em meses. Minhas metas eram simples: decorar cinco palavras novas por semana ou conseguir cumprimentar alguém numa frase. Focar no próximo pequeno passo me deu sensação de conquista constante.

  • Pratique um pouco todo dia: Reservar 15 minutos diários mudou minha rotina. Em vez de estudar muito de uma vez, eu escutava uma música em inglês enquanto tomava café, lia uma frase do livro favorito antes de dormir, ou tentava conversar com um app de exercícios. Aprender assim, um pedacinho por dia, se tornou um hábito leve e divertido.

  • Não tema os erros: Cada vez que erro uma palavra ou acorde, penso “pelo menos aprendi o que não fazer”. Tento sorrir quando isso acontece. Assim, os erros deixam de ser algo ameaçador e viram parceiros de aprendizado. Depois de ter passado por tantos tropeços, até me sinto quase “colega” de cada dificuldade que enfrento.

  • Busque apoio e divida a experiência: Fui ativa no grupo da turma de inglês e convidei amigos para estudar comigo. Trocar histórias com quem está aprendendo lado a lado motiva demais. Quando compartilhamos um erro bobo e rimos juntos, o peso sai. Converse também com quem já sabe mais – às vezes um conselho simples faz toda a diferença.

  • Comemore cada conquista: Marquei numa agenda cada palavra difícil que passei a saber, cada ritmo de violão que consegui tocar. Revendo essas “pequenas vitórias”, percebo o quanto cresci. Não espere grandes marcos; saiba que aprender até mesmo uma frase nova ou tocar uma música simples já é motivo de comemoração.

  • Tenha paciência: Aprender leva tempo e cada esforço conta no longo prazo. Haverá dias difíceis, e tudo bem dar um passo para trás de vez em quando. Lembre-se de descansar e retomar sem culpa, valorizando todo progresso, por menor que seja.

  • Torne o aprendizado divertido: Use recursos que te motivem. Por exemplo, ouça músicas, veja séries ou jogue games no idioma que está aprendendo. Incorporar o hobby ao lazer faz o estudo parecer menos obrigação e torna o processo mais prazeroso.

Ser iniciante tem sido uma das melhores partes da minha jornada de vida. Não digo que é sempre fácil — existem dias frustrantes em que desisti do inglês ou toquei a mesma nota dez vezes — mas cada passo vale a pena. Sei que você pode ter dúvidas e receios, mas lembre-se: começar de novo é sempre um ato de coragem que pode levar você a lugares incríveis. A verdade é: não há idade limite para começar algo que faz o coração bater mais forte. Aos 25, 87 ou 5 anos, o que importa é a coragem de dar o primeiro passo.

Agora a bola está com você: qual novo hobby você gostaria de começar (ou retomar) hoje? Compartilhe sua experiência nos comentários! Cada um tem seu tempo: o importante é não deixar as oportunidades passarem em silêncio. Se quiser, leia também os relatos dos comentários: compartilhar experiências cria uma corrente de apoio mútuo entre iniciantes, e caso você queira amiga aprender mais sobre esse assunto tenho um artigo que eu falo sobre: A Dieta do Pensamento Quem sabe o próximo grande passo da sua vida não vem da coragem de tentar de novo, sem medo de recomeçar?

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