A Importância de Ter um ‘Hobby’ Fora do Trabalho: O Meu Segredo para o Equilíbrio.

Depois de um dia exaustivo no trabalho, sinto que mereço mais do que voltar direto pra casa e me entupir de cansaço. Foi nesse momento que descobri o valor de ter um hobby fora da rotina profissional. Mal bate 16h, eu e minha melhor amiga Alice já estamos saindo do escritório – depois de um dia estressante de CLT, era tudo o que eu precisava. Paramos na lanchonete ali perto, compramos pão com queijo e presunto de peru defumado (e claro, um bolo gostoso) e vamos para a casa dela. De repente, o clima muda. Entre risadas e conversas bobas, até a minha mãe acaba aparecendo para participar da nossa “celebração da sexta”. Às vezes pensamos que só grandes aventuras ou viagens podem recarregar a gente, mas descobri que até uma tarde simples dessas pode renovar minha energia para a semana inteira. Hoje quero mostrar por que ter um hobby, por menor que pareça, faz toda a diferença no meu equilíbrio e como você também pode encontrar o seu caminho para desestressar e ser mais feliz no dia a dia.

Por que ter um hobby é importante para seu equilíbrio

Ter um hobby fora do trabalho não é luxo – é quase uma necessidade para manter a mente sã e o corpo descansado. Quando passamos o dia imersos nas tarefas do emprego, é fácil ficar sobrecarregado. Na minha experiência, um hobby ajuda a desconectar da rotina profissional e abrir espaço para outras partes da vida. Percebi alguns motivos que fazem um hobby valer cada minuto dedicado a ele:

  • Desacelera a mente cansada: Depois de cumprir metas e enfrentar problemas do dia, precisamos de algo que quebre o ciclo de stress. Para mim, aquele café com a Alice ou crochetar em silêncio tem esse efeito. É como apertar um botão de “pause” na correria.

  • Aumenta a criatividade: Quando eu faço algo totalmente diferente do meu trabalho – seja cozinhar uma receita nova ou tentar desenhar – sinto que preciso pensar de outro jeito. Isso renova meu olhar para as coisas do dia a dia e até me ajuda a resolver problemas do trabalho com mais criatividade.

  • Fortalece laços pessoais: Ter um hobby social, como encontrar a amiga ou ensinar algo novo pra minha mãe, traz mais afeto na rotina. Eu percebi que, nesses momentos, nossas conversas são mais leves e genuínas, porque a mente não está focada nos problemas do escritório.

  • Promove o autocuidado: Muitas vezes, antes de ter esse hábito, eu me sentia culpada por “perder tempo” deixando tarefas de casa ou tarefas adicionais de lado. Hoje, entendo que cuidar de mim mesma também é importante. Me dar o direito de rir à toa, fazer algo que me dê prazer, sem culpa, tornou meus dias mais equilibrados.

Esses pontos são baseados na minha experiência e podem ser válidos para você também. Não estou falando de uma fórmula mágica que vai resolver tudo de repente – mas, para mim, funcionou perceber que pequenas pausas para mim mesma evitam que eu me sinta exausta demais. Com um hobby, aprendi a importância de respirar fora da rotina, mesmo nos dias mais difíceis.

Minha rotina pós-trabalho: um descanso merecido com amigas

Antes de descobrir o poder desse tempo extra, eu chegava em casa acabada toda quarta-feira. Colocava o pijama antes das 19h, comia qualquer coisa na frente da TV e caía no sono rápido demais. No dia seguinte, acordava me sentindo ainda cansado(a). Foi assim que eu percebi o primeiro erro: eu não estava me dando a chance de realmente descansar. Repeti esse ciclo por semanas até um dia pensar: “Eu mereço algo melhor do que continuar assim.”

Foi aí que o hobby entrou na minha vida de forma simples. Saía do trabalho às 16h, não cumpria hora extra, porque por mais complicada que esteja a tarefa do dia, descobrir a vida além do escritório virou prioridade. Combinamos com a Alice de irmos na lanchonete do bairro – um lugar simples, com cheiro de café fresco e pão quentinho. Comprávamos pão francês com queijo derretido, presunto de peru defumado (que, por sinal, é meu favorito) e dividíamos um bolo de fubá. Às vezes minha mãe também aparecia no fim dessa tarde. A casa ficava mais viva; a cozinha, mais bagunçada; e as piadas entre nós, mais verdadeiras.

Nesse ritual, aprendi dois segredos importantes. Primeiro: não preciso esperar pelo fim de semana para recarregar as energias. Cada dia conta. Mesmo que na semana seguinte eu tenha um projeto grande, aquele momento de lazer no fim da tarde me faz voltar para casa com humor renovado. Segundo: estou me tornando mais presente com quem importa. Essas tardes viraram nosso ritual (e a mamãe sempre aparece para dar boas risadas com a gente!). É um hobby de pouco gasto e muita troca, mas que valeu cada minuto.

Aprendizado prático: flexibilidade no hobby

Claro, nem sempre segue o script perfeito. Teve dia em que trabalhei até tarde e cheguei atrasada, com fome e só queria um abraço e cama. Nesses dias, aprendi a flexibilidade: em vez de sentir culpa, combinamos de me encontrar online com a Alice. A gente faz uma videochamada rapidinha enquanto cada uma come algo que tem em casa. Às vezes é só uma conversa despretensiosa de 10 minutos, mas já quebra o dia difícil. Isso me ensinou que hobby nem precisa ser algo grandioso ou muito marcado no calendário. Se não der para sair, inventamos um ritual caseiro – até então aquela ligação virou mais um motivo para rir e contar das novidades. Dessa forma, mantenho o equilíbrio sem pressão.

Outro ajuste que fiz foi adaptar a dinâmica. Em uma quarta, chegou na lanchonete um prato que experimentei pela primeira vez: uma tapioca recheada de queijo coalho com um café gelado. Eu quase recusei algo diferente, mas quem disse que isso não é parte do hobby? Hoje, vario os sabores e experimento novos lugares por ali. Não existe um hobby “certinho” que sirva pra todo mundo; descobri que vale a pena testar modificação no que você gosta. Se pintar vontade de ir num parque em vez da lanchonete, vou para o parque; se em vez de comida quiser só uma caminhada, tudo bem. O importante é o objetivo: me reconectar comigo mesma e com as pessoas queridas.

Errando e aprendendo: lições de um hobby criativo

Além do encontro com a Alice, tinha algo que eu queria há tempo: aprender a mexer as próprias mãos em algo criativo. Decidi, então, me aventurar no crochê. Havia testemunhado tias fazendo aqueles pontos lindos, e parecia mágico transformar um novelo colorido em um cachecol ou um tapete. Erro número um: comprei agulha fina demais achando que assim ficaria lindo. Passei horas tentando, mas só dei nó no fio e me frustrei. Fui dormir chateada.

No dia seguinte pensei: “Será que desisti cedo demais?”. Decidi mudar de abordagem: aprendi errando ao reconhecer que estava tendo expectativas irreais. Como funcionou para mim: comecei com pontos básicos, registros no YouTube de iniciantes mesmo, e um novelo grosso pra dar pra ver melhor o que estava fazendo. O segundo erro foi comparar com minha avó crocheteira. Aprendi que cada um tem seu tempo de aprendizado. Desenrolei o fio com mais calma, respirei fundo, e quanto mais praticava, mais relaxava. O som do fio deslizando e o movimento repetitivo me embalavam.

Hoje meu pequeno hobby de croche é um tempo só meu no fim do dia. Em vez de dormir imediatamente após o jantar, sento no sofá com um chá e o novelo. Nem todo dia produzo algo perfeito (as primeiras amigurumis pareciam mais “monstros de crochê” do que coelhos fofos), mas não importa. O que aprendi aplicando tudo isso: o hobby também aceita limites e falhas. Às vezes não sei a próxima carreira profissional em que meu hobby vai me levar, mas sei que ele me dá paciência e calma. Cada ponto errado é risada comigo mesma, cada pedacinho finalizado é orgulho. E isso transborda no meu dia a dia: percebo que sou mais tolerante no trabalho, porque lembro que não preciso dar o melhor sempre – às vezes estar aprendendo já basta.

Encontrando o hobby certo para você

Cada pessoa é única, então cada hobby pode ser diferente. O que deu certo para mim pode não ser o seu caso – e tudo bem. O segredo é tentar sem pressa. Uma dica que usei foi voltar à infância: o que você gostava de fazer quando era criança? Eu adorava desenhar sem compromisso, então comprei um caderno A4 e fui rabiscando; hoje misturo o desenho com esquemas do trabalho para explicá-lo. Outro caminho é pensar em algo que sempre achou legal, mas nunca teve tempo ou coragem – eu sempre quis saber tocar violão, quem sabe ainda tente um dia? O hobby não precisa ser caro nem exigir muita preparação. Pode ser um simples período de leitura antes de dormir, um sketchbook para esboçar ideias, ou até aprender receitas novas.

Se estiver sem ideia de por onde começar, experimente este exercício simples: faça uma lista curta de coisas que te interessam (mesmo que pareçam bobas). Em seguida, dedique meia hora por dia durante uma semana a uma delas. Anote como se sentiu. Um outro jeito é se juntar com alguém para descobrir juntos: pode ser uma amiga que também está entediada, um grupo de jovens no bairro, até uma comunidade online. Essas interações podem revelar gostos que você nem sabia que tinha.

Lembre-se que não existe hobby “errado”. Se a sua ideia de hobby é chegar em casa e tirar uma soneca sem culpa, ótimo! Quem sou eu para julgar? O importante é você se sentir recarregado. (E sim, já usei essa desculpa umas vezes – durmo 30 minutinhos e acordo outra pessoa! 😄)

  • Explorar gostos antigos: Retome algo que você gostava antes da vida virar rotina, como pintar na infância ou colecionar quadrinhos. Às vezes a paixão está adormecida.

  • Teste sem pressão: Se quiser tentar aulas de dança mas não sabe dançar nada, só vá por diversão. Se errar, ria e continue.

  • Combine com algo que você já faz: Gosto de música? Que tal aprender a tocar uma canção no violão? Ama séries? Que tal escrever curiosidades ou desenhar sobre seus personagens favoritos no tempo livre?

  • Inclua pessoas próximas: Se sua mãe, pai ou amigo(a) gostam de caminhar, convidá-los pode tornar o hobby mais prazeroso. Há dias que minha mãe e eu fazemos alongamentos no quintal ouvindo música brega só para rir um com o outro.

  • Permita-se descansar: Se sentir que está apenas mais exausto fazendo aulas intensas, talvez seu hobby seja algo mais leve. Eu, por exemplo, percebi que não era hora de virar atleta; meu corpo pedia calmaria, então escolhi algo mais relaxante.

Essas ideias são pontos de partida. O mais importante é experimentar até achar. Não precisa acertar de primeira: meu hobby com a Alice surgiu só depois de perceber que dois cafés na semana valiam cada risada, e que vale mais que um final de semana corrido.

Dicas práticas para encaixar o hobby na rotina

Organizar a vida toda em torno de um hobby parece complicado, mas há jeitos de tornar isso mais natural:

  • Reserve um horário fixo: É mais fácil manter um hobby se você anotar no calendário como um compromisso. No meu caso, a gente marcou a quarta-feira pós-trabalho como momento oficial. Assim, quando bateu aquela preguiça, lembrar que “hoje é nosso dia” ajudou a cumprir.

  • Comece devagar: Se prometer duas horas todos os dias, pode se frustrar rápido. Tente 15 ou 30 minutos para sentir como é. Mesmo pouco tempo dedicado de verdade já ajuda você a relaxar. Cresça aos poucos, conforme sentir vontade.

  • Desligue as distrações: Para realmente se entregar ao hobby, deixe o celular de lado ou coloque um timer que não seja cheio de notícias do trabalho. Experimentar um hobby significa focar na atividade, não em notificações.

  • Seja flexível com você mesmo: Às vezes vai ser difícil. Se um dia você não conseguir, não se puna. Apenas retome quando possível, sem culpa. Lembre-se que o hobby serve para aliviar, não para causar ansiedade.

  • Compartilhe suas conquistas: Conte a um amigo ou grupo de apoio online sobre o que anda fazendo. Eu, por exemplo, mostro foto dos meus pontos de crochê para a avó no WhatsApp. O incentivo deles me faz continuar, mesmo quando o cansaço bate forte.

  • Varie quando sentir vontade: Não se prenda a um único hobby se for entediar. É normal gostar de crochê em uma fase e depois querer sair para correr. Acho até divertido mudar de um para outro conforme o momento.

Com essas dicas, encaixar um hobby se torna mais fácil. A chave está em encarar o hobby como um cuidado pessoal importante, no mesmo nível de um compromisso de saúde ou família. Lembrar disso me ajuda a não ignorar meus próprios sinais de cansaço e a valorizar cada segundo longe do trabalho.

Ter um hobby fora do trabalho fez uma enorme diferença na forma como enfrento o dia a dia. Não digo que milagres acontecem – ainda tenho dias tensos e cheios de afazeres – mas posso afirmar que, para mim, esse tempo dedicado só a mim mesma criou um equilíbrio que eu sentia falta. Eu aprendi que não adianta jogar todas as emoções para o fim de semana: pedacinhos de leveza distribuídos nas semanas me deixam mais feliz e inteira.

Se você chegou até aqui, talvez esteja se perguntando qual será o seu hobby. Minha sugestão é simples: comece pequeno e olhe para dentro. O equilíbrio não vem de um grande evento, mas de muitos momentos simples somados. Experimente algo diferente hoje. Conversou com um amigo, viu uma receita nova de jantar, leu aquele capítulo do livro que deixou na mesinha de cabeceira – cada passo conta.

Gostaria de saber: como você relaxa depois de um dia de trabalho? Tem alguma atividade que faz você se sentir renovado(a)? Compartilhe sua experiência nos comentários. Quem sabe seu hobby secreto não inspira outras pessoas a encontrarem o próprio? Seja qual for a sua escolha, lembre-se: merecemos cuidar de nós mesmos todos os dias. Continuo na torcida aqui, melhorando aos poucos junto com você.

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