Eu Ada sempre fui do tipo que ama o cheiro do mar, a brisa no rosto e os cabelos soltos ao vento. Nada me fazia mais feliz do que sentir a areia nos pés e ver meu cabelo balançando livremente. Só que aprendi do jeito mais difícil que essa combinação, por mais incrível que seja, pode fazer um estrago nos fios se eu não cuidar deles. Depois de um dia inteiro sob o sol forte de verão e várias aventuras no mar, percebi que meus cabelos voltavam para casa totalmente ressecados e sem vida. Foi como se tivessem perdido a maciez de uma hora para outra. Fiquei até com medo de ter quebrado tudo! Esse momento foi meu sinal de alerta: percebi que não bastava adorar o mar, eu precisava proteger meu cabelo antes de me jogar nas ondas.
O erro que quase me custou os fios

Naquela época, eu via muitas mulheres usando chapéu ou lenço para proteger os cabelos do sol, mas confesso que achava aquilo exagero. Eu jogava tudo para trás e deixava o vento e o sal fazerem o que quisessem. Só que quando eu enxaguava o cabelo ou passava o dedo nas pontas, dava até susto. Os fios estavam ásperos e com aquelas pontas espigadas e secas que antes eu nunca tinha notado. Minha mãe sempre dizia que sol e água salgada deixavam tudo mais ressecado, mas eu nunca tinha sentido tanto isso na prática. Fiquei ali, com os cabelos duros como palha e um misto de arrependimento e preocupação. Foi nesse momento que entendi: eu não podia mais ignorar o cuidado capilar quando fosse para o sol e o mar.
Meu combo de óleos naturais
Depois desse susto, comecei a pesquisar maneiras de proteger e nutrir os fios de forma natural, sem química pesada. Aí foi que descobri um trio de óleos maravilhosos: óleo de coco, óleo de argan e óleo de buriti. Cada um deles entrou na minha rotina por uma razão diferente e, juntos, formaram um verdadeiro escudo protetor para o meu cabelo sob o sol. Decidi ir com calma: testei cada óleo separadamente para sentir como cada um reagia no meu cabelo antes de misturar tudo. Percebi que cada um complementava o outro – coco hidrata, argan repara e buriti dá aquela proteção extra. Vou explicar abaixo como cada um age e o que aprendi usando-os na prática.
Óleo de coco

O óleo de coco entrou na minha vida quase por acaso. Ganhei um vidrinho dele de presente de uma amiga que mora no interior da Amazônia. Na primeira vez que usei, percebi algo incrível: o óleo de coco cria uma camada protetora ao redor dos fios. Quando apliquei no cabelo antes de ir à praia, senti que o fio ficou mais “encapado”, como se o óleo tivesse preenchido e selado a fibra. Essa camada ajuda a reter a hidratação natural do cabelo e impede que o sal do mar ou o cloro da piscina penetrem demais e deixem o cabelo totalmente seco. Para mim, que tenho cabelo 2A (um pouco ondulado), a textura do óleo foi um alívio. No dia seguinte, os fios estavam super macios ao toque, diferente daquela rigidez da vez anterior.
Claro que o óleo de coco não faz milagre: ele é muito nutritivo, mas precisa ser usado com moderação. Eu aprendi que passo só do meio para as pontas, nunca perto da raiz, senão pesa. Em alguns dias, até aproveito para fazer oectação: aplico bastante óleo de coco à noite, enrolo o cabelo em uma toalha e durmo com ele protegido. No dia seguinte, dou banho e encontro os fios superhidratados. Isso me mostrou que o óleo de coco realmente revigora profundamente os cabelos, especialmente depois de dias de sol forte.
Óleo de argan

O óleo de argan apareceu na minha rotina quando fiz uma viagem ao Nordeste brasileiro. Em um salão de beleza simples na praia, a cabeleireira me contou que o óleo de argan era o segredo dela contra o frizz e a palidez dos fios após o sol. Então resolvi experimentar no meu cabelo e adorei o resultado. Ele é rico em vitamina E e antioxidantes, o que significa que ajuda a combater os radicais livres gerados pelos raios UV. Em outras palavras, o óleo de argan age como um reparador natural: devolve a maciez dos fios e reduz aquele frizz rebelde que o sol costuma trazer. Além disso, imediatamente notei um brilho extra no cabelo. Dá para ver que cada fio refletia a luz de um jeito diferente!
Outro ponto que gostei no óleo de argan é que ele é mais leve na textura. Se eu passasse óleo de coco todos os dias, meu cabelo ficava meio pesado. O argan espalha fácil e não deixa oleoso. Uso ele puro também, umas 3 gotinhas como finalizador. É ótimo para domar o arrepiado de vento que eu tinha na primeira parte da viagem. No fim, ele não só protege, mas deixou meus fios com aspecto mais saudável em geral. Até a Débora, minha amiga do Rio de Janeiro, notou a diferença no brilho do meu cabelo. Ela, que tem cabelo liso e longo, começou a usar argan também e adorou. Falou que sentiu menos ressecamento no comprimento depois de passar horas no sol. Esse apoio de amiga só me animou a continuar com essa rotina natural.
Óleo de buriti

O óleo de buriti foi um achado especial por causa da minha vida em Manaus quando viajo todo ano kkk. Aqui, é comum ouvir falar desse óleo porque o buriti é uma fruta típica da região. Uma colega da academia me contou que a família dela sempre usou buriti para proteger a pele do sol e, de quebra, fortalecer o cabelo. Fiquei curiosa e comecei a usar. Uma grande vantagem do óleo de buriti é seu alto teor de betacaroteno, que funciona como uma proteção natural contra os raios solares. Na prática, ele age meio como um filtro solar leve: não substitui um protetor específico para cabelos, mas dá uma barreirinha extra. Para mim, isso significava que o cabelo sofria menos com os efeitos do sol. Notei também que ele ajudou muito a manter a cor do meu cabelo (que costumo pintar de castanho claro): normalmente o sol clareia um pouco, mas com buriti o desbotamento foi bem mais lento.
Outra coisa legal do buriti é que, por nutrir bastante, meu cabelo ficou mais resistente. Lembro da minha amiga Bia, com cachos bem definidos, dizendo que parou de ter pontas duplas depois que ela passou a misturar esse óleo nas finalizações. Até minhas amigas do escritório comentaram: “Nossa, seu cabelo está forte e brilhante, o que é isso?”. Eu contei que era só meu ritual capilar simples, e percebi que, independentemente do tipo de cabelo – seja liso, ondulado ou cacheado – esses óleos funcionam de verdade para todo mundo.
Como aplico na prática

Depois de conhecer os benefícios de cada óleo, comecei a incluí-los na minha rotina antes de ir para a praia ou piscina. Eu gosto de simplificar: misturo um pouco de cada óleo na palma da mão (às vezes mais óleo de coco, às vezes mais argan) e aplico no cabelo, do meio até as pontas, sempre evitando a raiz. Sigo estes passos:
Misturo pequenas quantidades de cada óleo na mão, formando uma mistura homogênea.
Com os dedos, espalho o óleo primeiro no comprimento dos fios e depois nas pontas. Evito passar na raiz para não deixar o cabelo oleoso.
Deixo o óleo agir por alguns minutos. Se estou em casa antes de sair, coloco um coque frouxo ou prendo com lenço. Na praia, uso chapéu depois de aplicar para proteger ainda mais os fios.
Se vou entrar no mar ou na piscina, reaplico uma leve camada de óleo nas pontas assim que saio da água. Isso ajuda a combater o ressecamento extra causado pelo sal ou pelo cloro.
O ideal é dar um tempo para o óleo agir enquanto eu tomo sol ou nado. Depois, no final do dia, uso um shampoo suave para retirar o excesso de óleo. Assim meu cabelo não fica pesado no dia seguinte.
Às vezes uso apenas um óleo de cada vez ou em dias alternados. Se não quiser misturar todos, experimente passar só coco em uma ida à praia, ou só argan em outra. O importante é usar sempre algo para proteger os fios.
Dicas extras e limites desse combo

Esses óleos naturais foram verdadeiros aliados, mas aprendi algumas coisas no caminho:
Chapéu, lenço ou boné são sempre bem-vindos. Eles dão uma proteção extra (além do visual estilosão). Use junto com os óleos para potencializar a defesa dos fios.
Mesmo usando óleos, evite ficar horas e horas exposta ao sol. Prefira horários com sol mais ameno (manhã cedo ou fim de tarde) e dê pausas à sombra de vez em quando.
Lembre-se de reaplicar óleo se ficar muito tempo na água do mar ou da piscina. O óleo sai com a água, então repor ajuda a manter a proteção.
Não espere um milagre instantâneo: leva algumas aplicações para ver o cabelo realmente mudando. Eu percebi resultados mais consistentes depois de algumas semanas de aplicação regular.
Se o seu cabelo é muito fino ou oleoso, use menos quantidade. Uma gota de argan ou de buriti pode ser suficiente; o óleo de coco tende a pesar mais. Eu mesma percebo que não posso encharcar os fios; uma quantidade moderada já muda bastante o toque.
Cabelos quimicamente tratados pedem cuidado redobrado: esses óleos ajudam a nutrir, mas um tratamento específico pode ser necessário se você tingiu, alisou ou relaxou os fios recentemente.
Prefira óleos puros e de qualidade. Produtos naturais, encontrados em lojas de produtos naturais ou farmácias de manipulação, fazem diferença no resultado.
Se você tem alguma alergia a coco, nozes ou sementes, faça um teste rápido: coloque uma gota de óleo no pulso ou atrás da orelha antes de usar. Assim você evita qualquer reação indesejada.
Umectação noturna: ocasionalmente, aplico uma boa quantidade de óleo (especialmente óleo de coco) antes de dormir, prendo o cabelo e deixo agir a noite toda. No dia seguinte, os fios acordam super macios e nutridos. Isso mostra que essas horas de sono com óleo podem fazer milagres contra o ressecamento.
Cada cabelo é único. O que funcionou para mim (e para minhas amigas) pode variar para você. Observe como seu cabelo reage e ajuste a quantidade e a frequência conforme precisar.
Cuidar dos cabelos ao sol e ao mar não precisa ser complicado. Com uma rotina simples e esses óleos naturais, sinto que criei um escudo contra o ressecamento e os danos do sol. Não vou dizer que dá para esquecer totalmente do cabelo, mas agora entro no mar com muito mais confiança. Sei que cada pessoa tem seu tipo de cabelo e rotina, mas fica a dica: experimente incluir esses óleos na sua vida e veja o que acontece.
E você, já tentou algo parecido? Conta aqui nos comentários como você protege seus cabelos, compartilhe sua experiência ou dica pessoal. Vamos aprender juntas!





