Querida leitora, hoje quero conversar com você sobre o relacionamento mais importante que existe: aquele que temos conosco mesmas amor-próprio. Não vou falar de romantismo, casamento ou amigos – vou falar sobre você, sobre mim, e sobre a amizade mais verdadeira que podemos construir. Eu sei bem como é se envolver com os problemas dos outros e esquecer de olhar para dentro. Por anos eu fiz isso. Mas, acredite, quando a gente aprende a se valorizar de verdade, tudo muda.
Eu sempre fui do tipo que achava que precisava agradar a todo mundo para me sentir bem. Parecia que minha única função era não deixar ninguém triste, e isso me deixava exausta. Até que entendi que nada adianta fazer todo mundo feliz se eu mesma não estiver bem. Foi aí que decidi colocar uma amiga muito especial em primeiro lugar: eu mesma.
Sabe aquela sensação de estar sempre dizendo “sim” para agradar, mesmo quando o coração quer dizer “não”? Eu também já passei por isso. Durante muito tempo eu concordava com tudo, tentava não magoar ninguém e acabava me anulando. Era difícil imaginar que a pessoa mais importante da minha vida fosse eu mesma. Afinal, ter amigos não é erro nenhum! Casada ou solteira, namorada, tia ou mãe: é maravilhoso ter relações, mas não podemos esquecer de quem somos no papel de protagonistas.
Pensando bem, é incrível lembrar que um dia todos nós vamos morrer. E quando chegar esse momento, nada mais importará além de quem somos por dentro. Então por que não investir desde já na melhor companhia possível para nossa jornada? Eu descobri que isso faz toda a diferença. Não existe um caminho único para se descobrir e valorizar essa amizade interna. Cada mulher constrói a sua própria forma de cuidado e carinho consigo mesma. O importante é começar agora, dando pequenos passos, e ver como isso vai transformando a sua vida aos poucos.
Neste artigo vou compartilhar histórias reais da minha vida, momentos em que deixei de lado a opinião alheia e comecei a ouvir a minha própria voz. Vou mostrar também dicas práticas, simples e diárias, que me ajudaram muito a me tornar minha melhor amiga. Minha intenção é inspirar você a se conhecer profundamente, a se respeitar e se amar em primeiro lugar. Então, que tal se acomodar, pegar um café quentinho e acompanhar essa conversa íntima e acolhedora?
Por que esse relacionamento consigo mesma é tão importante?

A gente vive tão ocupada cuidando da vida dos outros que esquece de cuidar da nossa. Lembra de quantas vezes você deixou de dizer algo ou de fazer o que queria porque estava preocupada em agradar alguém? Eu já fiz isso, várias vezes. O que aprendi, no entanto, é que esse padrão precisava mudar. Quando a gente se trata bem, respeita os próprios limites e valoriza as escolhas pessoais, constrói uma base sólida de autoestima. Isso não é egoísmo, é necessidade. Não existe um caminho único para se descobrir e valorizar essa amizade interna. Cada mulher constrói a sua própria forma de cuidado e carinho consigo mesma. O importante é começar agora, dando pequenos passos, e ver como isso vai transformando a sua vida aos poucos.
Amar-se em primeiro lugar não significa abandonar quem amamos ou virar uma pessoa fria. Significa entender que, para cuidar dos outros com generosidade, primeiro preciso cuidar de mim mesma. Já fiz parte de grupos onde falavam por mim e tomavam decisões no meu lugar. Eu acatava tudo, só para não criar clima ruim. Isso me fez perceber o quanto a gente pode se anular sem nem notar. Percebi que merecia mais do que apenas existir para servir aos outros. Aos poucos, fui quebrando aquele ciclo, e cada vez que dizia “não” para algo sem sentido, ganhava um pouco mais de confiança e alegria.
No fim das contas, quem vai estar aí até o último minuto da sua vida é você mesma. Tudo bem ter amigos, ter um companheiro ou companheira, ser casada ou namorada – essas coisas são maravilhosas! Mas ninguém estará dentro da sua cabeça por você. Por isso, decidi investir nessa relação comigo: escutar meus pensamentos, cuidar do meu corpo e da minha mente como se fosse uma amiga querida. E eu percebi algo libertador: essa liberdade de ser eu mesma tornou minha jornada muito mais leve e feliz. No meu caso, em algum momento entendi que queria mais. Mais respeito, mais espaço para sonhar e, acima de tudo, mais amor-próprio. Foi aí que comecei a estabelecer um diálogo interno: aquela voz que me elogia quando eu faço algo bom e me dá força quando erro. Eu percebi que vale a pena dedicar tempo para nutrir essa amizade interna. Você já percebeu como até uma simples conversa calma consigo mesma faz diferença?
Minhas histórias reais de mudança
Aos 17 anos: aprendendo a impor limites

Quando eu tinha 17 anos, eu mal sabia quem eu era de verdade. As pessoas ao meu redor achavam que podiam mandar em mim como queriam. Eu ouvia frases do tipo “Você vai fazer isso” e eu fazia, apenas para não levar bronca. Mesmo quando eu discordava, acabava sorrindo e concordando. Tinha medo de falar “não”. Na escola, rolavam brincadeiras que, olhando hoje, foram cruéis: eu dava risada junto para agradar, enquanto lá dentro me sentia triste.
Hoje vejo como aqueles momentos me ensinaram muito. Em casa, parecia que minha opinião nunca tinha vez: minha mãe, meus tios e até meus amigos diziam o que eu tinha que fazer e eu obedecia sem questionar. Percebi que estava me anulando para que os outros ficassem confortáveis. Não estou dizendo que você deva retribuir com a mesma grosseria, mas amadurecer foi entender que o que já passou ficou para trás e que o futuro depende de mim. Então aprendi a colocar limites: não aceitar comandos sem questionar, dizer o que penso com educação e me posicionar por mim mesma. Foi um passo pequeno, mas poderoso, para eu cuidar de mim e me tornar minha melhor amiga. Percebi que merecia mais do que apenas existir para servir aos outros. Aos poucos, fui quebrando aquele ciclo, e cada vez que dizia “não” para algo sem sentido, ganhava um pouco mais de confiança e alegria. Foi um passo pequeno, mas poderoso, para eu cuidar de mim e me tornar minha melhor amiga.
Quando eu disse “não” pela primeira vez

Houve um domingo em que uma amiga me ligou pedindo ajuda para organizar uma festa. Eu estava exausta, querendo ficar em casa, mas por hábito já ia dizer que sim. Naquele dia, no entanto, eu parei um instante, respirei fundo e falei: “Sabe, amiga, hoje eu realmente preciso descansar e ficar um tempo sozinha”. Foi a primeira vez que soltei um “não” sem desculpas esfarrapadas. No começo deu aquele friozinho na barriga, porque eu nunca tinha feito isso antes.
Para minha surpresa, minha amiga entendeu perfeitamente. Ela não ficou brava nem magoada. Na verdade, aquela foi uma grande lição: percebi que às vezes a gente acha que vai perder algo ao dizer “não”, mas na verdade, quando a gente se respeita, só ganha em autoestima. Aquela atitude simples me fez enxergar que minhas vontades importavam de verdade. Foi um pequeno grande passo para eu ser minha própria melhor amiga, pois eu estava dizendo com toda honestidade o que eu precisava. Naquela tarde comecei a enxergar que nem tudo que dizem ser obrigação é obrigação de verdade. Me senti orgulhosa de mim e, pela primeira vez em muito tempo, eu estava sendo sincera de verdade comigo mesma. Cada vez que eu refaço esse diálogo interior, sinto minha confiança crescendo.
Pequenos gestos de amor-próprio no dia a dia

Eu descobri que amar a mim mesma pode estar nos pequenos detalhes diários. Certa manhã de sábado, acordei com o sol entrando pela janela do meu quarto. Em vez de me encolher sob as cobertas pensando em todos os problemas, decidi me presentear com um momento só meu. Vesti um roupão macio – aquele rosa claro que adoro – e sentei na varanda com uma caneca de café quentinho. Fiquei alguns minutos contemplando as flores do jardim. O cheiro forte do café e o calor suave do sol na pele me deram um abraço silencioso naquele momento. Naquele instante me senti em paz; foi como se eu estivesse dando a mim mesma o conforto que tanto buscava nos outros.
Em outra situação, percebi o poder de palavras gentis para si mesma. Uma vez, diante do espelho do banheiro, encarei meus olhos e disse com firmeza: “Eu sou forte e mereço todo o carinho do mundo”. Pode parecer bobo, mas aquele diálogo interno consciente me deu um ânimo inesperado. Outros pequenos gestos também fizeram diferença: escolhi meu batom vermelho favorito em um dia sem motivo especial, escrevi frases motivadoras em bilhetes que colei no meu espelho e reservei cinco minutos ao final do dia para agradecer mentalmente por algo bom que aconteceu. Cada cuidado meu é uma prova de amizade interna que constrói minha autoestima dia após dia.
Um coração partido que me fez repensar

Teve um momento na minha vida em que um relacionamento terminou de forma inesperada. Eu passei dias inteiros me sentindo insegura, pensando que não era boa o suficiente. Aquilo me machucou de verdade: chorei, fiquei triste e acabei me culpando por coisas que nem faziam sentido. Mas um dia acordei e entendi que precisava me levantar. Percebi que não podia depender de um amor externo para ser feliz: eu precisava ser a pessoa que cuidava de mim mesma e se amava.
Em vez de me isolar, resolvi cuidar de mim como se fosse minha própria melhor amiga. Naquela semana, desabafei com algumas amigas, li frases inspiradoras que encontrei num livro velho e até encarei meus medos sozinha. Fiz coisas simples que me deixavam feliz: preparei meu jantar favorito, usei meu batom preferido mesmo sem sair de casa e coloquei uma música que me lembrava bons momentos. Cada gesto de carinho comigo mesma me lembrava que eu também merecia amor, mesmo que fosse um amor de amiga ou familiar. A cada dia que passava, enxergava um pouquinho mais de força dentro de mim. Aquela experiência difícil me ensinou que eu podia ser minha própria companheira, e que todo coração partido é uma chance de reconstruir o amor-próprio.
A prática da gratidão transformadora
Em uma tarde tranquila, percebi que precisava agradecer algo à pessoa mais importante da minha vida: eu mesma. Sentei no meu cantinho favorito, com o pôr do sol entrando pela janela, peguei papel e caneta e escrevi uma carta para mim. Nela, agradeci pelas minhas qualidades: meu coração bondoso, minha capacidade de sonhar e minha coragem de mudar. Falei sobre desafios que superei e sobre momentos em que continuei sorrindo mesmo estando cansada. Ao terminar, dei um grande abraço em mim mesma, como se abraçasse uma amiga querida. Aquele momento foi tão simples e poderoso que ficou guardado no meu coração.
Desde então, incluo esse exercício de gratidão na minha rotina semanal. Às vezes compartilho frases de apoio no espelho ou escrevo bilhetes positivos em meu diário. Isso me lembra que, independentemente de qualquer coisa externa, sempre há algo em mim para agradecer. Cada vez que pratico essa gratidão interior, sinto meu espírito renovado e minha confiança aumentando. Descobri que agradecer a mim mesma pelo que sou fortalece o amor-próprio de um jeito que palavras de outras pessoas nunca conseguiriam fazer.
Práticas simples para cultivar o amor-próprio

Agora vem a parte prática: listarei algumas atitudes do meu dia a dia que me ajudaram muito. Nada de compras caras ou modinhas inatingíveis – são gestos simples que qualquer mulher pode adotar hoje mesmo para se sentir melhor:
Reserve um tempo só para você: acorde alguns minutos mais cedo para ficar em silêncio, meditando ou tomando um chá. Assim, você começa o dia dando atenção às suas próprias vontades, sem culpa.
Converse consigo mesma e fale coisas positivas: por exemplo, olhando no espelho diga algo que você gosta em você ou agradeça mentalmente pelo seu esforço. Eu mesma descobri que me elogiar internamente deu um super ânimo para enfrentar o dia.
Cuide do seu corpo com carinho: um banho relaxante, sua comida favorita ou ouvir uma música especial podem ser gestos de amor-próprio. Mesmo algo simples, como comer um docinho com prazer, nos lembra que merecemos cuidar de nós.
Anote pequenas conquistas: no final do dia, escreva em um papel ou no celular algo que você conseguiu realizar, por menor que seja. Isso ajuda a valorizar seu esforço diário e a reconhecer que você é capaz e merece orgulho de si mesma.
Permita-se errar e aprender: lembre-se sempre de que sua jornada é única e cheia de aprendizados. Quando você comete algo que não saiu como queria, diga para si mesma que tudo bem; cada tropeço é uma chance de se levantar ainda mais forte. Aprender a se perdoar faz parte de cuidar bem de você.
Acredite, colocar essas dicas em prática pode transformar a sua rotina. No começo, confesso que parecia até estranho falar sozinha no espelho ou dar atenção demais para mim, mas isso foi ficando natural. Cada bilhete motivador que eu lia, cada música que ouvia para me animar, era um lembrete de que eu importava. Hoje, quando me olho no reflexo, vejo uma mulher mais confiante e um sorriso fácil no rosto, porque sei que estou fazendo o melhor por mim. E não importa como você comece: o importante é dar esse primeiro passo.
Celebrando pequenas vitórias
Descobri que reconhecer minhas conquistas, por menores que sejam, é essencial. Toda vez que eu decido cortar um tempo só para mim, dar um passo simples em direção aos meus sonhos ou dizer um “não” com firmeza, sinto como se estivesse conquistando algo grande. Essas vitórias silenciosas me lembram que estou no caminho certo. Comemore cada momento positivo, por menor que seja – seja um elogio que você deu para si mesma, uma tarefa que você completou ou um sonho antigo que você retomou. Cada passo conta e reforça que você merece todo esse amor e respeito.
Como lidar com a opinião alheia

Quantas vezes deixamos de ser nós mesmas por medo do que os outros vão achar? Eu já me peguei pensando nisso várias vezes. É difícil ouvir opiniões não solicitadas sobre nossa vida, aparência ou escolhas. Lembro de uma vez em que alguém comentou que eu estava “precisando de dieta” e aquilo me deixou pra baixo. Passei dias remoendo o comentário e duvidando do meu valor. Então comecei a perceber que essa voz crítica na verdade refletia mais a insegurança de quem falou do que a minha. Decidi que não daria mais espaço a esse tipo de comentário em minha vida.
Percebi que a voz mais importante no jogo é a minha própria. Quando alguém criticava meu corpo, meu estilo ou meu jeito de ser, eu começava um diálogo interno: “Será que essa opinião vai mudar quem eu sou de verdade?” Então eu respondia para mim mesma: “Agradeço a preocupação, mas me amo do jeito que sou.” Essa atitude me empodera instantaneamente. Cada vez que refaço esse diálogo interior, sinto minha confiança crescendo.
A verdade é que cada pessoa tem a própria visão de mundo, mas só eu vivo dentro do meu corpo e sinto o esforço que faço para cuidar de mim. Então, se alguém quiser soltar um comentário maldoso, tudo bem – mas minha reação será sempre me proteger. Eu aprendi que ignorar opiniões negativas e focar em mim mesma é um verdadeiro ato de amor-próprio. Hoje, coloco a minha opinião acima de tudo, e isso fez uma diferença enorme na minha autoestima. Eu sei que ainda estou aprendendo e que é um processo longo, mas cada dia em que pratico isso fico mais feliz por ter dado importância a mim mesma em vez de ao que ouço de fora.
Quando o medo bater
Eu já tive medo de parecer estranha ou de desapontar alguém quando resolvi me colocar em primeiro lugar. Naqueles momentos, eu respirava fundo e lembrava por que estava fazendo isso. Dizia para mim mesma: “Coragem, querida, você merece cuidar de você.” Cada vez que vencia o medo, sentia mais força e confiança. Aquilo provava que eu podia seguir em frente, mesmo com medo.
Você não está sozinha

Quero te lembrar que você não está sozinha nessa jornada. Cada mulher que passa por aqui também já enfrentou desafios e inseguranças semelhantes aos seus. Quando você compartilha suas experiências, está fortalecendo um movimento de apoio e carinho mútuo. Sabe aquelas mensagens que recebo dos leitores dizendo “eu também passei por isso”? Elas me aquecem o coração e me fazem sentir que estamos todas juntas.
Se você se sentir confortável, escreva nos comentários o que mudou na sua vida quando começou a se amar mais. Pode ser uma pequena conquista ou um momento importante: tudo isso importa! Vamos celebrar cada vitória juntas, por menor que seja. A cada história compartilhada, reforçamos a rede de apoio que transforma nossa caminhada. Você merece todo esse amor e mais ainda. Então vá em frente, querida amiga: celebre cada avanço e continue se cuidando. Estamos todas com você!
Ser sua melhor amiga transformou a minha vida e pode transformar a sua também. Lembra de tudo que conversamos até aqui? Quando a gente decide cuidar de si em primeiro lugar, o mundo parece mais leve. Hoje, olho para trás e agradeço por ter tido coragem de dizer “não” quando era preciso e por ter aprendido a colocar limites com gentileza.
Você já deu esse passo na sua vida? Que tal começar hoje mesmo? Eu sei que não é fácil ir contra o que todo mundo espera, mas cada vez que você fizer algo que te faz bem e disser “eu mereço”, vai dar um passo gigantesco na autoestima. Lembre-se: não existe gesto pequeno demais quando se trata de cuidar de quem somos.
Um beijo enorme e conte comigo, sempre! Você merece todo o carinho do mundo, especialmente o seu próprio. Seu amor-próprio é o seu maior presente. Sim.





