Olá, querida leitora! Eu sou a Ada, tenho 24 anos, e mergulhei de cabeça no universo do skincare desde os 13 anos. Depois de mais de uma década brincando de dermato na bancada do banheiro, finalmente descobri que muita da “magia” que eu procurava não vinha dos cremes que eu aplicava, mas de hábitos que vinham de dentro para fora. Hoje quero te contar sobre o meu grande ponto fraco no skincare e como, errando muito, eu finalmente aprendi a corrigir o curso. Prepare-se: aqui não tem romantização nem promessa de milagre, apenas o que funcionou pra mim de verdade, no meu dia a dia.
A armadilha dos produtos milagrosos

Quando eu era adolescente, acreditava de olhos fechados que a solução de todos os meus problemas de pele estava em mais um produto novo. Colecionei tônicos, ácidos, máscaras e soros como se fossem talismãs. Lembro que acordava horas mais cedo só para experimentar uma nova máscara noturna que tinha comprado. Se minha pele não melhorava, pensava que era porque faltava algo no ritual, não que faltava cuidado fora dele.
Por exemplo, aos 15 anos eu enfrentei uma crise de acne típica da puberdade. Investi em todos os produtos “milagrosos” que descobria na internet ou que minhas amigas recomendavam. Cheguei a passar horas esfoliando o rosto, sem perceber que isso só inflamava ainda mais minhas espinhas. Eu me sentia uma “diagnosticadora amadora” da própria pele, tentando de tudo. Se tinha espinha, eu aplicava de tudo: corretivo carregado de maquiagem, máscara de argila caseira da receita da vovó (com aquele quê de charlatanice) e até babosa por achar que tudo isso resolveria. Resultado: a pele piorava, e a frustração só crescia.
Foi aí que percebi meu primeiro erro: eu enxergava o skincare como se fosse uma poção mágica, mas minha base de cuidado estava falhando. Eu me esforçava com cremes e seruns, mas dormia tarde, comia fast food, tomava refrigerante como se fosse água, e passava horas no celular no escuro. Parecia inocente, mas essa era minha real rotina – e ela pedia socorro. Eu não entendia como tantos cremes bons, usados em camadas, não davam conta da minha pele cansada. Pensava “o que mais falta fazer?”, mas a resposta estava justamente fora dos frascos, na minha vida cotidiana.
Quando a pele deu sinal

O clique para abrir meus olhos veio de uma forma bem simples: minha própria pele “falou” comigo. Um dia especial – a formatura do ensino médio – acabou me dando uma lição. Semanas antes da festa, achei que a melhor estratégia era testar tudo novo: fiz uma limpeza profunda que irritou minha pele, apliquei cremes diferentes e ignorei totalmente minha dieta e rotina de sono. No dia da festa, acordei com o rosto cheio de espinhas e olheiras profundas por causa da noite mal dormida. Em vez de ir me sentir uma estrela, eu queria mesmo era me esconder debaixo da cama.
Nessa hora, ouvi uma pergunta simples da minha melhor amiga: “Você está dormindo bem? Bebendo água suficiente?”. Pareceu bobeira na hora, mas eu parei pra pensar. Eu vivia com olheiras de cansaço e sentia a pele ressecada, esturricada, mesmo passando cremes caros. Por quê? Porque eu mal bebia água durante o dia (café e refrigerante contavam como hidratação na minha cabeça!), dormia menos de 5 horas e comia um monte de besteira. De repente, tudo fez sentido: nada no mundo substituía uma boa noite de sono ou alguns goles de água.
Foi ali que comecei a corrigir o rumo. No dia seguinte, decidi dormir cedo e, em vez de passar o tempo rolando a timeline do Instagram na cama, desliguei o celular. Fui para o banho mais cedo, apliquei meus produtos do costume, mas não fiz nada de novo ou diferente. Dormi quase 8 horas seguidas. Acordei com uma melhora que não vinha da hidratante que usei, mas sim do descanso de verdade que meu corpo teve. A pele estava visivelmente menos vermelha e mais descansada. Naquela hora eu aprendi: a maquiagem e o sérum não podem competir com o sono.
Pouco depois, embarquei em uma viajem com minha família e aí me dei outra lição sem querer. Eu estava numa rotina meio a-toa de turista: bebia suco de frutas no café da manhã (e muita água de coco), caminhava bastante para conhecer a cidade e dormia bem à noite. Para minha surpresa, quando voltei, minha pele estava radiando. Não usei nenhum creme novo por aquelas semanas, mas meu semblante parecia descansado e vivo. Na prática, eu havia trocado horas sentada estudando ou no celular por passeios ao ar livre, e isso fez toda a diferença. Foi como se minha pele dissesse: “Ei, está vendo como você cuida de mim quando cuida de todo o corpo?” Aí não teve mais erro: meu ponto fraco estava claro – eu vinha cuidando só do exterior e esquecendo o que é essencial.
Hábitos que transformaram minha rotina

Depois desses “alertas”, decidi tratar minha pele de dentro pra fora. Descobri que o skincare tradicional – lavar, tonificar, hidratar, proteger – é importante, mas só era cerca de 30% da equação. Os outros 70% ficaram por conta de hábitos que eu precisava adaptar. E, olha, nada disso é segredo de podologia VIP, são coisas simples que funcionaram pra mim. Aqui vão alguns dos principais:
Dormir bem: foi o primeiro passo. Eu entendi que, durante o sono, a nossa pele se regenera. Eu comecei a dormir pelo menos 7 a 8 horas nas noites antes de um dia importante, e as mudanças apareceram. Nada de ficar grudada no celular rolando feed até tarde. Liguei um lembrete pra desligar tudo umas horas antes de dormir. Aos poucos, percebi menos olheiras, menos ressecamento e espinhas que demoravam menos para desaparecer. Para mim, estabelecer um horário fixo para deitar foi essencial.
Beber água suficiente: confesso que sempre detestei tomar muita água. Eu subestimava o efeito da hidratação interna. Só que, depois que contei quantos copos bebi num dia normal e vi que era quase nada, mudei. Levo uma garrafinha para todo lugar e faço meta diária de tomar pelo menos 1,5 a 2 litros. Surpreendentemente, a oleosidade do meu rosto até se regularizou – a pele precisava de água e, sem ela, ficava até mais oleosa para tentar compensar. Agora ela fica mais equilibrada e luminosa. Pra mim, isso deu um boost gigante.
Alimentação balanceada: eu não virei nutricionista do dia para a noite, mas passei a ouvir meu corpo. Substitui refrigerantes por suco natural ou chá, troquei salgadinhos de pacote por castanhas ou frutas quando batia aquela fome de meio de tarde, e não pulei mais refeições. Descobri que, por incrível que pareça, a pele reage aos alimentos: quando como muitas frituras e carboidrato refinado, meu corpo reclama com acne ou inchaço, até porque inflamação corporal é visível no rosto. Mantendo uma dieta com mais verduras, frutas, fibras e proteína, minha pele ficou mais viva e até meu humor melhorou, o que reflete na aparência (pessoas relaxadas tendem a ter a pele mais bonita do que aquelas sempre estressadas, acredite).
Mexer o corpo: física e emocionalmente. Passei a ver atividade física não como “mais uma coisa pra fazer na semana” mas como parte do cuidado comigo mesma. Comecei fazendo caminhadas curtas com uma amiga, que ajudaram tanto a circulação quanto a acabar com aquela ansiedade do dia. Quando me mudei para a faculdade, entre estudos e provas cansativas, notei que passar muito tempo sentada só piorava minha pele – era a tal da vida sedentária atrapalhando tudo. A academia não virou minha segunda casa de verdade, mas a cada exercício que introduzi (nem que fosse só alongar antes de estudar), percebi que a produção de endorfina deixava tudo menos dramático. A circulação melhora o viço da pele, e o estresse do dia a dia dá uma trégua.
Gerenciar o estresse: não é porque alguém “deu umas dicas na internet” que vai se livrar de toda tensão, mas eu descobri técnicas simples que me ajudaram. Adotei a meditação guiada de 5 minutos quando me sentia muito ansiosa antes de dormir e respirações profundas quando o trabalho apertava. Não foi milagroso – claro que, às vezes, ainda sinto meu corpo reclamando sob pressão –, mas, progressivamente, consegui ver menos espinhas de estresse nos períodos de prova ou trabalho. É como se, a cada exercício de respiração que faço, eu estivesse dizendo “sem pânico” para a minha pele também.
Protetor solar todo dia: embora eu só tivesse percebido um tempo depois (essa foi uma falha minha, assumo), não posso deixar de fora o básico: filtro solar deve ser usado diariamente. Mesmo em dias nublados ou no inverno, ele protege a pele dos danos invisíveis que só aparecem lá na frente. Eu sempre pulava isso às vezes por preguiça, mas, depois de ver algumas manchinhas aparecerem, criei vergonha na cara e passei a aplicar todo santo dia, de manhã – e reaplicar quando fico muito tempo ao ar livre. Isso não reverte estragos já feitos, mas ajuda a não criar mais.
Não vou mentir: não foi simples mudar do dia pra noite. Levei semanas para criar esse combo de hábitos e, sim, tropecei em alguns dias sem vontade de dar importância à minha rotina. Nem sempre bebi dois litros de água sem reclamar ou fui deitar cedo quando o grupo de WhatsApp continuava enviando memes (rs). Mas, com o tempo, virei uma adpta de cada um desses pontos. E, veja só, a pele correspondia – não porque cremes mágicos estavam fazendo sua parte, mas porque todo o meu corpo estava participando do cuidado.
Dicas práticas para aplicar hoje

Para te ajudar a começar, anotei aqui algumas dicas simples (mas valiosas) que eu mesma coloquei em prática. Não são fórmulas prontas para ficar com pele de revista da noite pro dia, mas funcionaram pra mim e servem como um mapa de onde olhar quando sentir que algo não está indo bem:
Estabeleça metas de sono. Escolha um horário razoável para deitar (por volta das 22h ou 23h, por exemplo) e desligue telas pelo menos meia hora antes. Durma em ambiente fresco e escuro. Isso pode ser difícil no começo, mas tente algumas noites: eu senti mais energia e menos marcas de cansaço no rosto.
Tenha sempre uma garrafa de água por perto. Se for difícil lembrar de beber, baixe um app ou use alarmes no celular de 1 em 1 hora. Eu comecei bebendo gole por gole quando percebia que minha boca estava seca, e hoje não fico mais sem. A pele agradece!
Inclua cor no prato. Tente sempre acrescentar uma fruta ou verdura na sua refeição. Eu, por exemplo, virei fã de chás antioxidantes e de comidinhas coloridas. Uma alimentação balanceada dá mais nutrientes para a pele se manter forte.
Mexa-se de forma que você goste. Não precisa virar atleta. Caminhadas curtas, alongamentos matinais ou dança no quarto já ajudam. O importante é evitar ficar o dia inteiro parada. Uma pele com boa circulação fica visivelmente mais saudável (olha como todo mundo fica com cara de “feliz” depois de uma atividade física leve!).
Pratique técnicas simples de relaxamento. Respire fundo, feche os olhos por um minuto, faça alongamentos no pescoço. Esses mini-pausas durante o dia ajudam a baixar aquele suor frio do estresse que às vezes nem percebemos que está afetando a pele. Eu uso até um timer no computador para levantar e dar uma voltinha pelo quarto de hora.
Nunca pule o protetor solar. Escolha um filtro solar de boa qualidade e aplique todos os dias. Eu até deixei um frasco pequeno na bolsa para reaplicar quando saía muito de casa. Proteção UV não reverte danos, mas evita que se agravem – e isso é cuidado pra agora e pras próximas décadas.
Lembre-se: cada pequena atitude conta. Não precisa fazer tudo de uma vez. Se achar demais, comece com um hábito novo por semana – por exemplo, primeiro organize seus horários de sono, depois foque na água, e assim por diante. Eu mesma não mudei tudo num passe de mágica; dei passos lentos mas firmes, e hoje agradeço por cada um deles.
No fim das contas, meu grande erro foi pensar que maquiagem e dermatologuês de Instagram resolveriam todos os meus problemas de pele sozinhos. Foi errando e aprendendo que descobri que a verdadeira beleza vem do equilíbrio: cuidar da pele externamente é importante, mas não adianta nada se ela não for nutrida internamente.
Cada pele é única, então não existe um “segredo” universal, mas espero que minha história possa ajudar você a refletir: quais são os seus hábitos que podem estar atrapalhando sua pele? Curta o que eu descobri e coloquei em prática no dia a dia. Isso não veio junto de resultados milagrosos, mas de escolhas honestas. E lembre-se: por mais dificuldade que tenhamos, sempre podemos corrigir o caminho sem pressão.
Agora eu quero saber de você: qual é o seu maior desafio no skincare? Deixe nos comentários ou conte pra alguma amiga – afinal, nada melhor do que trocar experiências reais para crescermos juntas. 😉





