Eu sou Ada de Azevedo, tenho 24 anos e sou criadora de conteúdo que valoriza a autenticidade e a experiência real. Eu sempre busquei ser ativa e fazer muitas coisas ao longo do dia, mas percebia que cada vez mais acordava cansada, com a cabeça cheia e sem tempo para mim mesma. Será que produtividade significa fazer tudo de uma vez? Foi a pergunta que me fez refletir. Muitas vezes me sentia sobrecarregada pensando em cada tarefa pendente na agenda, e então decidi pensar de um jeito diferente: e se eu me concentrasse no que não fazer, em vez de acrescentar mais coisas?
Depois dessa virada de perspectiva, comecei a entender que, para mim, menos podia ser mais. Troquei a ideia de ser multitarefa pela simplicidade. Em vez de cumprir lista atrás de lista, decidi criar uma lista de não fazer: eram coisas que eu entendi que só me atrapalhavam ou me estressavam, e que, portanto, eu não faria mais. Vou te contar como foi esse processo na minha vida. Você vai descobrir comigo como pequenas mudanças de hábito – na verdade, deixar de fazer certos hábitos – podem mudar totalmente o rumo dos seus dias, deixando você mais leve e produtiva.

Vou compartilhar com você três histórias da minha vida real, da Ada de verdade, para mostrar como aprender a ignorar certas coisas me trouxe resultados incríveis. E depois, vou te dar dicas práticas e simples para você aplicar na sua rotina sem precisar de nada mirabolante. A ideia é ter uma conversa franca e íntima, como se estivéssemos tomando um café juntas. Não espere termos técnicos ou ciência complicada aqui. Só a voz da Ada falando com carinho sobre uma verdade simples: focar no que deixar de lado pode ser libertador!
Para entrar no clima, imagine a cena: é domingo de fim de tarde, você está exausta da semana, mas resolveu dar uma pequena escapada da rotina. Pegou um bolo de pote na padaria, foi até a praia ou o parque, sentou na grama ou na areia e deixou o tempo passar sem fazer nada. No começo parece meio estranho, porque normalmente a gente quer resolver tudo logo, não é? Mas depois desse respiro você percebeu algo mágico: ideias boas começaram a pipocar na sua cabeça e um peso saiu dos seus ombros. Foi exatamente assim que eu me senti depois daquela tarde tranquila.
Minha Rotina Corrida e Estressante

Durante as manhãs da semana eu acordava num susto, com o despertador tocando e um monte de tarefas na cabeça. Corria para trocar de roupa, preparar o café, olhar as mensagens, e já sentia meu coração disparado. Sabe aquele sentimento de que 24 horas do dia não são suficientes? Era assim que eu me sentia. Chegava no meu espaço criativo (ou no trabalho) com mil ideias e mil pendências ao mesmo tempo, tentando dar conta de tudo de uma vez. Tudo ao mesmo tempo agora!
Teve dias em que parecia que eu estava num turbilhão sem fim. Lembro de uma terça-feira que acordei antes do sol, mal cheguei na faculdade já estava correndo para terminar uma apresentação, depois corri para Criar um Artigo pro Blog, responder e-mails enquanto almoçava e, para minha surpresa, quase perdi o prazo de um trabalho importante por causa do trânsito. Terminei aquela semana mal dormindo e me sentindo exausta, com a mente latejando de tanto pensar.
No final do dia, exausta, eu me deitava pensando em todas as coisas que não consegui terminar. O ciclo parecia não ter fim: acordava já pensando nas tarefas e dormia com elas na cabeça. Por muito tempo imaginei que produtividade era exatamente isso, fazer cada vez mais e empilhar resultados. Eu me sentia culpada por não ser a super mulher multitarefa que imaginei. Até que um dia, cansada de tanto estresse, algo dentro de mim começou a questionar se eu precisava mesmo fazer tudo.
Uma amiga minha, que conversava sobre essas coisas de vida real comigo, deu o clique que faltava. Ela disse uma vez: “Ada, já pensou que talvez a gente esteja tentando fazer demais, ao invés de fazer apenas o que realmente importa?” Na hora eu ri, mas as palavras ficaram rondando na minha cabeça. Foi naquele momento, no meio de uma conversa qualquer, que a ideia de focar no que deixar de lado começou a fazer sentido para mim.
O Poder de um Domingo Tranquilo

De repente, um domingo qualquer mudou o jogo. Era fim de tarde, e eu percebi que tudo o que eu precisava era parar. Sabe aqueles momentos em que a gente sente um descanso quase físico tomando conta do corpo? Isso aconteceu quando decidi dar um reset total na rotina. Saí de casa, fui até uma padaria do meu bairro e comprei um bolo de pote (o meu preferido, com recheio de brigadeiro e baunilha). O cheiro doce tomou conta do ar. Ao invés de voltar direto pra casa limpando a mesa ou conferindo o celular, decidi ficar ali comigo mesma, saboreando cada colherada devagar.
Naquele momento, percebi o silêncio ao meu redor como algo raro. O único som era o próprio atrito do vento nas árvores e algumas risadas distantes. E eu estava ali, sem pressa nenhuma. O relógio parecia ter parado: não tinha horário nem obrigação, apenas o agora em que eu escolhi viver.
Quando cheguei à praia (ou a um parquinho tranquilo), sentei na areia macia (ou na grama fresca) e vi o céu ganhar tons de laranja e rosa conforme o sol descia no horizonte. A brisa suave batia no meu rosto, levando o cheiro de mar (e o barulho distante das ondas). Enquanto eu comia meu bolo de pote, deixei os pensamentos vir naturalmente: os desafios da semana, uma questão pendente do trabalho, ideias para um vídeo, sonhos antigos guardados na gaveta… Eu não fiz nada além de viver aquele instante. E, amiga, foi estranho mas maravilhoso. Parar no tempo assim me permitiu enxergar as coisas de outro jeito.
Quando finalmente voltei para casa, senti uma tranquilidade nova. Não que os problemas tivessem sumido, mas algo tinha mudado: eu estava mais calma, como se tivesse recarregado uma bateria interna. Na segunda-feira seguinte, acordei cheia de energia, com a cabeça borbulhando de ideias novas e sem aquele estresse de sempre. Descobri que deixar de lado certas coisas (como a pressa de resolver tudo de uma vez) dá clareza para priorizar o que realmente importa. Foi um momento de aprendizado profundo sobre mim mesma e meu ritmo de vida.
Os Itens da Minha Lista de Não Fazer

Ao longo do tempo fui identificando várias coisas que me faziam perder tempo ou estresse sem necessidade. Anotei tudo que eu decidi simplesmente não fazer mais na minha rotina. Pode parecer estranho falar em lista de não fazer, mas a ideia é justamente dar permissão para você NÃO gastar energia com o que não importa. Vou compartilhar alguns dos itens que entraram na minha lista. Talvez você se identifique com alguns deles!
Não checar redes sociais ao acordar: Antes, eu já despertava e logo abria o celular para ver mensagens, Instagram, tudo. Aquele hábito me deixava ansiosa antes mesmo de levantar. Hoje, deixo o celular de lado até terminar a rotina matinal simples (como beber água e tomar café). Isso me ajuda a começar o dia calma, sem comparações ou informações desnecessárias.
Não aceitar tarefa extra sem pensar: Eu costumava dizer “sim” para tudo que aparecia, seja um projeto novo de última hora ou um favor para alguém. Comecei a parar e refletir antes de concordar com mais coisa. Pergunto pra mim mesma se eu realmente tenho tempo e se aquilo vai me acrescentar algo. Se não, digo não com delicadeza, explicando que estou focada em outras prioridades no momento.
Não pular meu momento de descanso: Sei que muitas vezes a cultura valoriza ser incansável, mas eu percebi que sou muito mais criativa e produtiva depois de uma pausa. Por isso, coloquei na minha lista de não fazer: não trabalharei sem um tempo pra mim ao longo do dia. Pode ser 5 minutos para alongar, 15 minutos para um café sem pensar em nada, ou mesmo uma hora de almoço tranquila. Essas paradas me renovam muito.

Não ligar o piloto automático em tarefas chatas: Tem horas que fazer algo repetitivo ou monótono deixa a gente sem vontade e lenta. Quando sinto isso, descanso um pouco em vez de forçar. Descobri que dar aquele tempo para a mente vagar (mesmo que seja olhando o teto por um minuto) me ajuda a voltar com criatividade renovada para essas tarefas.
Não pular refeições importantes: Eu costumava pular o café da manhã ou almoçar correndo, achando que assim ganharia tempo. Mas percebi que ficar com fome só me deixava irritada e sem energia para o resto do dia. Hoje faço questão de comer algo nutritivo pela manhã e pausar um momento para um almoço de verdade. Esse cuidado simples faz uma grande diferença: fico mais disposta, meu humor melhora e meu foco rende muito mais.
Não tentar fazer tudo ao mesmo tempo: Eu costumava achar que multitarefa era sinal de eficiência, mas percebi que isso só me deixava confusa. Quando tento realizar várias coisas simultaneamente, acabo não dando atenção completa a nenhuma delas. Agora, procuro fazer uma coisa de cada vez. Anoto minhas ideias e vou executando cada etapa no meu tempo. Você fica surpresa com o tanto que rende quando estamos realmente presentes na tarefa.
Não levar o celular para a cama: Eu parei de verificar o celular antes de dormir. Em vez disso, leio um livro ou faço algo tranquilo. Dormir sem tantas luzes e notificações fazendo barulho fez meu descanso render muito melhor.
Como Criar Sua Própria Lista de Não Fazer

Agora você pode estar pensando: “Mas Ada, como eu faço isso na prática?” Calma, vou te explicar. Criar uma lista de não fazer pode ser bem simples. É como se fosse um diálogo interno com você mesma. Eu gosto de começar com uma reflexão rápida: o que me tira energia no dia a dia?
Olho para minha rotina e percebo meus gatilhos de estresse. Por exemplo, eu notei que checar o celular logo ao acordar me estressava; minha lista disse: “Vamos parar com isso”. Você também pode anotar em um caderninho ou no bloco de notas do celular: a cada vez que fizer algo que te deixa cansada ou angustiada, escreva ali “não faço mais isso”. Veja o que aparece mais vezes.
Depois, escolha algumas pequenas mudanças e comece hoje mesmo. Pode ser algo simples: não colocar o despertador no modo soneca, não verificar mensagens antes do café ou desligar notificações por um tempo. Não precisa de nada extraordinário: o poder está em trazer atenção para o que faz mal e se permitir deixar de lado.
Por exemplo, na primeira vez que experimentei esse exercício, percebi que já de manhã eu tinha o celular na mão. Foi aí que escrevi minha primeira entrada na lista: não vou checar mensagens assim que acordar. Amanhã de manhã, me forcei a guardar o celular na gaveta até fazer meu café. Só esse passo já mudou meu humor para o dia seguinte.
Dicas Práticas para Adotar a Lista de Não Fazer

Reserve um momento de silêncio: Escolha alguns minutos do seu dia para pensar sem distrações. Pode ser de manhã cedo, ou antes de dormir. Feche os olhos, respire fundo e pergunte a si mesma: “O que me deixa exausta ou ansiosa?” As respostas virão naturalmente.
Anote sua lista: Coloque no papel ou em notas do celular tudo que você decidiu parar de fazer. Ter aquilo visível é um lembrete carinhoso para você respeitar seus limites. Eu, por exemplo, coloquei de cabeceira que não abro redes sociais ao acordar e uso um despertador simples.
Comece pequeno: Não tente mudar tudo de uma vez. Escolha uma ou duas coisas da lista para focar esta semana. Assim você vai se adaptando e vendo os benefícios um passo de cada vez. Eu comecei dizendo “não” a apenas um compromisso extra por semana, e isso já fez uma diferença enorme no meu tempo livre.
Converse com alguém de confiança: Compartilhar sua lista de não fazer com alguém próximo pode ajudar a manter você no caminho certo. Por exemplo, minha mãe sabe que estou tentando adotar essa lista e sempre me lembra de respeitar meu descanso quando esqueço. O apoio real de quem ama faz a diferença.
Seja gentil e celebre: Nem sempre é fácil dizer não ou parar de fazer algo. Quando você conseguir, comemore cada pequena vitória! Permitindo-se descanso, você estará mais próxima da sua melhor versão. Eu celebro colocando uma música que adoro ou vendo meu filme preferido quando consigo terminar uma semana equilibrada.
Perdão e persistência: Às vezes você vai escorregar e acabar fazendo algo que havia prometido não fazer. Não se culpe! Isso faz parte do aprendizado. Apenas observe, reflita brevemente no que te levou a isso e ajuste. Amanhã é outro dia para tentar de novo, e cada pequeno passo ainda conta!
Não ficar presa ao perfeccionismo: Lembre-se de que “feito” é melhor que “perfeito”. Se algo ficar menos do que perfeito, tudo bem. Melhor fazer do que ficar empacada tentando acertar todos os detalhes. Por exemplo, se eu esperasse meu artigo ficar 100% perfeito antes de publicar, ele nunca sairia. Prefiro compartilhar com o coração do que demorar demais buscando a perfeição.
Benefícios de Focar no Que Deixar de Lado

Agora você deve estar se perguntando: mas afinal, o que muda quando a gente faz isso? Para mim, a lista de não fazer trouxe benefícios incríveis. Primeira coisa: ganhei mais clareza mental. Sem aquela bagunça de mil coisas ao mesmo tempo na cabeça, ficou muito mais fácil pensar com calma. Descobri que uma criatividade escondida começou a florescer, de maneira natural. Como uma brisa fresca em dia quente, ideias boas começaram a surgir justamente porque eu estava com a mente mais leve.
Além disso, minha ansiedade diminuiu bastante. Eu praticamente não sentia mais aquele peso chato no estômago de culpa por ter deixado coisas pendentes. Como não tentei segurar um milhão de afazeres ao mesmo tempo, passei a dormir melhor e a acordar sorrindo. Eu me sentia mais presente com as pessoas ao meu redor, porque parava de pensar constantemente no que precisava fazer. Essa sensação de paz no peito fez com que meu humor melhorasse: passei a encarar o dia com mais leveza e até rir com mais frequência. Teve uma semana em que decidi sair para jantar com umas amigas, mesmo vendo a pilha de afazeres aumentar. No início me senti culpada, mas cedi ao passeio sem vergonha. Aquela noite de risadas e conversa solta foi um dos melhores descansos que eu poderia ter dado para mim mesma. No dia seguinte, abordei as tarefas com mais clareza e agilidade, provando para mim que recarregar as energias ajuda muito mais do que insistir na correria sem parar.
E tem outro efeito muito legal: comecei a produzir mais de verdade. Parece contraditório, mas cortar tarefas vazias me deixou mais eficiente nas tarefas importantes. Hoje quando o dia acaba, eu não fico pensando no que ficou pra trás – fico satisfeita com o que eu realmente fiz. Minha lista de não fazer virou uma espécie de filtro: permitiu que eu me dedicasse plenamente ao que faz sentido para mim. Eu me tornei mais criativa nos projetos, mais presente nas conversas com amigos e até mais paciente. Descobri que cuidar de mim mesma me faz cuidar melhor das coisas que eu amo fazer.

De quebra, comecei a confiar muito mais em mim. Cada vez que eu dizia “não” para algo desnecessário, reforçava que eu estava no controle da minha vida. Entendi que respeitar meus limites não me torna preguiçosa nem fracassada – pelo contrário, me deixa forte e confiante. Com o tempo, percebi que não preciso ser perfeita o tempo todo. Esse autoamor foi um presente que minha lista de não fazer me deu. Eu passei a me valorizar mais e a entender que mereço pausas e cuidados, assim como qualquer pessoa. Lembro de uma vez em que peguei uma gripe forte por negligenciar meu descanso. Foi um susto: o corpo pediu socorro. Desde então, meu cuidado comigo mesma só aumentou. Hoje sei que respeitar meus limites faz toda diferença na minha saúde.
Chegamos ao fim dessa conversa, amiga. Espero que você veja como focar no que deixar de lado pode transformar sua rotina. Para mim, criar essa lista de não fazer foi libertador: me tornou mais leve, confiante e criativa. Fazer menos, mas fazer o que realmente importa, me trouxe de volta o controle do meu tempo. Tenho certeza de que, com essas dicas, você também vai encontrar pequenas vitórias no dia a dia.
Lembre-se: cada pequena mudança importa. Você não precisa fazer tudo de uma vez, mas pode dar passos bem pequenos a cada dia. Se eu consegui encontrar esse equilíbrio, tenho certeza de que você também consegue! Acredite no seu potencial e seja gentil consigo mesma.
Não se frustre se algum dia você escorregar. Sempre há outro dia para recomeçar e tentar de novo. A vida é feita de um passo de cada vez, e cada passo que você dá na direção certa já vale muito. Estamos juntas nessa jornada. Cada passo que você der na direção certa já aproxima você de uma vida mais equilibrada e feliz.
E agora eu quero ouvir de você! Tem alguma coisa que você já decidiu não fazer e que melhorou sua vida? Qual foi o maior benefício de deixar de lado certas tarefas? Compartilhe sua experiência nos comentários, vamos trocar histórias e apoiar umas às outras nessa jornada de produtividade com leveza. Estou muito ansiosa mesmo para ler cada comentário seu! 🙂





