Meu Começo como Empreendedora de Coração
Eu sou Ada, tenho 24 anos, uma mulher comum que ama autenticidade. Nunca fui do mundo digital, sabe? Passei muito tempo trabalhando em um emprego CLT das 9h às 16h, com um salário mensal de R$3800. Não sou rica, mas mantenho uma vida tranquila — nem pobre nem rica, apenas estável. Sempre sonhei em ter o meu próprio espaço e criar algo que representasse quem eu sou. No final de 2023, minha amiga Alice, aquela que é quase irmã, me apresentou ao universo dos blogs e redes sociais. Foi aí que tudo mudou e eu percebi que valia a pena tentar. Desde então, tenho me desdobrado para aprender mais e cada pequeno avanço se tornou motivo de alegria.
Quando chego em casa às 16h depois do trabalho, troco o sapato desconfortável por chinelos, faço um cafezinho quente e deixo que o cheiro reconfortante de café invada a cozinha. Sento na minha escrivaninha rosa com meu laptop antigo, olho para o travesseiro verde-musgo no sofá e começo a digitar para você, minha amiga leitora. Emocionante, né? Mas a verdade é que o início foi muito mais desafiador do que eu imaginava. Tive que aprender a editar fotos, configurar o blog, pesquisar temas e, acima de tudo, vencer o medo de não saber nada disso. Eu lembrava do dia em que publiquei meu primeiro post: estava empolgada, achando que seria um estouro! Mas quando vi que quase ninguém havia lido ou comentado, meu coração afundou. Fiquei frustrada pensando “Por que isso não decolou?”. Passei a primeira madrugada em claro me questionando. A luz amarelada do abajur batia na parede branca, meu cachorro dormia do meu lado, e eu tomava goles lentos de café na caneca azul, olhando para a tela pensando se devia ter feito algo diferente.
Expectativa vs. Realidade do Empreendedorismo

Quando a gente é criança ou adolescente, imagina o empreendedorismo como um mar de flores: sucesso rápido, look glamouroso e câmeras por todos os lados. As redes sociais mostram histórias lindas de mulheres desfilando suas conquistas em cenários paradisíacos, mas quase nunca mostram o dia a dia real. Na vida real de quem trabalha de verdade, nem sempre tem glamour. Tem dia que eu acerto o tom de um texto e as leitoras se identificam instantaneamente. Sinto uma alegria incrível quando leio cada comentário dizendo “me identifiquei demais”. Nesse momento, parece que tudo faz sentido. Mas tem outros dias em que, por mais que eu me esforce, o resultado some. É como se o texto ficasse invisível, mesmo eu sentada de pijama no sofá de linho cinza com um cobertor azul cobrindo as pernas. Eu tento muito, me concentro, mas às vezes parece que nada sai. Aí a dúvida me ataca: será que sou boa o suficiente?
Sabe, até aquela empreendedora de sucesso que você admira já passou por esse sufoco no começo, sem ninguém vendo. Ela também já teve dúvidas e noites sem ter certeza do que estava fazendo. Eu também! Passei noites me sentindo insegura, achando que daria tudo errado. É normal não saber tudo de primeira. Eu mesma pensei em desistir várias vezes. Uma madrugada dessas, sentei na cama e quase chorei sozinha, imaginando como seria mais fácil ter ficado no emprego CLT, ganhar meu salário certinho e não me preocupar em criar posts ou buscar seguidores. Mas algo dentro de mim sabia que aquele sonho de ajudar outras mulheres era maior. Meu coração dizia para continuar, mesmo sem capa de revista ou holofote — porque empreender de verdade é muita luta sem glamour, mas é também muita realização.
Minhas Noites em Claro e os Pensamentos que Não Dormem

Conforme minha jornada no blog avançava, as noites em claro se tornaram comuns. Meu cérebro simplesmente não dá trégua. Muitas vezes, deitada na cama, sinto os pensamentos pulando na minha cabeça feito pipoca. Eu já me vi, por exemplo, rolando de um lado para o outro às duas da manhã, olhando o teto azul celeste do meu quarto e escutando o ventilador girar baixinho. Nessas horas, minha mente não para: penso no título do próximo post, na ideia que esqueci de pesquisar, nas metas que ainda não alcancei. Em uma dessas madrugadas, levantei e fui para a cozinha só para limpar a cabeça. Eram três horas da manhã e eu estava sentada na bancada, com a luz branca do refrigerador e só se ouvia o zumbido dele. Mesmo assim a pergunta martelava: “Por que não comecei isso antes?”. Cada gole de café que eu dava, o coração batia mais rápido. Queria ter aquela coragem de começar anos atrás, sem medo.
Nessas noites também aparecem os medos e inseguranças — parte do pacote empreendedor. Já deixei ideias escorrerem sem filtro no papel, só para, no outro dia, olhar e achar tudo ruim. Já chorei escondida da família porque vi que não finalizei um post a tempo enquanto a cama me chamava. Já me perguntei se era loucura passar horas sozinha cuidando do blog quando eu poderia estar viajando ou curtindo as amigas. Já me culpei por não ter dormido mais cedo ou por ter deixado tarefas de casa para depois. Aprendi que não posso me cobrar tanto; tudo bem não dar conta de tudo. Nessas noites claras, às vezes eu respiro fundo e lembro que cada degrau é devagarinho. Apesar do medo e da ansiedade, continuo escrevendo, porque meu sonho de inspirar outras mulheres vale cada xícara de café tomado madrugada adentro.
A Pressão Invisível do Dia a Dia

Além das madrugadas difíceis, existe a pressão invisível do cotidiano. Eu acordo cedo, preparo o café da manhã (geralmente numa tigela branca cheia de mingau de aveia), escovo os dentes com uma pasta de menta refrescante e depois arrumo meu cabelo no espelho do banheiro. Às 8h10 eu saio de casa de mochila preta, rumo ao meu trabalho CLT das 9h às 16h. Lá, sou só mais uma funcionária focada em planilhas e reuniões. Mas sabe aquele pensamento que nunca desliga? Às vezes me pego atualizando mentalmente ideias do blog enquanto atualizo as colunas de uma tabela. É como se eu nunca deixasse de trabalhar: mesmo presa na rotina de escritório, já quero voltar para o blog assim que desligo o computador.
Às 16h eu finalmente saio do escritório, mas a jornada continua. Desço do ônibus pensando na legenda de uma foto ou no próximo título. Chego em casa cansada, mas ainda tenho as tarefas de casa. Tem sempre alguém pedindo ajuda para preparar o jantar, um amigo ligando no meio da tarde querendo conversar, uma louça pra lavar. Já cheguei até a pensar em encomendar delivery só para ganhar tempo! Numa dessas tardes, eu deixei o arroz queimando enquanto tentava rabiscar ideias com meu bloco de notas lilás no colo. Foi nesse caos que entendi: cada dia é um passo de cada vez. Se der tempo, eu tiro uns minutos entre as tarefas para escrever um parágrafo rápido ou fazer um rascunho. Aprendi a dividir o tempo em blocos; por exemplo, enquanto espero a água ferver, já planejo mentalmente o post do dia. Esses pequenos intervalos contam muito — vão me tirando da loucura e me fazendo avançar sem pirar.
Outro estresse invisível vem das comparações sutis. Eu via amigas tirando fotos bonitas no fim de semana, enquanto eu ficava em casa escrevendo. Certa vez, elas mandaram foto de um piquenique colorido no parque; eu estava no meu escritório improvisado, de roupão listrado e cercada de livros espalhados. Por mais que me sentisse sozinha nesse dia, acabei tirando um aprendizado: cada trajetória é única. Provavelmente elas estavam em férias e eu sem descanso, e tudo bem ter um ritmo diferente. Em vez de me cobrar demais, comecei a lembrar que ninguém sabe dos bastidores alheios. Talvez elas também tenham madrugadas difíceis que a gente nem imagina. Cada noite em claro minha é parte da minha história, e descobri que até nas horas silenciosas há lições de resiliência se a gente prestar atenção.
Conselhos Práticos e Ações Simples

Para equilibrar esse turbilhão de emoções e noites em claro, criei algumas estratégias que me ajudam muito no dia a dia. Nenhuma delas é cara ou mágica, mas são ações simples que qualquer pessoa pode fazer. Vou compartilhar com você o que realmente funcionou pra mim:
Rotina Organizada: Descobri que ter horários fixos faz diferença. Todo dia, depois do meu expediente CLT, paro para um ritual curto: bebo um copo de água fresca e faço uns alongamentos básicos na sala. Em seguida, sento no meu cantinho de trabalho e escrevo um mini-plano do dia no meu caderno lilás. Ter esse ritual me coloca no “modo empreendedor” mesmo depois de um dia cansativo. Assim, quando abro o laptop, já sei o que escrever primeiro e não perco tempo procurando ideias.
Metas Pequenas e Realistas: Não adianta anotar cinquenta projetos impossíveis para um único dia — isso só aumenta a ansiedade. Em vez disso, estabeleço objetivos bem fáceis de cumprir. Por exemplo: terminar um parágrafo específico, ler um único artigo inspirador ou responder três comentários de leitoras. Quando cumpro essas metas mínimas, sinto uma alegria enorme e motivação para o próximo dia. Às vezes brinco comigo mesma que hoje só vou revisar aquele parágrafo que ficou complicado ontem e depois posso ver um episódio de uma série no sofá; parece pouco, mas faz uma diferença enorme no meu astral e me dá gás para seguir em frente.
Ambiente Acolhedor: O lugar onde escrevo faz toda diferença. Eu montei um cantinho de inspiração com luzinhas de fada em volta do monitor e um tapete aconchegante roxo no chão. Coloquei minha caneca de chá de camomila ou café sempre ao alcance da mão, e mantenho alguma plantinha verde do lado. Cada detalhe importa: quando me sinto aconchegada por esse espaço cheio de coisas que eu gosto, escrever flui muito mais fácil. É como se o meu próprio quarto dissesse “você consegue”.
Suporte de Amigas: Ninguém precisa caminhar sozinha. Eu montei um grupo de amigas que também estão começando seus sonhos (tem amiga que faz artesanato, outra que cozinha e todas têm projetos diferentes). A gente se encontra por vídeo sempre que pode e faz um bate-papo motivacional: dividimos medos, comemoramos pequenas conquistas e até rimos das trapalhadas. Só de desabafar já alivia muito. Se você se sentir sozinha, lembre que você não está — somos uma legião de mulheres criativas por aí! Podemos trocar dicas rápidas, mandar um meme engraçado de motivação ou só dizer “tamo junto” nos dias difíceis. Esse apoio faz a carga ficar mais leve.
Pausas e Autocuidado: Às vezes, a melhor ideia surge quando a gente sai do piloto automático. Criei o hábito de dar pequenas pausas ao longo do dia. Eu dou uma volta no quarteirão depois do almoço para ver o céu ou escuto uma das minhas músicas favoritas (um pagodinho que me faz dançar na sala). Se sinto muita tensão, respiro fundo contando até cinco e solto devagar, repetindo umas vezes até me acalmar. Também reservo um tempinho pra mim no fim de semana: às vezes faço uma máscara facial simples em casa, às vezes danço no quarto como se ninguém estivesse olhando. Sem autocuidado, não há suor criativo que resolva nada. Esses momentos de mimo — até que simples — me lembram que eu sou tão importante quanto meu projeto, e volto sempre renovada.
Aprendizado Contínuo: Todo dia dedico um tempinho para aprender algo novo (e gratuito). Leio um texto curtinho sobre escrita, vejo um vídeo rápido de dicas de fotografia ou descubro um truque simples no celular. Não gasto dinheiro — uso a internet com sabedoria. Cada coisinha nova que aprendo, tento usar no blog. Isso dá um senso de propósito — fico animada sabendo que não estou parada no mesmo lugar. E sabe o que acontece? Cada lição aprendida vira uma ideia nova para compartilhar com vocês leitoras. Isso faz o esforço valer ainda mais a pena.
Celebre as Pequenas Vitórias: Eu sei que às vezes parece bobeira comemorar quando um post teve só algumas visualizações. Mas aprendi a valorizar cada passo dado. Sempre que termino de escrever mesmo que pouco, me dou um mimo: um chocolate extra ou aquele episódio do meu seriado preferido. Quando recebo até um comentário simples, eu dou um sorrisinho de orgulho. Cada palavra escrita, cada nova seguidora ou cada elogio humilde é uma vitória. Afinal, cada grande conquista do blog começa com um pequeno passo que vale a pena ser comemorado.
Flexibilidade: Nem sempre as coisas saem como planejamos, e tudo bem. Uma vez organizei um dia inteiro para tirar fotos para o blog, mas apareceu a visita surpresa da minha avó. Acabei trocando o roteiro por uma conversa gostosa na cozinha com ela — e isso acabou virando uma história bonita para contar. Aprendi que cuidar da vida pessoal de vez em quando recarrega a alma. Se algo do blog ficou para depois porque minha família ou eu precisamos, eu não me culpo. Amanhã é novo dia e uma nova chance de continuar de onde parei. Saber dar um tempo às vezes é a nossa própria estratégia de sucesso.
Lições que Essa Jornada Me Ensinou

Cada dia corrido e cada noite sem dormir me deixaram uma lição especial. Quero compartilhar três aprendizados reais da minha vida, que talvez façam você se sentir menos sozinha nessa estrada:
1. Fracassar Faz Parte e Não Me Define
Logo no começo da minha aventura digital, lancei meu primeiro e-book caseiro sobre organização do tempo (feito com muito carinho em papel reciclado e canetinhas coloridas). Para minha tristeza, só duas pessoas compraram. Fiquei três noites seguidas chorando escondida, achando que aquilo era um fracasso total. Mas depois entendi algo importante: isso não significava que eu era um fracasso. Minha amiga Alice me disse: “Ada, você criou algo com seu coração. Mesmo que só duas pessoas tenham entendido, você ajudou alguém.” Percebi que o importante era continuar fazendo com paixão, e que cada erro era só um passo para melhorar. Essa atitude me ensinou a seguir em frente sem me desanimar e me deixou mais forte.
2. Persistência Vem em Pequenos Passos
Entre tantas dúvidas, criei o hábito de escrever todo dia pelo menos uma linha no meu blog, mesmo quando estava exausta. Coloquei um alarme discreto no celular dizendo “Escreva por 10 minutos”. No começo, muitas vezes eu escrevia só uma frase solta — por exemplo, “Hoje acordei inspirada” ou “O céu tinha uma cor linda”. Mas aos poucos aquelas frases viraram um parágrafo, depois dois, depois um texto completo. Com o tempo, vários textos assim se acumularam. Cada dia que eu mantinha esse compromisso, me sentia mais capaz. O que parecia pouco no começo, transformou-se em muito com o tempo. Essa persistência diária me mostrou que eu conseguia evoluir devagarinho.
3. Me Cuidar é Obrigatório, Não Negociável
Uma manhã de dezembro eu acordei me sentindo péssima: na noite anterior, eu havia passado a madrugada inteira pensando no blog. No dia seguinte, meu olho parecia fechar sozinho. Foi quando minha chefe gentil me chamou de lado e pediu para eu respirar fundo, porque ela entendia que eu precisava de descanso. Aquela conversa foi um alerta: eu percebi que minha saúde vinha antes de tudo. Então passei a reservar um tempo toda semana para mim, sem culpa. Às vezes é uma caminhada no parque, às vezes uma sessão de alongamento no quintal. Cada vez que cuido de mim, volto revigorada e cheia de energia para o trabalho. Com o corpo e a mente descansados, o resto sai muito melhor.
Minha amiga, se você leu até aqui, saiba que você não está sozinha nessa caminhada. Talvez neste exato momento você esteja acordada pensando no seu próprio sonho, sentada na cama de pijama com uma caneca de chá ao lado. Pois saiba: se eu já passei por noites em claro como essas, eu sei que você também consegue sobreviver. Empreender tem um lado B que poucos contam — são as horas extras de trabalho, as inseguranças que chegam de madrugada, os dias silenciosos em que só o silêncio do quarto nos ouve. Mas, ao mesmo tempo, tem um lado doce: é a liberdade de ser dona da própria história, a alegria de ajudar outras pessoas em segredo e o orgulho de ver o quanto cresci com cada passo.
A verdade é que cada obstáculo nos ensina algo valioso, e cada esforço nos aproxima do nosso objetivo. Eu acredito em você e na sua história tanto quanto acredito na minha. Por isso, minha amiga leitora, segura na minha mão virtual: vamos juntas em frente. Quando a noite parecer escura demais, lembre-se de que, depois de cada madrugada, sempre vem um amanhecer cheio de luz. Você não precisa fazer isso sozinha. Quando foi a última vez que você ficou acordada lutando por um sonho? Me conte nos comentários. Vamos formar uma corrente de apoio mútuo e inspirar umas às outras. Obrigada por me acompanhar até aqui. Juntas, somos mais fortes!





