Todo mundo já ouviu um sonoro “não” em algum momento da vida. Eu não fui diferente. Quando essa palavra ecoou em meus momentos mais importantes, senti um misto de choque e decepção. Olá amiga leitora, Ada aqui e hoje compartilho duas histórias reais da minha vida em que cada “não” se tornou combustível para continuar seguindo adiante. Sem rodeios e de coração aberto, vou mostrar como aprendi a transformar a rejeição em impulso para seguir em frente. Descobri na prática que, por mais doloroso que seja um “não”, ele pode abrir portas inesperadas e ensinar lições que eu ainda não tinha considerado.
O primeiro ‘não’: o golpe na apresentação da faculdade

Em 2019, comecei minha jornada na faculdade de publicidade cheia de sonhos. Redes sociais bombavam e tudo parecia possível com criatividade e esforço. Eu e minha melhor amiga, Alice, tínhamos uma ideia ousada: criar uma rede de apoio virtual — quase um aplicativo — para conectar pessoas. Conversamos horas sobre isso, planejamos cada passo ao longo do ano.
Alice me dizia: “Ada, você é extremamente criativa e sabe se comunicar bem. Por que não criar essa comunidade? Você teria um grande impacto.” Lembro de ter pensado: ‘Como vou fazer isso?’ Mas o entusiasmo dela me empolgou.
Decidimos colocar a ideia em prática. Passamos 2019 inteiro desenhando a proposta, pesquisando cada detalhe, até chegar o grande dia da apresentação (20 de setembro de 2019).
No dia da apresentação, tudo parecia correr bem. Eu estava confiante e entusiasmada, ensaiando mentalmente nossa fala. Nossa equipe havia preparado slides inovadores e ideias de como engajar o público online. Na hora H, falamos com confiança; parecia que tínhamos feito um ótimo trabalho.
Então veio o inesperado: o organizador do evento olhou para nós e disse alto e claro: “Vocês estão desclassificadas!” Senti como se o chão tivesse sumido debaixo de mim. Meu coração disparou. Fiquei de boca aberta.
Lágrimas quase escorregaram no canto dos meus olhos, mas respirei fundo e as segurei. Eu mal conseguia acreditar. Como assim, desclassificadas? Eu estava certa de que tínhamos apresentado algo incrível.
Nos minutos seguintes, eu estava em estado de choque. Outros participantes cochichavam e trocavam olhares conosco. Vi nossos concorrentes – jovens da alta elite, filhos de famílias abastadas – comemorando de lado. Foi doloroso perceber a injustiça: logo depois ficamos sabendo que aqueles rapazes premiados tinham pais influentes mexendo os pauzinhos nos bastidores. Dinheiro envolvido, na prática.
A rejeição do meu projeto foi um golpe duro. Senti tristeza e raiva ao mesmo tempo, mas decidi reagir. Junto com Alice, canalizamos a decepção para a criatividade e criamos algo novo: nasceu o blog Nutraglow.me. Usei aquela frustração como combustível para escrever e compartilhar experiências. Em vez de desistir, comecei a contar nossa visão de comunidade online, nossas dicas e pequenas histórias de superação. Aos poucos, aquele revés doeu menos do que a energia positiva que construímos a partir dele.
Com o tempo, percebi que nossas horas de planejamento tinham valido a pena. O Nutrâglow começou a ganhar vida própria: leitores comentavam nas postagens e compartilhavam suas próprias histórias. Lembro de receber mensagens de agradecimento de pessoas que diziam ter encontrado inspiração naquilo que eu escrevo. Ver que a minha jornada ajudava outras pessoas foi a maior recompensa — um sinal claro de que aquele ‘não’ inicial não tinha sido em vão.
Um novo ‘não’: aprendizados na transição para o mercado

Depois daquele episódio na faculdade, o Nutrâglow cresceu aos poucos. Aprendi a lidar com comentários, críticas construtivas e até com alguns “nãos” menores (como sugestões que não foram aceitas ou convites que não vieram). Porém, a vida continuava cheia de testes. Ao concluir a graduação, decidi focar em ganhar experiência profissional.
Montei um currículo destacando meus projetos, incluindo o Nutrâglow como algo que criei do zero. Usei cada artigo do blog para mostrar prática real de marketing digital e comunicação. Candidatei-me a um estágio em uma grande agência de publicidade que eu admirava. Entreguei meu currículo com orgulho, mas alguns dias depois chegou o e-mail decepcionante: não haviam me selecionado.
Na hora, me senti abatida. Parecia que eu tinha tentado de novo e não tinha sido suficiente. Eu até duvidei de mim mesma: será que meu sonho era grandioso demais? Demorei um dia para digerir a notícia, mas no dia seguinte não deixei a decepção me paralisar. Procurei entender o que estava faltando.
Pedi feedback aos recrutadores e percebi onde podia melhorar: minha experiência ainda era curta para agências grandes e precisava fortalecer meu networking. Então tomei atitude: fiz um curso de marketing digital para aprimorar meus conhecimentos, busquei oportunidades voluntárias de comunicação para ONGs e pequenos negócios locais e participei de eventos e meetups para conhecer pessoas da área. Cada “não” que apareceu durante esse processo, em vez de me derrubar, me motivava a aprimorar meu trabalho.
Durante esse período de preparação, percebi algo curioso: as habilidades que desenvolvi no Nutrâglow começaram a se destacar no estágio seguinte. O conhecimento de marketing digital, produção de conteúdo e foco no público que aprendi escrevendo para o blog passou a ser elogiado pelos colegas. De certa forma, o projeto acadêmico que um dia foi rejeitado virou minha maior vitrine profissional.
Nesse percurso, entendi que o “não” da agência não era um sinal de fracasso, mas um convite para crescer. Usei essa motivação para construir um portfólio mais robusto. Alguns meses depois, voltei a uma entrevista – muito mais preparada – e fui selecionada para outro estágio. Hoje, trabalhando nessa nova vaga, vejo que cada tarefa carrega um pedaço da minha história. Estou mais confiante e sinto que finalmente estou no caminho certo. Aquele “não” inicial, que parecia um obstáculo, na verdade serviu de base para o meu crescimento. A jornada foi difícil, mas valeu a pena.
Cada uma dessas experiências me ensinou algo diferente sobre como lidar com a rejeição. Abaixo, compartilho as principais lições práticas que aprendi nessa jornada:
Lições que aprendi com a rejeição aceita

Não leve o ‘não’ para o lado pessoal. Rejeição nem sempre significa falta de valor. Muitas vezes, indica que há algo a ajustar ou outro caminho a seguir.
Peça e analise o feedback. Se possível, pergunte o motivo do “não”. Saber o porquê ajuda a melhorar e evita repetir os mesmos erros.
Use a frustração como combustível. Cada “não” é uma chance de avaliar onde posso crescer. Por exemplo, a decepção na apresentação da faculdade me inspirou a criar o conteúdo do blog e aperfeiçoar minhas habilidades.
Mantenha o foco no longo prazo. É natural ficar triste no momento, mas lembre-se do objetivo maior. Um obstáculo não define toda a sua trajetória.
Conte com quem te apoia. Dividir suas dores e sonhos com amigos (como a Alice fez comigo) dá força e traz novas perspectivas.
Seja flexível e ajuste a rota. Às vezes o “não” sinaliza que devo mudar a estratégia, não abandonar o objetivo. Foi assim que encontrei no Nutrâglow um caminho diferente para seguir meu propósito.
Valorize cada pequeno avanço. Após um “não”, é fácil focar só nos pontos negativos. Em vez disso, celebre cada conquista, por menor que seja. Isso ajudou a manter minha motivação e a perspectiva positiva.
Cultive a persistência. Cada “não” que levei só fortaleceu meu comprometimento. No Nutrâglow, toda dificuldade me motivava a criar conteúdo ainda melhor. A rejeição aceita faz com que a próxima tentativa seja ainda melhor estruturada.
Concluo dizendo que o “não” pode virar um grande professor. A rejeição, quando aceita e compreendida, se transforma numa das maiores mestras da vida. Ela me moldou, deu clareza e motivou cada passo seguinte. Espero que minhas histórias sirvam de exemplo: quando ouvir um “não”, respire fundo, avalie a situação e pense em como pode usar essa experiência a seu favor.
Agora é com você: qual foi o “não” que marcou sua vida e acabou virando combustível para seguir adiante? Compartilhe nos comentários sua experiência ou reflita em como aquele “não” pode impulsionar seu caminho. Estamos juntos nessa jornada.





