Por que a gente fica travada ao decidir?
Querida leitora, eu sempre falo que no nosso dia a dia um monte de coisa chega junto da gente, né? Às vezes parece que todo mundo tem uma lista de demandas: trabalho, estudo, família, viagens, aquele grupo no WhatsApp pedindo respostas… E quando a gente para pra pensar em tudo de uma vez parece que sobe uma nuvem na cabeça. Sabe aqueles domingos tranquilos vendo um dorama e comendo docinhos? Aí de repente é segunda de manhã e – bum! – um caminhão de coisas cai em cima (faturas pra pagar, uniforme pra lavar, mensagem da amiga que não responde). Ficamos meio doidinhas, sem saber por onde começar! 😅 Nessa hora vem aquela dúvida cortando a mente: será que eu fiz a escolha certa ontem? Será que deveria ter resolvido isso de outro jeito? Melhor nem pensar demais, amiga, porque senão a gente se afunda na dúvida.
Pensando bem, é comum a gente travar quando precisa decidir: será que deixo pra depois, ataco de cara ou pergunto pra alguém? O medo de errar, de perder algo bom ou de desapontar quem a gente ama pode congelar nosso cérebro. Eu já estive nessa: às vezes eu ficava olhando pro celular esperando a notificação perfeita pra me dizer o que fazer. Ou encarava o guarda-roupa cheio de roupa e não sabia qual look escolher. Quem nunca ficou indecisa em frente à prateleira de comidas saudáveis pensando no brigadeiro que deixou na geladeira, hein? É normal ter um monte de dúvidas e inseguranças. Acontece com qualquer pessoa que se importa de verdade – e nós somos exatamente assim, preocupadas em acertar.
Mas vou te contar um segredo: não precisa se sentir mal por travar. A vida está cheia de escolhas, das mais simples às mais cabeludas, e tudo bem ficar insegura às vezes. O truque é a gente não deixar esse aperto atrapalhar a vida. Foi por isso que inventei minha pilha de decisões. Não tem fórmula secreta nem nada high-tech – é um jeitinho simples que me ajuda a trazer clareza quando a cabeça fica cheia. Pense nisso como ter uma amiga que faz desenhos coloridos da sua vida em post-its na parede, pra te ajudar a ver tudo com calma. 📝✨
O truque da pilha de decisões

Minha pilha de decisões é como uma lista que eu organizo com carinho sempre que preciso parar pra pensar. É até meio engraçado, mas quando você coloca tudo no papel, parece que dá um nó na cabeça e os pensamentos se alinham. Funciona assim: eu escrevo todas as opções ou passos que tenho que decidir, como se estivesse empilhando post-its coloridos na mesa. Às vezes só escrever já resolve metade da indecisão – você vê tudo ali, fora da mente, e a confusão começa a clarear. Por exemplo, se estou pensando no jantar, anoto no meu bloquinho: “comida japonesa”, “comida italiana”, “sopa caseira” e até “brigadeiro de sobremesa (quem nunca, né?)”. Apenas ver a lista me ajuda a dar um nome ao que estou sentindo.
Passos para montar sua pilha de decisões
Anote todas as opções: Coloque no papel tudo que está borbulhando na sua cabeça. Escreva ideias soltas, possíveis planos e até medos. (Por exemplo: para o jantar, anote ‘pedir sushi’, ‘cozinhar macarrão’, ‘fazer uma saladinha’ ou até ‘brigadeiro de sobremesa’.)
Observe como você se sente: Leia cada opção com calma. Essa escolha faz seu coração pular de alegria ou dá uma preguiça danada? Se algo te anima de verdade, marque com um emoji de sorriso ou estrela; se causa frio na barriga, marque com uma carinha que não agrada.
Reordene sua pilha: Passe as opções que te deixam animada para o topo e deixe as opções que incomodam mais embaixo. Você vai ver a lista se alinhar de acordo com o que te faz bem. É como arrumar o armário pelo sapato mais confortável primeiro: fica tudo mais fácil de enxergar.
Escolha e teste: Pegue o item do topo da pilha e vá em frente. Isso mesmo, escolha o que te deixou animada! Se depois de dar uma chance você sentir que não curtiu, não tem crise: volte na pilha e ajuste a ordem de novo. O importante é não ficar parada.
Cada vez que monto minha pilha eu aprendo um pouquinho mais sobre mim mesma. Descubro o que meu coração quer de verdade, e percebo que nem sempre a primeira ideia é a melhor – às vezes aquela que estava mais embaixo surpreende. A beleza da pilha de decisões é essa: ela coloca tudo no nosso ritmo e tira aquele monte de vozes da nossa cabeça por um tempo.
Uma coisa legal é que a pilha de decisões me lembra de olhar também para as escolhas pequenas. Às vezes a gente fica tão preocupada com as grandes mudanças (como mudar de emprego, pedir namoro ou fazer uma viagem) que esquece das miudezas do dia a dia (responder a mensagem da amiga, trocar o livro de cabeceira, escolher o lanche do sábado). Eu gosto de separar tudo por cores no papel: lá vou eu, com post-its azuis marcando ideias de lazer (filmes, festas, passeios), rosas com autocuidado (sono, alimentação, um banho relaxante) e verdes com coisas do trabalho ou estudo. Assim nada fica perdido no meio da bagunça; cada escolha ganha seu espacinho colorido no mural da vida!
Como aplicar a pilha de decisões no dia a dia

Vou te dar alguns exemplos práticos de como uso esse truque. Imagina um dia de trabalho: estava eu no meu emprego CLT (sim, amiga, de 9h às 17h), rotina fixa de segunda a sexta, quando surgiu um convite de última hora. O chefe da minha empresa anunciou um evento social fora do estado, em São Paulo, e perguntou quem toparia ir. Todo mundo ali ficou meio gelado, sem saber o que responder. Ao invés de decidir na emoção, eu fui devagar montando minha pilha mental: puxei meus post-its e anotei tudo que eu considerava importante naquela escolha. Coloquei no papel: “custos da viagem” (passagem, hotel, transporte), “tempo longe de casa” e “o que posso ganhar com isso” (conhecer gente, aprender coisas novas, uns quitutes de SP). Enquanto escrevia, percebi que meu coração já estava sinalizando: tantos números e planos me fizeram sentir que ficar aqui mesmo seria melhor pra mim. No fim, quando ele me pediu para levantar a mão quem não iria, levantei as duas com um sorriso. “Não posso ir dessa vez!” KKK. Minha amiga Alice levantou junto, o Cláudio também deu risada, e virou até brincadeira. A gente ficou aliviada, entendendo que dizer “não” também é uma escolha – e uma escolha que fazemos pra se respeitar. Antes eu era aquela pessoa que dizia “sim” pra tudo e depois ficava mal. Hoje, depois da minha pilha de decisões, sou mais dona da minha vida, mais confiante. Sou mesmo essa “princesa guerreira” que se posiciona sem peso. 😄
Outro exemplo: numa noite de sábado em casa, assistindo dorama, senti aquela vontade infinita de um docinho gostoso. Poderia ter agarrado o pote de brigadeiro e devorado sem culpa, mas decidi usar minha pilha até pra essa escolha de ‘vitamina de felicidade’. Peguei um bloco de notas e desenhei rapidamente minha pilha: escrevi “comer brigadeiro” no topo (risadinha interna – quem nunca quis?), “comer frutas com granola” no meio, e “fazer cenoura doce com mel” embaixo. Respirei fundo e reli as opções: será que eu precisava mesmo daquele brigadeiro naquele exato momento? Aí lembrei de como me senti depois da última vez que fiz cenoura com mel, uma energia gostosa. Troquei a ordem: coloquei a cenoura com mel no topo e deixei o brigadeiro para depois. No fim, terminei saboreando a cenoura caramelizada e me senti super bem depois. O brigadeiro teve que esperar, e sabe que tudo ficou de boa? Essa experiência me mostrou que às vezes podemos escolher o melhor para nós, mesmo que pareça menos óbvio.
Vida real da Ada: mais exemplos para inspirar

Te convenci? Olha só alguns outros momentos da minha vida que mostram como a pilha ajuda. Uma vez estava vendo um dorama lindo de romance, e de repente na trama pintou uma cena de festa de aniversário. Pensei: “Nossa, festa de aniversário real, o que eu vou vestir?” Entrei em modo indecisão fashion: “vou de vermelho ou de azul? O vestido curto ou longo? Aquela blusinha fofa combina com a saia estampada ou com o jeans básico?” Fiquei tão perdida que quase pulei o episódio. Foi aí que usei meu truque: peguei dois post-its coloridos e anotei as combinações que mais amo. No post-it amarelo escrevi “vestido amarelo fluido + brincos grandes” (me sinto poderosa nesse look), no post-it verde, “macacão jeans + tênis branco” (conforto garantido) e no post-it rosa, “saia floral + blusa lisa” (romântico e prático). Respirei fundo e observei: qual me fazia brilhar os olhos? O vestido amarelo ganhou no topo da pilha. Adivinha? Usei ele e arrasei demais! Recebi vários elogios e passei a festa inteira super confiante. Essa pilha fashion salvou a minha noite.
Mais um exemplo: num sábado gelado de inverno, eu queria ficar na cama debaixo do edredom, mas também tinha tarefas pra fazer. Montei dois post-its mentais: “ficar enrolada debaixo do edredom” e “levantar cedo e dar conta de tudo”. Coloquei ‘levantar cedo’ no topo. Resultado? Acordei, tomei um café quentinho e risquei cada tarefa com satisfação no final. Aquela manhã congelante virou um dia produtivo e cheio de orgulho – provando que às vezes é preciso se arrancar do conforto pra saborear a conquista.
Mais um momento do cotidiano: no domingo sem nada pra fazer, fiquei entre maratonar uma série no sofá ou dar uma volta no parque. Escrevi as duas opções rapidinho: “ficar de preguiça” e “sair pra passear”. Coloquei ‘sair pra passear’ no topo porque meu corpo pedia movimento. Então levantei, caminhei no sol e terminei o dia com um sorriso. Às vezes seguir a pilha ajuda a equilibrar diversão e responsabilidade! 😌
Outro dilema simples: era hora do almoço e pensei em pedir comida delivery ou cozinhar em casa. Metade de mim só queria pressa do delivery, mas decidi testar a pilha: escrevi mentalmente “fazer comida caseira” e “pedir pizza”. Coloquei ‘cozinhar em casa’ no topo (economia e mais saúde). No fim, preparei um macarrão delícia, economizei uma grana e até me senti orgulhosa de mim mesma. 🍝👌 Coisa boba, mas aquela escolha me deixou feliz o dia inteiro.
Outra vez, numa sexta à noite, surgiu um convite inesperado: ficar de boa em casa ou sair pra dançar com as amigas? Rapidamente fiz a pilha mental: “ficar no sofá” vs “pular pro rolê”. Aê, advinha? O rolê subiu na minha lista e eu soltei os cabelos! 😄 Dancei, ri e voltei doida de cansada, mas feliz pra caramba. Aprendi que a pilha me empurra pra aventuras que eu queria, às vezes sem saber, e depois vem a recompensa.
Até na hora do mercado, a pilha ajuda: percebi num supermercado que tinha duas filas no caixa e me atrasei pensando qual pegar. Pensei nas opções: fila rápida ou fila normal? Coloquei a fila rápida no topo e segui em frente, ganhei alguns minutinhos pra aproveitar o resto do dia. ✅
Dicas práticas para não ficar travada

Às vezes tudo que precisamos são umas dicas amigas e fáceis de colocar em prática. Separei algumas coisas que faço sempre pra não deixar a indecisão virar um peso:
Escreva tudo o que pesa na decisão – Colocar no papel ajuda a tirar aquele rolo da cabeça. Anote prós e contras ou apenas ideias soltas; ver as palavras na frente tira o dilema do escuro.
Use categorias coloridas – Marcar tipo de tarefa (plano de fim de semana, trabalho, autocuidado) com cores diferentes ajuda muito. A visão fica mais clara e até divertida, parece até jogo!
Divida grandes escolhas em pedacinhos – Em vez de decidir logo sobre algo gigante (como mudar de emprego ou mudar de cidade), quebre o problema em partes. Por exemplo: primeiro pense no local ideal, depois no salário, depois na rotina. Um passo de cada vez.
Dê um tempo pra mente respirar – Se bater aquele travamento, faça pausa: passeie pelo quarteirão, tome água, ouça música. Às vezes a resposta aparece quando a gente menos espera, depois de espairecer um pouco.
Converse com alguém de confiança – Desabafar ajuda demais. Chama uma amiga ou a mãe, conta da sua pilha de opções. Só de falar sobre pode clarear muito; às vezes outra visão ilumina tudo.
Teste e ajuste – Não precisa acertar sempre de primeira. Se você tomou uma decisão e depois viu que não foi a melhor, tudo bem: risque o item da pilha e experimente de novo. Cada escolha é um aprendizado.
Defina mini-prazos – Ficar pensando demais consome muita energia. Coloque um limite de tempo para decidir (pode ser algumas horas ou um dia, dependendo da escolha). Assim você provoca a ação e evita enlouquecer nas dúvidas.
Evite distrações digitais – Desligue redes sociais e silencie notificações quando for decidir algo importante. Seu coração e intuição ficam mais claros sem o barulho externo. (Experimente fazer sua pilha offline!)
Foque em um item por vez – Quando a pilha estiver pronta, foque apenas na opção do topo. Pense nela até se sentir segura. Não tente resolver tudo de uma vez: isso evita sobrecarga mental.
Comemore cada pequena vitória – Sempre que você riscar algo da sua pilha, comemore. Sabe aquela sensação de missão cumprida? Aproveite para um sorriso, um abraço ou até uma mini-dança na sala. Cada decisão, por mais simples que seja, é um passo seu e merece celebração.

De verdade, colocar essas dicas em prática faz toda a diferença. Por exemplo, quando recebi um convite repentino pra viajar com a família nas férias, segui esses passos. Anotei o que cada data significava, falei sobre custos e diversão com meu irmão, respirei fundo e só então decidi ficar em casa (mantive meu cantinho quentinho mesmo!). No fim, me senti tranquila com a escolha, sem arrependimentos. Tudo porque usei a pilha de decisões a meu favor.
Olha só, amiga, a verdade é que enfrentar várias escolhas todos os dias faz parte da nossa história. Você não está sozinha nessa, viu? Eu mesma levanto a mão e digo: já fiquei muitas vezes completamente travada tentando decidir. Mas aprendi que dá pra lidar com tudo isso com leveza e jeitinho, sem precisar se martirizar. Cada decisão que eu tomo usando a minha pilha me deixa mais confiante, como se eu tivesse um mapa desenhado no coração, guiando meu caminho.
Cada pequena escolha que você faz conta no seu caminho. Cada vez que você decide algo, por mais simples que seja – escolher entre pipoca ou chocolate, arrumar a cama ou dormir mais um pouquinho – você aprende sobre o que realmente importa pra você. E essa experiência vai formando a mulher maravilhosa que você é. Com o tempo, enxergamos que cada escolha tem um pouquinho de nós ali, e tudo bem ajustar a rota quando for preciso. A pilha de decisões é uma forma de confiar na sua própria intuição e usar um toque de cor no pensamento. Não importa se você tropeça em algumas escolhas pelo caminho; o importante é seguir em frente com o coração aberto.
Lembre-se: cada passo que você dá, mesmo que silencioso, é uma conquista sua. Quando encaro meu mural de post-its e vejo as coisinhas riscadas, sinto como se estivesse recarregando meu coração de confiança. Acredite, amiga: você já é incrível por tentar, por procurar soluções para si mesma. A vida é cheia de cor porque temos o privilégio de escolher nossa paleta todos os dias.
Agora eu quero saber de você: qual foi a última decisão que virou aprendizado pra você? Conta pra mim nos comentários! Adoro ler as histórias da nossa comunidade. Vamos juntas fazer dessa pilha de escolhas uma troca de experiências, amizade e apoio. Estou aqui torcendo por você e pelo seu poder de escolha. Você consegue, e suas decisões são muito bem-vindas nesse mundão! ❤️✨
Ah, e se você tiver aquela amiga indecisa, manda esse texto pra ela! Assim nossa rede de apoio só cresce. 🤗
Até breve, amiga! 💖





